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 Casca de anta Conheça os benefícios e propriedades da planta conhecida como casca d’anta e saiba como preparar seu chá e desfrutar de suas cascas.


De nome científico drimys winteri, a casca d’anta é uma árvore que pertence à família das winteraceae. Nativa do Brasil, Chile e algumas regiões da Argentina, a planta também pode ser conhecida por outros nomes, como cataia, pau-pra-tudo, canela-amarga, melambo, capororoca-picante, entre outros. A árvore pode alcançar entre três e quatro metros de altura, e sua casca – usada para fins medicinais – conta com uma coloração cinza ou vermelho-furrigínea, além de flores grandes e brancas que a deixam visivelmente bela.

Seu nome Casca d’anta é usado no Brasil devido à uma lenda que diz que, quando a anta fica doente, vai até essa árvore e come a sua casca, que é espessa, amarelada, quebradiça, perfumada, mas bastante amarga.
Na França, no entanto, a planta é conhecida como canelle de magellan, que ajudou, no ano de 1557, a salvar os tripulantes do navio de Sir. Francis Drake de uma epidemia de escorbuto. Em algumas localidades, como a Costa Rica, a casca é mastigada pura, sem o preparo de chá, para servir como tratamento das dores de dentes.

Propriedades e benefícios

A planta é comumente usada para fins medicinais devido às suas propriedades diurética, estomáquica, antiespasmódica, laxante, sudorífica, antiescorbútica e tônica.
Pode ser usada, portanto, para o tratamento de problemas estomacais, fraqueza, dores de dente, flatulência, catarros, gastrite, cólicas intestinais, dispepsias, anemia, diarreia e vômitos, além de ser indicada na homeopatia para o tratamento de hemorragias internas.

Como preparar o chá

Resultado de imagem para casca de antaPara preparar a infusão de casca d’anta, você vai precisar de:
  • Uma colher de sopa das cascas da planta
  • Meio litro de água
Em um recipiente, coloque a água e as cascas e leve ao fogo. Quando começar a ferver, deixe cozinhar por um período de, aproximadamente, dez minutos. Passado esse período, desligue o fogo e tampe, deixando a mistura repousar por mais ou menos dez minutos. Depois disso, você poderá coar e consumir quente ou gelado.

Dosagem

A dosagem indicada desse chá é entre duas e três xícaras ao dia.

Contraindicações e avisos

É preciso estar atento à dose indicada e, caso haja qualquer demonstração de hipersensibilidade, suspenda o uso da planta.
Consulte sempre um médico para saber mais sobre o seu problema e se os tratamentos, naturais ou industrializados, se adequam ao seu caso. Não foram encontradas referências de contraindicações e toxicidade da planta nas literaturas consultadas.
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Os benefícios da verbena
A verbena é uma planta medicinal também conhecida pelos nomes de planta-da-sorte, gervão, erva de fígado, urgebão e erva de ferro, que é muito comum no Ocidente, com destaque para localidades como a Europa e a América do Norte. 

Ela também é encontrada no norte da África, na China e no Japão e é utilizada na decoração.


A planta medicinal possui propriedades digestivas, relaxantes, sedativas, sudorífera, afrodisíacas, febrífugas, antirreumáticas, anti-inflamatórias, analgésicas, adstringentes, depurativas (age na desintoxicação, aumenta e eliminação de toxinas e combate a ação de radicais livres), anticoagulantes, anticancerígenas e tônicas.

Para que serve? Os benefícios da verbena


Já deu para entender o que é essa planta medicinal, não é mesmo? Então, agora vamos conhecer alguns dos benefícios promovidos pela verbena:

– Vida sexual
A verbena ajuda a deixar a vida sexual de um casal mais movimentada, graças ao fato de ser dotada de propriedades afrodisíacas. 
Os benefícios da verbena
– É relaxante
Por possuir propriedades calmantes, a planta medicinal também pode ajudar a controlar a ansiedade, especialmente em casos de pessoas mais nervosas, e a combater a insônia, auxiliando assim a melhorar a qualidade do sono, tendo em vista que também é sedativa. 
Acredita-se ainda que a verbena possa auxiliar em casos de enxaquecas e dores de cabeças oriundas do estresse, além de contribui com o combate e/ou prevenção do esgotamento mental.


– Auxílio ao aumento de peso
Sim, engordar é benéfico e necessário para algumas pessoas. Estamos falando daquelas que sofrem com a magreza excessiva e encontram-se com o peso abaixo do ideal. E como a planta verbena ajuda neste sentido? Ela atua como um estimulante do apetite. 

