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28 de nov de 2017

Suculentas na decoração

Suculentas na decoração

Suculentas na decoraçãoPlantas harmonizam e embelezam qualquer ambiente. 

E, ainda, garante um pouco de paz interior, leveza e enriquece o “olhar”.
Com tantas opções que a natureza oferece, a dúvida maior é qual tipo de planta escolher para decorar o espaço.

Uma excelente opção de paisagismo e de decoração é usar a planta suculenta!
As suculentas são excelentes porque são lindas, marcantes e delicadas. Ao mesmo tempo, são tipos de plantas práticas, que não exigem muita manutenção. São vegetais duradouros. Esses são só alguns motivos para você decorar com suculentas.

Também, são plantas versáteis e adaptáveis aos mais variados tipos de ambientes. Podem ficar ao ar livre, em ambientes fechados, existem de vários tamanhos, ficam lindas sozinhas ou com outros tipos de plantas em conjunto…

E, combinam com a multiplicidade de tipos de vasos que existem por aí… Lugar para plantar é o que não vai faltar! Vidro, vaso de barro, cerâmica, no chão, no concreto, na chaleira abandonada da sua vó… O mais bacana é isso! As suculentas estimulam a criatividade.

Suculentas na decoraçãoPlantar suculenta é uma arte! Sem você perceber, já estará fazendo arte e inventando lugares para plantar. Suculentas trazem inspirações! Plante no seu jardim, na sua xícara, na vasilha abandonada… Invente!

Suculentas na decoraçãoE cuidar das suculentas é muito fácil! Os especialistas indicam molhar uma vez por semana no verão e, no inverno, a cada 20 dias. O excesso de água pode apodrecer a raiz. Essas plantas gostam de áreas iluminadas. Certifique-se de escolher um espaço que a luz chegue até ela, mesmo que seja de forma indireta. Algumas espécies não gostam da luz direta e queimam. E uma dica muito importante: para durar, o vaso precisa ter dreno (aquele furo embaixo), que permite que a água escoe.

Esses são apenas parâmetros de cuidados que funcionam para a maioria das suculentas. Mas, é claro que cada caso é um caso. Tudo vai depender do lugar que ela estiver e do tipo de suculenta. Não custa, por exemplo, você verificar se a terra ainda está úmida, antes de regar novamente.


Quem quiser se aprofundar nesse assunto, há publicações específicas sobre suculentas no mercado. Vá até a livraria e divirta-se!

Muita gente usa a suculenta como decoração temporária para festas e, até mesmo, na própria casa. Nesse caso, em inúmeros casos, plantam em uma peça sem dreno.

As suculentas encantam tanto que tem até noiva fazendo buquê de suculentas. Não é o máximo? As suculentas trazem alegria para qualquer ambiente!
Plantas suculentas

Suculentas na decoraçãoO maior motivo que leva alguém a desistir de ter uma planta é a falta de espaço e as suculentas cabem em qualquer espacinho mesmo.  Elas podem ser cultivadas em espaços mínimos como xícaras ou até mesmo dentro de uma concha pendurada na parede.  

Suculentas na decoraçãoEm várias fotos você poderá se surpreender em como elas podem ser compactar e ganhar um espaço pequeno aí na sua casa. Muita gente deixa sua plantinha na pia do banheiro, que tal?

Cultivo de suculentas

É sempre bom ter um pedacinho da natureza em casa e quem sempre ligou esse fato ao cultivo ou de flores ou de temperos pode mudar de ideia. Outro fato também é esse tipo de planta  que exige muitos cuidados pode não ser a melhor opção para um dono inexperiente, mas as suculentas proporcionará a deliciosa sensação de conviver com plantinhas no lar, sem correr o risco de ele não resistir à sua rotina. Porque as vezes a planta é que desiste do dono, não é?

14 de fev de 2016

Suculentas e cactáceas

Suculentas e cactáceas

Verde em Folha
Getty Images
Suculentas e cactáceas são plantas originárias de climas áridos e secos que armazenam água em suas raízes, talos e folhas, motivo pelo qual possuem estruturas grossas e carnudas. 

Nesses tempos de pouca água, são plantas ideais para cultivo já que necessitam de regas esporádicas.

 No entanto demandam luz solar intensa e direta, e o melhor local para cultivá-las é próximo às janelas ou em jardineiras protegidas da chuva. Na adubação uma dica: coloque uma colher de café de NPK 10-10-10 a cada mês nos vasinhos. 
Também vale usar uma colher de chá de farinha de osso nos vasos dois meses antes de começar a floração das plantas. Agora que você já sabe como cultivá-las, conheça algumas espécies e escolha suas preferidas. 

Fontes: Bruna Nogueira Costa, Eduardo Luppi, Gisele Fracari e Regina Castilho, paisagistas
Suculentas verde em casa e pouco trabalho

Suculentas verde em casa e pouco trabalho

Verde em Folha
Foto: Getty Images
Suculentas, as plantas ideais para quem quer mais verde em casa.

Conheça as exóticas suculentas. Práticas, essas plantas são ideais para quem quer mais verde na casa, mas não tem tempo de se dedicar à jardinagem.

Suculentas gostam de solos ricos em nutrientes e com pouca água.