– Conjuntivite
As folhas da verbena são utilizadas na receita de uma lavagem para conjuntivite. A receita é simples – basta misturar 2 g das folhas em 200 ml de água e lavar os olhos. Entretanto, para ter segurança quanto ao uso da planta, consulte o seu oftalmologista antes de fazer a lavagem.
– Artrite
A flor verbena e sua folha podem ajudar em relação à artrite, que é a inflamação das articulações. Para isso, a recomendação é preparar um cataplasma com as partes da planta. Funciona assim: você deve cozinhar as folhas e as flores da planta e esperar que elas esfriem. O próximo passo é colocar a preparação em um tecido e aplicar em cima das articulações doloridas. 
Antes de usar o cataplasma, não deixe de consultar o seu médico para certificar que ele realmente é indicado para o seu caso.
– Problemas respiratórios
O chá da verbena está associado ao benefício de melhorar moderadamente os sintomas da asma, bronquite, faringite e outras dificuldades em relação à respiração.
– Saúde do coração
A planta medicinal também pode auxiliar o tratamento problemas no coração como a angina – dor no peito – e a retenção de líquidos em decorrência da insuficiência cardíaca.
– Combate aos problemas pré-menstruais
Você verá mais abaixo que a verbena não pode ser ingerida por mulheres que se encontram em período menstrual. Entretanto, ao ser utilizada na época pré-menstrual, ela pode colaborar em relação à TPM e ajudar a aliviar as dores de cabeça que surgem em decorrência do período. Especialmente se for usada em conjunto com outra planta, a árvore da castidade.
– Saúde bucal
Por conta do efeito adstringente dos taninos encontrados na verbena, ela pode ser utilizada no preparo de um enxaguante bucal para auxiliar o tratamento de problemas como sangramento na gengiva, halitose (mau hálito), amigdalite e úlceras bucais. Existe ainda o costume de mastigar as raízes da planta como forma de fortalecer os dentes e as gengivas.
No entanto, antes de aderir a tais práticas, consulte o dentista de sua confiança para saber se eles são apropriadas para o bom estado da sua boca. 

– Saúde digestiva
A planta atua como um tônico para o fígado, um órgão importante para a digestão já que exerce as funções de metabolizar e armazenar nutrientes, que são absorvidos e utilizados pelo organismo somente depois de passarem pelo órgão. Além disso, a verbena também pode ser utilizada no tratamento da diarreia.

– Auxílio ao tratamento de condições de saúde
A lista inclui gota, febre, resfriado, icterícia (amarelamento da pele, das membranas mucosas ou dos olhos causada pelo acúmulo de bilirrubina), cálculo biliar, vermes parasitas, infecções na pele, picadas de insetos, hematomas, distúrbios metabólicos, anemia e disfunções no trato urinário inferior.

Como fazer chá de verbena 

Confira a seguir uma receita de chá de verbena, que é feito com as raízes da planta medicinal e com a flor verbena:

Ingredientes: 
  • ½ l de água mineral;
  • 1 colher de sopa de raízes e flores da verbena.

Modo de preparo:
  1. Ferver a água mineral com as raízes e as flores da planta;
  2. Então, deixar descansar durantes cinco minutos;
  3. Depois que esfriar, coar e beber o chá. 

Cuidados com a verbena

O chá da planta verbena não pode ser consumido por mulheres que se encontrem no período de menstruação, gestantes ou aquelas em processo de amamentação de seus bebês. Indivíduos que possuem problemas na tireoide também não devem ingerir a bebida.

Além disso, é importante saber que a verbena pode trazer efeitos colaterais como vômitos e hipotireoidismo. O uso da planta por parte de mulheres grávidas pode causar contrações, o que pode resultar em aborto ou parto prematuro.

Antes de utilizar a planta medicinal como auxiliar do tratamento de qualquer condição de saúde, consulte o médico para saber se ela é realmente indicada para o caso. Caso esteja usando medicamentos, cheque também com o profissional se não existe o risco de interações maléficas da planta com o remédio.



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Ginseng brasileiroA fáfia ou ginseng-brasileiro é uma planta nativa cujo nome popular é para-tudo. O seu nome já indica que a fáfia é aconselhada para uma grande diversidade de situações de saúde.

No Brasil temos identificadas 20 espécies do gênero Pfaffia que diferem conforme a região de origem porém, na medicina popular todas têm indicação e, em geral são conhecidas como para-tudo ou suma. Existem fáfias em todos os biomas e, é mais abundante no cerrado.