Graças às folhas gordas e cheias de líquido, as plantas suculentas aguentam passar o dia todo sob o sol e permanecem tão lindas quanto uma orquídea saída da estufa.

Esse não é o único truque dessas plantas, que são típicas da África e têm mais de 12 mil espécies pelo mundo. Irmãs dos cactos, elas costumam ter espinhos ou uma espécie de penugem nas folhas, que retém o máximo de umidade possível.

Dicas de cultivo

Prepare o solo: Suculentas gostam de solos ricos em nutrientes e com pouca água. Misture três partes de areia para uma parte de terra vegetal e acrescente adubo orgânico. Forre os vasos com uma camada de 3 cm de pedriscos. Jamais deixe o prato encharcado. Os vasos não podem ser fundos, porque a suculenta tem raízes curtas.

Regue: Uma vez por semana no verão e a cada 15 dias no inverno. Jamais deixe água parada no vaso. Além da dengue, a umidade excessiva apodrece as raízes da planta.

Exponha à luz: A grande maioria das espécies de suculentas precisa de muito sol para sobreviver. Naturais de regiões secas - quase desérticas -, essas plantas morrem na sombra. Para facilitar, dividimos as suculentas em três grupos, de acordo com a necessidade de luz do sol.

11 de nov de 2015

Um terço das espécies de cactos deve desaparecer

Um terço das espécies de cactos deve desaparecer

Um terço das espécies de cactos deve desaparecer
Maria Guimarães
Revista Pesquisa Fapesp
Quase um terço dos cactos do mundo sofre alguma ameaça de extinção, segundo artigo publicado na revista Nature Plants. A avaliação é resultado de um esforço internacional liderado pela ecóloga mexicana Bárbara Goettsch, da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).
"A partir de workshops e grupos de trabalho que compilaram trabalhos publicados, além de nosso próprio conhecimento, foi possível avaliar a situação de quase todas as espécies da família das cactáceas que existem no mundo e todas as 260 espécies que ocorrem no Brasil", conta a botânica Daniela Zappi, do Jardim Botânico Real de Kew, na Inglaterra. No mundo são 1.480 catalogadas, quase exclusivamente nas Américas – uma única espécie ocorre naturalmente na Ásia e na África – e apenas duas não foram incluídas no estudo por falta de dados.
Além de Daniela, também participaram da avaliação os botânicos brasileiros Marlon Machado, da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia, e João Larocca, da Fundação Gaia, no Rio Grande do Sul.
Para quem cacto é sinônimo de Caatinga, será uma surpresa descobrir que a maior ameaça a essas plantas reside nos Pampas gaúchos. Lá existe uma diversidade de cactos pequenos, principalmente dos gêneros Parodia e Frailea, como bolotas ou cilindros espinhudos de flores vistosas. O fato de serem muito apreciadas por colecionadores é parte do problema, junto com a pecuária, a agricultura e a mineração. Mais recentemente as agressões se diversificaram, explica Larocca, com atividades como a silvicultura em larga escala e a instalação de parques eólicos. "O uso da paisagem torna mais frágeis populações que já eram pequenas", resume.
O problema é justamente que esses cactos se distribuem em pequenas áreas dispostas como as ilhas de um arquipélago – uns aqui, outros ali. A distribuição dificulta a preservação, já que não adianta fazer um grande parque nacional ou estadual.
O botânico gaúcho sugere a preservação por meio de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), em que proprietários de terra seriam estimulados a manter intactas áreas onde há cactos. "Temos condições de desenvolver um projeto nessa direção, que incluiria visitas técnicas às fazendas para orientar os proprietários, mas não temos a verba para executá-lo", lamenta Larocca. Ele ressalta que ações nessa região teriam que ser coordenadas com países vizinhos, porque a flora de cactáceas gaúchas tem mais semelhança com as da Argentina e do Uruguai do que com a do resto do Brasil.
A interface entre o Cerrado do centro-norte de Minas Gerais e a Caatinga, especialmente da Bahia, é onde está a maior diversidade de cactos no Brasil. O estudo também destaca o México pela riqueza, porém com uma proporção menor de espécies ameaçadas. Marlon Machado destaca que a região se caracteriza por alto endemismo, com plantas que só existem em um morro de pedra, ou no topo de uma montanha. Quando uma dessas áreas se torna um foco de mineração, por exemplo, pode-se perder um tipo de cacto.
Na Bahia, ele também se preocupa com as espécies do Cerrado no oeste do estado, uma vegetação pouco protegida no estado que se torna cada vez mais rara. O problema está nos pequenos, coletados de forma indiscriminada para o comércio de plantas ornamentais. "Espécies mais emblemáticas, como o mandacaru e o xique-xique, são abundantes e não correm riscos."
Daniela Zappi ressalta a ameaça da mineração. "Muitas das Cactaceae endêmicas do leste do Brasil ocorrem em substrato extremamente específico. Por exemplo, Arthrocereus glaziovii é endêmica de Minas Gerais e ocorre diretamente sobre canga", explica, se referindo ao substrato rochoso rico em ferro. "Essa espécie era outrora comum nas imediações de Belo Horizonte, e agora encontra-se ameaçada." Segundo ela, uma grande variedade de cactos vive em substratos valiosos em termos de minério ou mesmo de pedras ornamentais.
Os pesquisadores destacam a necessidade de levantamentos abrangentes da flora para pensar em conservação, mas sem esquecer que as plantas são parte de uma rede ecológica. "Considerando que todas as cactáceas existentes são polinizadas por animais e muitas delas dependem de vertebrados para dispersão, conhecimento sobre os polinizadores e dispersores é vital para a proteção efetiva das populações", ressalta Daniela.
Iniciativas como a capitaneada por Bárbara Goettsch são empreendimentos trabalhosos que envolvem dezenas de pesquisadores trabalhando em consonância. E são necessários, segundo a pesquisadora da IUCN. "Se queremos comparar grupos de plantas diferentes, deveríamos manter a metodologia que usamos para avaliar o risco de extinção de forma coerente", afirma.


6 de jul de 2014

Suculenta é a planta da vez na decoração

Suculenta é a planta da vez na decoração

Suculenta é a planta da vez na decoração
Fácil de cuidar, suculenta é a planta da vez na decoração


Elas não gostam de muito sol e de muita água; habitam vasos pequenos; em geral, têm folhas gordinhas e raízes curtas; e sobrevivem bem em ambientes internos. Em alta entre arquitetos e paisagistas, as suculentas — espécie de planta da família das crassuláceas, com vários tipos de arbustos diferentes — são charmosas para enfeitar cantinhos, como uma prateleira, uma pilha de livros ou uma bancada de banheiro, e até se camuflar entre outros arranjos florais.
Suculenta é a planta da vez na decoração
— Sempre que fazemos uma exposição de suculentas, acabam todas no mesmo dia — observa o florista Mário Duarte Pereira, da Nova Hera Flores, na Cobal do Humaitá, que se surpreende com as utilidades para as quais procuram as tais plantinhas. — Eu não podia imaginar, mas já tive clientes que compraram para fazer buquê de noiva.

A exposição, como Mário chama, se resume a um monte de vasinhos decorados com pedrinhas brancas, emparelhados em cima de um carrinho de dois andares.

Sol: apesar de resistentes, as suculentas não estão acostumadas ao sol pleno, do meio-dia. Portanto, são ideais para ambientes internos.

Luz: qualquer planta precisa de claridade. A quantidade de luz deve ser equilibrada.
Suculenta é a planta da vez na decoraçãoÁgua: deve ser regada no máximo duas vezes por semana e em poucas quantidades.
Terra: as suculentas sobrevivem bem tanto no barro quanto na areia. Com pedrinhas também.

Vasos: em geral pequenos, os recipientes podem ser de cerâmica, plástico ou alumínio.




7 de abr de 2014

Cultivar cactos

Cultivar cactos



  • Em vasos ou canteiros, os cactos são resistentes e exuberantes. Cuide para que não fiquem encharcados
    Quando pensamos em cactos, campos áridos e secos nos vêm à mente. A associação não é por acaso, já que a família das cactáceas é originária de locais com pouca incidência de chuva, normalmente desérticos, ou de áreas que sofrem grandes períodos de estiagem, com solos arenosos e/ou rochosos. 
No Brasil, os cactos são encontrados nas restingas da mata atlântica, no cerrado e na caatinga. Como resistem bem a ambientes estressantes, com falta de água e altas temperaturas, exigem pouca manutenção, rega e fertilização e são muito usadas como plantas ornamentais nas grandes cidades, pois possuem formas e cores exuberantes e lindas flores. "Jardins de cactos são modernos e atraem aves, já que a maioria das plantas possuem flores e frutos", explica a paisagista Lidiane Piekarski.
Cultivar cactos



A maioria das cactáceas apresenta crescimento muito lento e espinhos que não são venenosos, mas podem machucar. No entanto, para o paisagista Marcelo Belloto, que usa muitos cactos em seus jardins, a versatilidade dos espinhos (grandes e pontiagudos, ou pequeninos e numerosos, formando uma "penugem") e o formato escultórico são os chamarizes da planta. 

Os espinhos são a característica fundamental dos cactos: "resquícios" de folhas existentes há centenas de anos, as estruturas são adaptações aos ambientes a fim de diminuir a perda de água. Porém, há exceções, como as espécies Rhipsalis sp, que não apresentam espinhos, mas devem viver protegidas do sol. 

Terra e água

Segundo o Prof. Dr. Roberto Jun Takane, autor do livro "Cultivo Técnico de Cactos e Suculentas Ornamentais" e coordenador da produção de cactos ornamentais por uma comunidade no Ceará (projeto Tejucactos), todos os cactos são plantas suculentas, porque em alguma parte de seu corpo reservam água para sobreviver. "A parte suculenta pode ser a folha, o caule, o rizoma ou a raiz, ou seja, todos os cactos são suculentas, mas nem todas as suculentas são cactos", explica. 

Mesmo que reservem água e sejam resistentes ao calor, os cactos como qualquer outro ser vivo não podem ficar sem água. Em casa, geralmente, as cactáceas devem ser regadas uma vez por semana ou a cada quinze dias. "Todavia, vasos internos podem precisar de água apenas uma vez por mês", afirma Piekarski. A periodicidade depende do tamanho do vegetal, mas para não errar, a melhor e mais eficaz maneira de verificar a necessidade de rega é sentindo o substrato: se a terra estiver muito seca é hora de molhar. 