As mais conhecidas e estudadas são a Pfaffia paniculata, nativa da Amazônia e cujo extrato compõe a fitoterapia nacional já a longos anos. Outras duas também bastante estudadas são a Pfaffia iresinoides, Pfaffia glomerata.

O que aproxima esta planta do ginseng oriental (Panax sp) são suas qualidades curativas, mais concentradas na raiz, e o formato desta que, em muitas vezes, apresenta antropomorfismo.

Na medicina popular e na fitoterapia brasileira se usa a raiz desta planta, parte do seu organismo onde a concentração de princípios ativos predomina.
As indicações de uso se assemelham às do ginseng oriental:

fadiga, estresse, cansaço físico ou psíquico - estes são os usos mais comuns em todas as regiões,problemas estomacais,problemas sanguíneos - circulatórios, anemia, plaquetas imunidade

As fáfias, em geral, são usadas em garrafadas, como tônico, aperiente e estimulante. Também são muito indicadas em casos de dores de cabeça de origem hepática.

Mas, seu uso não é recomendado em casos de pessoas com especial sensibilidade aos princípios ativos e nem se aconselha o aumento das doses indicadas pelo médico, erveiro, curandeiro ou fitoterapeuta que são os profissionais capacitados para a recomendação clínica.


A melhor pesquisa que já li sobre o ginseng-brasileiro e suas indicações na cura está em um livro do farmacêutico Sylvio Panizza “Plantas que curam: cheiro de mato”, 1997 mas, atualmente já existem diversos outros estudos que complementam este texto inicial que fundamentou o uso fitoterápico.

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Babosa boa para a pele e o cabeloA babosa é uma planta medicinal, também conhecida como Aloé vera, Caraguatá, Erva babosa, Babosa de botica ou Babosa de jardim, que pode ser utilizada em diferentes tratamentos de beleza, especialmente para melhorar a saúde do cabelo ou da pele.
O seu nome científico é Aloe vera e pode ser comprada em lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação e algumas feiras livres e mercados. Além disso, esta planta pode ainda ser facilmente cultivada em casa, pois não precisa de cuidados especiais.

Como passar no cabelo

A babosa pode ser usada no cabelo para obter os seguintes benefícios:

1. Tratar a queda de cabelo

A babosa ajuda na produção de colágeno e, por isso, ajuda a fixar melhor os fios de cabelo no couro cabeludo. Além disso, por possuir minerais e água, fortalece todo o fio, tornando-o mais forte e menos quebradiço.
Babosa boa para a pele e o cabeloComo usar: junte 2 colheres (de sopa) de gel de babosa com 2 colheres (de sopa) de óleo de coco, misture bem e aplique sobre todo o cabelo. Deixe atuar por 10 a 15 minutos e depois remova com água fria e shampoo. Repita este processo apenas 1 vez por semana.

2. Hidratar o cabelo e estimular o crescimento

A babosa possui enzimas que ajudam a remover as células mortas do couro cabeludo, além de ser uma ótima fonte de hidratação e minerais para os fios. Dessa forma, o cabelo cresce mais rápido e forte.
Como usar: junte 2 claras de ovo com 2 a 3 colheres de sopa do gel interior das folhas da babosa, misture bem e aplique sobre o cabelo, garantindo que as raízes ficam bem cobertas. Espere 5 minutos e remova com água fria e shampoo.

3. Eliminar a caspa

Por conter enzimas que eliminam as células mortas, a babosa, é uma planta que pode ser usada no tratamento da caspa, uma vez que a caspa é formada por placas de células mortas.
Como usar: misture 2 colheres (de sopa) de gel de babosa com 1 colher (de sopa) de mel e 2 colheres (de sopa) de iogurte natural. Usa a mistura para massagear o couro cabeludo por cerca de 15 minutos. Deixe repousar mais 30 minutos e, por fim, lave o cabelo com uma shampoo anti caspa. Esta máscara deve ser feita apenas 1 vez por semana.

Como usar na pele
A babosa pode ser utilizada em toda a pele, no entanto, seus benefícios são especialmente importantes no rosto, para:

1. Remover a maquiagem
A babosa é uma forma natural de remover a maquiagem da pele, pois não utiliza químicos e hidrata a pele, ao mesmo tempo que alivia a irritação provocada pelas substâncias da maquiagem.