Os cactos são plantas de sol pleno, mas altamente adaptáveis, podem viver dentro de casa sem problemas, desde que recebam luz. Como precisam de solo bem seco, é de vital importância manter o substrato bem drenado. Para isso, use areia e cascalhos misturados à terra. Esse cuidado garante porosidade e leveza ao substrato, importante, principalmente, nos jardins sujeitos a chuvas. O professor Takane alerta que o uso de substrato muito argiloso, como a popular "terra vermelha", e que retenha muita água por muito tempo é prejudicial à planta, pois o encharcamento excessivo causa o apodrecimento das raízes e a morte do cacto. 

Cultivar cactos
No caso de jardins plantados em canteiros de locais como São Paulo, a paisagista Lidiane Piekarski recomenda que o terreno receba uma camada de drenagem composta por cerca de 30 cm de pedras ou argila expandida, para só depois receber a terra adubada misturada com areia lavada.  "Se a região for muito úmida, o solo também pode conter um escoamento com dreno", diz a paisagista. Esses cuidados específicos com a terra implicam na formação de um jardim desértico exclusivo para suculentas, com predomínio de cactos, pedras e areia.  

Vasos, adubos e podas

A adubação pode ser realizada com fertilizantes de longa durabilidade, conhecidos como de lenta liberação (geralmente nitrogenados e encapsulados), mas também com os orgânicos com regularidade mensal e em pequenas doses. Piekarski recomenda o uso de duas partes de terra adubada de boa qualidade com duas partes de areia lavada para ajudar no escoamento da água.

  • Há cactos de tamanhos diversos, quase todos são resistentes ao calor e à estiagem, mas não à completa escassez de água. Regue-o
    Cultivar cactos

Segundo a paisagista existem cactos de todos os tamanhos, desde os mini até os de grande porte, e todos podem ser plantados em vasos, pois tendem a acompanhar o crescimento das raízes.  "Se não há espaço no recipiente, a planta simplesmente para seu lento desenvolvimento. Porém, o ideal é que o vaso acompanhe o tamanho da planta, sendo trocado, assim como o substrato, anualmente", recomenda. 

A produtora e colecionadora de cactos, Rita Elias, indica a altura mínima de sete centímetros para os vasos de mini-cactos, com distância entre a planta e a borda do recipiente entre dois e três centímetros.  Quando o transplante for desejado, envolva a planta em papelão ou várias camadas de jornal para facilitar o manejo. O novo vaso deve ser um terço maior que o anterior.

Os cactos também podem ser podados, mas se forem plantados em local adequado, considerando a dimensão da planta adulta, não há necessidade de podas. "Se houver demanda,  corte deve ser feito em época de seca, não de chuvas", afirma o professor Takane. 

A reprodução pode se dar por sementes, propagação de brotos ou estaquia. Segundo Elias, muitas espécies globulares produzem brotos laterais em abundância e delas é possível fazer a divisão e replantio. "Cortamos os ramos laterais, esperamos cicatrizar o corte por 48 horas, na sombra, e depois efetuamos o plantio do ramo", explica. Já a reprodução por sementes é muito mais trabalhosa, inclusive pela demora no crescimento. 

Os cactos também sofrem com pragas, sendo os agentes mais comuns os ácaros e as cochonilhas. Nesse caso a produtora recomenda a aplicação de óleo de Neem (árvore da família Meliaceae, também conhecida como nim ou amargosa, da qual se extrai um oléo usado como praguicida), que combate insetos e ácaros.

17 de mar de 2014

Árvore-da-amizade – (Crassula ovata)

Árvore-da-amizade – (Crassula ovata)

Árvore-da-amizade – (Crassula ovata)Origem do nome: Crassula – do Latim crassus, espesso,grosso, gordo. Ovata – do latim ovatus, em forma de ovo, uma alusão ao formato das folhas.

Origem: África do Sul, Província do Cabo.
Floração: Outono e inverno.
Luminosidade: Pleno sol a meia sombra.
Propagação: Através de estacas foliares e caulinares.

A Árvore-da-amizade, também conhecida como Planta-de-Jade, Planta-da-sorte ou Planta-do-dinheiro, é uma planta suculenta, nativa da África do Sul, e é comum em todo o mundo como planta de casa.
A planta é perene com ramos grossos e suaves, suas folhas são carnudas que crescem em pontas opostas ao longo dos ramos. Suas folhas são verde jade; algumas variedades podem desenvolver uma coloração avermelhada nas bordas das folhas quando expostas a altos níveis de luz solar. O crescimento do caule novo é da mesma cor e textura como as folhas, mas torna-se avermelhado e lenhoso com a idade. Sob as condições corretas, eles podem produzir pequenas flores rosa ou branca no início da primavera. Presta-se facilmente para a forma bonsai.

Cuidados
Como toda suculenta, ela requer uma rega normal quando o solo está seco no verão, e deve-se regar muito pouco no inverno. Regar em demasia fará com que ela perda as folhas e, eventualmente, a haste irá apodrecer. Embora as jades possam sobreviver a estes excessos, o melhor é mantê-las de 10 a 20 dias sem regas no verão, e menos ainda (até um mês seco) no inverno. Deixando o solo seco entre as regas é essencial para ter a planta saudável.
Elas vão crescer desde que tenham sol direto ou uma sombra clara. No entanto, elas não toleram muito bem o calor ou exposição excessiva ao sol direto, mostrando danos que vão desde ser arrasada com a perda de folhagem até talos em decomposição.
A maioria das espécies comuns irá tolerar um grau limitado de clima frio, mas sem exposição excessiva, pois isso irá matá-las.

A Árvore-da-amizade deve ser podada na Primavera, antes da estação de crescimento. A poda pode ser feita durante um período de algumas semanas, e o corte remonta a um ramo lateral. O objetivo da poda é duplo:
1 – por ser uma suculenta muito pesada, é importante que seu tronco seja capaz de suportar o peso de suas folhas;
2 – a poda estimula o tronco a crescer em tamanho e também incentiva o crescimento da raiz.
Os caules devem formar-se com novos cortes depois de alguns dias e um novo crescimento deve emergir do tronco dentro de algumas semanas após o corte.

Pragas
Cochonilhas são as pragas mais comuns na espécie e pode causar deformação para um novo crescimento. Uma infestação pode ser eliminada matando os insetos com cotonetes pequenos, ou com um pincel, embebidos em álcool isopropílico (que pode ser encontrado em algumas farmácias). Este processo é repetido todos os dias até que todas as cochonilhas sejam mortas, porque novos insetos ainda podem estar em incubação, mesmo depois de os bichos vivos existentes na planta estarem mortos.
Afídeos também são pragas comuns, embora eles tendam a infestar apenas os talos das flores.
O Ácaro vermelho – aranha também pode causar problemas.
O uso de pesticidas é evitado com Jades, pois elas são muito sensíveis aos mesmos.

Solo
A Árvore-da-amizade cresce melhor em solo bem drenado, que não tem turfa ou outras partículas que irão reter grandes quantidades de água. A planta desfruta de encostas rochosas e solo árido, logo, muitas misturas de terra diferentes são utilizadas para imitar as condições naturais favoráveis. Alguns produtores recomendam solo 50/50 misturas de solo orgânico para perlite, haydite, turface, ou cascalho pequeno e grão.
Outros autores utilizaram pedras de rio ou casca de pinheiro.
O consenso geral entre os produtores é que o solo tem de ser drenado rapidamente e tem de secar entre as regas, deve ter uma boa quantidade de areia e cascalho no seu interior.

Floração
Para incentivar a flor, permitam que a planta fique sem água quando iniciar o Outono, que é quando os dias começam a ficar mais. Nesta época retire a água completamente e deixe a planta suportar as noites frescas. Várias semanas deste tratamento, seco e frio seguido de rega regular irão resultar em flores em todos os dias mais curtos do ano. Regas regulares, ou noites muito quentes, a planta mantém-se saudável, mas sem flor.

Propagação
As Árvores-da-amizade são notoriamente fáceis de propagar. Até mesmo estacas, ou folhas deixadas sobre o solo, enraizam sem nenhuma dificuldade. Em estado selvagem, caules e folhas, muitas vezes, rompem ao cair no chão, e depois de algumas semanas, eles podem crescer e formar uma nova planta. Ou, elas podem ser cortadas e colocadas num recipiente com água até obter raízes a crescer (cerca de 2 semanas), e em seguida, plantadas no solo. Suporta o cultivo por vários anos em vaso de tamanho reduzido, assumindo a aparência de uma pequena árvore. Pode ser cultivada em solos mais úmidos que o solo preparado para a maioria das plantas suculentas.

No cultivo, novas plantas são feitas cortando um novo crescimento, as raízes irão desenvolver dentro ou fora do solo, embora a inserção da haste no solo úmido vai aumentar a velocidade de enraizamento.

22 de jan de 2014

Flor de cacto - Flor da Sabedoria

Flor de cacto - Flor da Sabedoria

As flores da família das cactáceas se especializaram em viver em regiões de clima seco e aberto, com muita insolação e em solos formados por cascalho e areia, onde a água escoa muito rapidamente. Existem mais de 2.500 variedades de cactos, que crescem em diversos tamanhos e formas, podendo viver por muitos anos, sempre mantendo as suas cores e o seu vigor, embora atravessem grandes períodos sem chuvas.
São flores que se adaptam aos diversos locais, podendo ocupar espaços mínimos, seus tamanhos variam entre dois centímetros e dez metros de altura, qualidade essa que faz do cacto uma planta ideal para se ter em casa, porém necessitam de luz solar direta todo dia.
Para viver dessa forma, a planta possui alongadas e ramificadas raízes superficiais que aproveitam a pouca umidade do solo. Os espinhos ajudam, também, na redução da perda de água e na proteção contra predadores.
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Mesmo sendo flores de regiões secas, no Brasil elas nascem em diversos tipos de ambientes, desde o Nordeste (mandacaru), passando pelo litoral (restingas) e chegando em Santa Catarina (flores-de-maio), com suas flores muito vistosas que atraem diversos pássaros.
Todas as variedades de Cactos florescem, e quando ocorre a primeira floração, passa a acontecer todo ano na mesma época em que floresceu pela primeira vez.
Quando cultivados em vasos, os Cactos devem ser expostos ao sol, com bastante ventilação e pouca umidade. Os mini-cactos, desses que encontramos à venda, possuem menor resistência à luz solar direta, permitindo cultivá-los em locais bastante iluminados dentro de casa, mas sem exposição direta aos raios solares.
Essas flores representam força, perseverança e fortuna. São indicadas para os sábios, os mais velhos e os astutos.
 AS FLORES DO DESERTO
São inúmeras as espécies de flores e plantas que ao longo do tempo se acostumaram às mudanças bruscas de temperatura nos desertos do mundo, que variam de um calor de até 50 graus positivo durante o dia, caindo para um frio de menos zero grau durante a noite.
Isso obrigou essas espécies nativas a adaptarem-se, principalmente pelo solo arenoso e a falta de água. Existem espécies vindas dos desertos da África, Ásia, México e, principalmente, das caatingas os “desertos brasileiro”.
Subdividem-se em duas categorias as “suculentas” e os “cactos”, plantas que no seu estado nativo atingem de 1 a 3 metros de altura, atualmente, todas as espécies foram “miniaturizadas” para cerca de 20 centímetros.