Como usar: coloque um pouco do gel da folha da babosa em um pedaço de algodão e, depois, esfregue levemente sobre as regiões do rosto com maquiagem. Por fim, lave o rosto com água morna e um sabão neutro.

2. Combater as rugas
Esta planta possui propriedades que estimulam a produção de colágeno pela pele, que é a substância responsável por manter a elasticidade da pele. Assim, quando utilizada regularmente, a babosa pode diminuir o grau das rugas e até eliminar algumas marcas de expressão, nos olhos, testa ou boca.

Como usar: aplique, com os dedos, uma pequena porção de gel de babosa sobre os locais das rugas e marcas de expressão, como o canto dos olhos, ao redor dos lábios ou na testa. Faça uma leve massagem sobre esses locais e deixe atuar por 5 a 10 minutos. Por fim, remova com água fria e um sabão neutro.

 Limpar as camadas profundas da pele
Babosa boa para a pele e o cabeloA babosa funciona como uma excelente base para um esfoliante pois além de hidratar a pele, fornece oxigênio importante para manter as células mais profundas fortes.

Como usar: misture 2 colheres (de sopa) de gel de babosa com 1 colher (de sopa) de açúcar ou bicarbonato de sódio. Depois, esfregue a mistura no rosto ou em outras partes mais secas da pele, como cotovelos ou joelhos, por exemplo. Remova com água e um sabão neutro e repita 2 a 3 vezes por semana.

Como usar a Babosa para pele e cabelo
Outros benefícios da babosa
Além de ser uma ótima aliada para a saúde do cabelo e da pele, a babosa também pode ser usada para tratar problemas como anemia, artrite, dor de cabeça, dor muscular, queimaduras, feridas, gripe, insônia, pé de atleta, inflamações, prisão de ventre e problemas digestivos.

Esta planta medicinal também é ainda ótima para tratar a língua queimada, veja como em O Que Fazer quando Queimar a Língua. 

Quem não deve usar babosa
O uso interno da babosa está contraindicado para crianças, grávidas e durante a amamentação, assim como em pacientes com inflamações no útero ou ovários, hemorroidas, fissuras anais, pedras na bexiga, varizes, apendicite, prostatite, cistite, desinterias e nefrite.

É também muito importante que se verifique se a babosa é do tipo Barbadensis miller, pois esta é a mais indicada para o uso humano, sendo que as outras podem ser tóxicas e não devem ser consumidas.


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Plantas potencialmente abortivasAlguns chás preparados com plantas medicinais não são aconselhados pra consumir durante a gestação porque podem prejudicar o desenvolvimento do bebê, como é o caso da Aloe Vera, Hera e Guaco, por exemplo.
Além disso, para evitar correr o risco de prejudicar a própria vida e também a do bebê, a gestante só deve tomar remédios e chás recomendados pelo obstetra, até porque em muitos casos, além da toxidade característica da própria planta, ervas que crescem na beira de estradas e as que são colhidas na lavoura podem estar contaminadas com a poluição do escape dos carros e de pesticidas.

Lista completa de plantas prejudiciais durante a gravidez

Outras plantas que também são consideradas tóxicas e por isso podem ser abortivas são:
CatuabaAngélicaJarrinhaArnica
Artemísia (Losna)SeneMata-pastoErva-de-Santa Maria
CanelaLágrima-de-Nossa SenhoraMirraCopaíba
TrombetaCravo-dos-jardinsErva-grossaErva-andorinha
Erva-de-MacaéAzedaraqueHortelã (Menta Piperita)Noz-moscada
Quebra-pedraPeóniaJaborandiTanchagem
Erva-de-bichoBeldroegaPessegueiroRomã
JequiritiCarrapichoGuaçatongaFlor-da-boa-noite
BoldoPoejoManjericãoComigo-ninguém-pode
CavalinhaAgoniadaCinamomoArruda
SálviaConfreiSaiãoMelão-de-são-caetano
Cipó-jarrinha (Cipó-mil-homens)Pinhão-de-purgaAlgodoeiroBuchinha-do-norte
Cáscara-sagradaRuibarboSalsaparrilhaJurubeba
Existem maiores chances de complicações quando a mulher consome regularmente estas plantas durante a gestação ou quando ingere uma grande quantidade destes chás de uma só vez, especialmente no primeiro trimestre de gravidez. Mas os riscos, apesar de menores, também existem no segundo e terceiro trimestre de gestação.