O GRANDE RESERVATÓRIO
As “suculentas”, assim chamadas por reterem uma grande quantidade de água, funcionam como um “grande reservatório de água”, o que garante a sua sobrevivência por longo período de seca. Certas espécies possuem flores variadas e muito resistentes, como o “Kalanchôe”, também conhecida por “Flor da Fortuna”.
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KALANCHOE-FLOR DA FORTUNA
flor_de_pedraOutra suculenta interessante é a “Rosa de Pedra” ou “Echeveria Gigante”, seu formato é de uma “grande pétala de rosa”, muito bonita e vistosa. Outras espécies interessantes são: a rosa pérola, nodulosa, beirada vermelha, dedinho, orelha de lebre, mickey mouse branca e amarela, eufórbia rubra, kalanchôe de folha pintada, aloe, vassourinha, orelha gigante (nomes popular). 
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ESPINHOS E FLORES
Através dos seus “espinhos”, o cacto protege suas flores que assumem diversas colorações, desde o branco, passando pelo amarelo, laranja e rosa, até o vermelho-brilhante. Nas noites de verão, cerca de meia hora depois de escurecer, suas flores exalam um perfume adocicado e típico que dura por toda noite.
ANZOL PARA PESCA
Os índios mexicanos utilizavam os espinhos do “cacto espinho de anzol”, que no deserto atinge 1 metro de altura, para fazer anzóis de pescaria, prática até hoje empregada em certas regiões do México.
Mas seus ancestrais, os “astecas”, utilizavam o “cacto bola” como mesa de sacrifício humano, ou seja, colocavam as pessoas que iam ser sacrificadas sobre a “bola do cacto” e depois arrancavam seu coração em oferecimento ao Deus Sol e ao Deus da Caça (MIXCOATL- nome indígena).
No deserto, o cacto serve de abrigo a muitas espécies de animais e pássaros, que se protegem construindo suas tocas e ninhos no meio dos seus espinhos, o que impede o ataque de lobos e outros predadores.

Das milhares de espécies de cactos, as mais interessantes são: flor-de-maio, flor-de-outubro, mickey mouse amarelo e branco, espinho de anzol, mandacarú de algodão, mandacaru azul, xiquexique, boca de tigre, branca de neve, eufórbia rubra, estrelinhas, ninho de passarinho, bola de espinho vermelho, bola de cabeça grisalha, bola de espinho amarelo, bola de mamilos, espiral, aloe e fogo verde (nomes popular).
FLOR DE MAIO
A “Flor-de-Maio” e a “Flor-de-Outubro” são da família do “cacto sem espinho”, crescem se bifurcando, formando bonitos arranjos pendentes, com flores vermelhas nas pontas. As híbridas apresentam flores brancas, rosa e salmão. A flor-de-maio traz uma explosão de cores no início do inverno, daí a origem do seu nome, a de “outubro” durante a primavera.
FLOR DE MAIO E/OU OUTUBRO
O nome Cacto teve origem com o termo “cactos” usado há cerca de 300 anos antes de Cristo pelo grego Teofrastus, em seu trabalho chamado Historia Plantarum, ele associou o nome cacto às flores com fortes espinhos.

20 de set de 2013

Rosa de Pedra

Rosa de Pedra

ROSA-DE-PEDRA - ( Echeveria elegans Rose )


Herbácea suculenta.

Rosa-de-pedra
 NOME CIENTÍFICO: Echeveria elegans Rose.

NOME POPULAR: Rosa-de-pedra, bola-de-neve-mexicana, echeveria, Mexican Gem, Hen and Chicks.

Nota: O seu formato se assemelha a uma rosa, daí seu nome popular, o nome Hen and Chicks (Galinha e Pintinhos)  é porque quando ela solta brotos lembra uma galinha com seus pintinhos embaixo dela.

 FAMÍLIA: Crassulaceae.

CICLO DE VIDA: Perene.

ORIGEM: México.

PORTE: 15 a 20 cm de altura, e 5 a 20cm de diâmetro.

FOLHAS: No formato de uma roseta, são de cor verde-azuladas, espessas e cerosas.

FLORES: Róseas em hastes, floresce principalmente nos meses mais quentes do ano.

LUMINOSIDADE: Sol pleno.

ÁGUA: Como as suculentas tem a capacidade de reter água, se cultivadas em vaso, após regar, deixe o substrato secar por uns dias entre uma rega e outra. Se estiverem em canteiros, só regue em caso de estiagem prolongada.

CLIMA: Tropical e Sub Tropical, mas tolera temperaturas baixas.

CULTIVO: Tem crescimento relativamente rápido. Cultivar em solo rico em matéria orgânica e que tenha uma excelente drenagem. 

10 de ago de 2013

Rosa de pedra

Rosa de pedra

Verde em Folha

É uma suculenta, planta que armazena água nas folhas e caules, que tem o formato parecido com o de uma rosa. É muito usada para fazer arranjos em vasos com outras suculentas e cactos. Deve ser regada apenas uma vez por semana, pois a umidade pode apodrecer suas raízes. Não tolera muito sol.

Nome cientificoEcheveria SP 

16 de jun de 2013

Suculentas, as plantas ideais para quem quer mais verde em casa

Suculentas, as plantas ideais para quem quer mais verde em casa

Suculentas gostam de solos ricos em nutrientes e com pouca água
Foto: Getty Images
Graças às folhas gordas e cheias de líquido, as plantas suculentas aguentam passar o dia todo sob o sol e permanecem tão lindas quanto uma orquídea saída da estufa.
Esse não é o único truque dessas plantas, que são típicas da África e têm mais de 12 mil espécies pelo mundo. Irmãs dos cactos, elas costumam ter espinhos ou uma espécie de penugem nas folhas, que retém o máximo de umidade possível.
Dicas de cultivo
Prepare o solo: Suculentas gostam de solos ricos em nutrientes e com pouca água. Misture três partes de areia para uma parte de terra vegetal e acrescente adubo orgânico. Forre os vasos com uma camada de 3 cm de pedriscos. Jamais deixe o prato encharcado. Os vasos não podem ser fundos, porque a suculenta tem raízes curtas.
Regue: Uma vez por semana no verão e a cada 15 dias no inverno. Jamais deixe água parada no vaso. Além da dengue, a umidade excessiva apodrece as raízes da planta.
Exponha à luz: A grande maioria das espécies de suculentas precisa de muito sol para sobreviver. Naturais de regiões secas - quase desérticas -, essas plantas morrem na sombra. Para facilitar, dividimos as suculentas em três grupos, de acordo com a necessidade de luz do sol.
Para fazer mudas
1. Prepare vasinhos com a mistura de solo descrita nas dicas de cultivo.
2. Retire uma única folha da planta original.
3. Coloque essa folha no solo do vaso novo e afunde-a meio centímetro, com cuidado para não danificá-la.
4. Regue com cuidado para não tirar a folha da terra.
5. Em algumas semanas, aparecem brotos na folha.
6. Em 1 mês, a muda está pronta para ser transplantada.

25 de abr de 2013

Rosa do deserto

Rosa do deserto

Rosa do Deserto - Verde em Folha


A Adenium Obesum pertence à família Apocinacea e é uma suculenta de aspecto escultural e floração exuberante. Conhecida popularmente como rosa-do-deserto, tem o caule engrossado na base (uma adaptação para armazenar água e nutrientes) que pode atingir um metro de diâmetro, e suas flores, em forma de trompete, possuem cores bem variadas, indo do branco ao vinho escuro, passando por diferentes tons de rosa e vermelho, podendo ainda apresentar mesclas e degradeés do centro em direção as pontas das pétalas. O florescimento acontece praticamente o ano inteiro, mas principalmente na primavera.
A rosa-do-deserto pode ser cultivada à meia-sombra, porém, florações abundantes só serão obtidas sob sol pleno (que é mais recomendado para essa espécie), e deve ser plantada em solo arenoso, com ótima drenagem, irrigado em intervalos esparsos e regulares. Mas não é bom deixá-la muito tempo sem regas e é preciso também prestar atenção para que o solo não fique encharcado, pois, apesar de ser uma planta bastante resistente, por ser originária de locais áridos, não tolera umidade excessiva e pode apodrecer facilmente. Ela também não tolera o frio abaixo de 10° C.
Nome Científico: 
Adenium obesum

Nome Popular: 
Rosa-do-deserto , Adenium

Origem: 
Sul da África e Península Arábica

Floração: 
Praticamente o ano inteiro

Luminosidade: 
Pleno sol ou meia-sombra 

9 de fev de 2013

Graptopetalum paraguayense

Graptopetalum paraguayense


Nomes populares: Planta fantasma, planta madrepérola, Rosa de Pedra, Ghost plant, Mother of pearl plant Família: Crassulaceae Espécies assemelhadas: Várias espécies do mesmo gênero são confundidas com ela. 

Origem: México. Características: Planta em roseta, com cor variando do branco ao cinza, podendo assumir tonalidades de azul, cor-de-rosa ou verde, dependendo do local onde ela viva. Caule geralmente ereto, até cerca de 10 cm, mas também podendo ser pendente, quando atinge tamanho bem maior. 

Prefere sol pleno, mas vive bem em ambiente bem sombreado. Cultivando em Florestas de Suculentas: Esta sempre foi a minha espécie favorita. Minha mãe a cultivava desde antes de meu nascimento. Eu nunca crio uma floresta de suculentas sem esta espécie, e não apenas porque eu goste dela: Além de ser linda e chamar a atenção de quem a observa, ela mantém algumas relações ecológicas interessantes quando em uma FDS. 

Suas folhas acumulam gotas de água após as chuvas/regas, o que por si só é um espetáculo. Antes de qualquer coisa, esta é uma espécie flexível quanto à sucessão ecológica da FDS, podendo atuar como pioneira, mas persistindo e reproduzindo mesmo em meio a uma FDS climáxica. 

Tem também boa tolerância à umidade, podendo ser facilmente combinada com musgos (veja a penúltima foto da galeria no fim deste artigo). É bem rústica, mas sem ser agressiva: Convive facilmente com qualquer outra espécie com a qual se a queira combinar. Permite espécies menores debaixo dela (faz pouca sombra) e tolera espécies maiores acima. 

Sua floração, que se dá no inverno, é pouco atrativa, e a polinização dificilmente ocorre. Em todo caso, apesar de não atrair polinizadores, os pendões florais podem ser algo atrativos para pulgões e cochonilhas, os quais podem atrair predadores, como joaninhas e suas larvas, ou então formigas, que defendem os pulgões das joaninhas em troca de secreções doces dos pulgões. 

Em todo caso, estes ataques são pouco prejudiciais às plantas-fantasmas, que em nada demonstram senti-los. Às vezes algum hemíptero (percevejo) pode picar os pendões, mas ela também não demonstra ser prejudicada. Às vezes, quando uma folha morta apodrece ao invés de murchar e secar, ela emite um cheiro agradável. Isso mesmo: agradável. 

Um cheiro doce, que lembra os de certos produtos de higiene pessoal, como determinados xampus. Quando isto ocorre, pode atrair alguns polinizadores, como abelhas Apis, que pensam se tratar do cheiro de alguma flor. O fato de ser uma planta bem rija atrai insetos diversos que a usam como poleiros. 

Em Santa Catarina, em semanas de muito vento, não é raro eu encontrar efêmeras, mariposas, marimbondos, hemípteros, mosquitos, aranhas e até filhotes de lagartixa nela pousados. Aranhas também podem usá-la como suporte para suas teias. Esta planta retrata em si mesma a qualidade do solo onde está, especialmente quanto à quantidade de nitrogênio neste: Quanto mais folhas tiver, e quanto mais longas e achatadas estas forem, mais abundante será o solo neste nutriente, o oposto valendo para quanto mais a planta demora para emitir folhas novas, e quanto mais estas forem grossas e curtas. Pode ainda mudar sua cor: tende ao cor-de-rosa quando em solos muito pobres sob sol pleno, e ao azul/cinza quando em solos ricos. Na sombra, sua cor pode tender tanto ao azul quanto ao verde. 

Em condições normais, porém, será predominantemente branca. Interações (pragas/doenças/outros): Afora os pequenos insetos sugadores que se alimentam nos pendões florais, apenas observei alguns ataques isolados de certa espécie de lesmas exóticas (creio que Deroceras), e caracóis comuns de jardim (Bradybaena?) (Veja na última foto da galeria no final deste artigo, uma folha cuja parte do broto foi comida por uma lesma). Houve certa vez o alastramento e uma espécie de doença que não pude identificar, vinda com uma outra espécie congênere. As folhas atacadas ficavam com um tom de cor-de-rosa intenso, e quando isto se dava no centro da roseta, os brotos vinham um pouco deformados. O aspecto em si era até bonito, mas um olhar mais atento percebia que a planta tinha alguma dificuldade com aquela situação (o aspecto se assemelhava à variedade “pinky“, veja as três últimas fotos da galeria de fotos de outros sites, no final desta página). Após o alastramento inicial rápido, a doença se adaptou, e agora aparece muito esporadicamente em algumas folhas das minhas plantas, mas sem causar qualquer mal digno de nota. Por fim, cabe comentar que bem no início de algumas de minhas FDS, a compactação do solo permitiu o estabelecimento de certa espécie de alga de solo, que cobria a terra com uma camada preta e muito dura, que atrasava em várias semanas o enraizamento das mudas de planta-fantasma formadas por folhas caídas. Assim como a doença, mais tarde estas algas de solo entraram em equilíbrio com o resto das FDSs, e não formam mais capas duras senão como manchas isoladas, ou em FDSs recém montadas. 

Propagação: Extremamente fácil. 

Costuma ser feita por estaquia de folhas, mas os galhos também podem enraizar. Coloque cada uma das folhas apenas depositada em um vaso com substrato (ideal: metade areia e metade terra de jardim), sem enterrar parte alguma. Deixe a parte de baixo em contato com a terra, podendo o vaso ficar ao sol ou sombra. 

Até que surjam raízes e estas toquem o solo, é desnecessário regar. Até se obter uma muda bem formada e forte leva cerca de um mês, mas, por ser uma planta muito resistente, a folha ainda brotando já pode ser plantada (melhor: depositada, não se deve enterrar nada, pois ela se enraíza sozinha) no lugar definitivo. 

Folhas que caem da planta naturalmente também tenderão a gerar novas mudas. Tolerância a umidade: Bastante boa, chegando mesmo a tolerar mais de um dia de alagamento. 

Floração: No inverno, pouco atrativa.