O que pode acontecer se tomar

Se a mulher estiver grávida e consumir alguma destas plantas medicinais o que pode acontecer é o aumento das contrações uterinas, que provoca intensa dor abdominal, podendo haver perda de sangue pela vagina e consequentemente perda do feto. No entanto, em algumas mulheres o aborto não acontece mas a toxidade que chega até o bebê pode ser suficiente para causar graves alterações, comprometendo seu desenvolvimento motor e cerebral.
Por vezes, a toxidade leva a uma contração tão forte que promove a saída do feto, mas este pode ser um aborto incompleto e os restos do feto e da placenta podem permanecer retidos no interior do útero, levando a uma infecção, que pode até mesmo levar à morte da mãe. Sinais de infecção após um aborto retido podem incluir intensa dor abdominal, febre e calafrios e neste caso deve-se ir ao pronto-socorro rapidamente para conter a infecção.
A toxidade das plantas impróprias para uso durante a gravidez também pode causar graves complicações renais, podendo ser necessário ainda um transplante de rins.
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 Moringa oleiferaNome Científico: Moringa oleifera

Sinonímia: Moringa moringa, Moringa pterygosperma, Guilandina moringa, Moringa zeylanica, Hyperanthera moringa

Nomes Populares: Acácia-branca, Moringa, Morangue, Muringueiro, Árvore-rabanete-de-cavalo, Cedro, Moringueiro, Quiabo-de-quina, Morango, Árvore-dos-milagres

Família: Moringaceae

Categoria: Arbustos, Arbustos Tropicais, Árvores, Árvores Ornamentais, Folhas e Flores, Frutas e Legumes, Medicinal, Plantas Hortícolas, Raízes e Rizomas
Clima: Equatorial, Mediterrâneo, Semi-árido, Subtropical, Tropical
Origem: Ásia, Himalaia, Índia
Altura: 4.7 a 6.0 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene

A acácia-branca ou moringa, como também é conhecida, é uma árvore de pequeno a médio porte, decídua, florífera e de muitas utilidades. Ela é originária dos Himalaias, e espalhou-se por diversas regiões tropicais e subtropicais do planeta devido às inúmeras qualidades que possui, principalmente como planta medicinal e alimentar. Apresenta tronco único e ereto, com diâmetro de 20 a 45 cm, com casca espessa, de cor cinza esbranquiçada. Apresenta uma copa aberta, com ramos pendentes, hirsutos e delicados, que resultam num formato de sombrinha. As folhas são tripinadas, com folíolos elípticos a obovados, de cor verde clara, dando ao conjunto das folhas um aspecto plumoso. Floresce durante o ano inteiro, despontando cachos de flores pequenas, hermafroditas, perfumadas, de cor branca-creme. Os frutos que se seguem são longas vagens pêndulas, que se abrem em três valvas quando maduros, liberando as numerosas sementes leves, papiráceas e aladas.

A moringa é cultivada principalmente por seu valor alimentar e medicinal, sendo considerada uma planta milagrosa. Ela é riquíssima em nutrientes, de proteínas a vitaminas, e tem contribuído enormemente no combate à desnutrição em países subdesenvolvidos. Ela ainda é uma aliada poderosa dos vegetarianos, por seu alto teor de aminoácidos essenciais. Folhas, frutos, sementes, flores e raízes podem ser consumidos de diversas formas, desde cruas, em sucos, vitaminas, saladas, até em preparações cozidas em sopas, bolinhos, etc. A farinha das folhas também é aproveitada como suplemento alimentar. O pó das sementes produz um efeito semelhante à floculação no tratamento da água, purificando, aglutinando e eliminando impurezas e microorganimos, que decantam rapidamente para o fundo do recipiente. Veja o quadro abaixo para informações sobre utilizações medicinais.

Seu uso paisagístico ainda é discreto, mas tem grande potencial, devido ao tronco engrossado, de aspecto muitas vezes barrigudo, que confere um certo exotismo ao jardim. Fornece uma sombra clara, de cerca de 50%, próprio para o cultivo de epífitas e forrações de meia sombra na base. Além disso floresce o ano todo. Em alguns países, também é utilizada como planta envasada, com o calibroso e escultural caudex evidenciado, da mesmo forma que a Rosa-do-deserto (Adenium obesum).

Deve ser cultivada em solo preferencialmente fértil, profundo, drenável, neutro a levemente ácido, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano de implantação. Ainda assim, ela é capaz de vegetar em diversos tipos de solo, evitando-se os muito secos e os excessivamente pesados e argilosos, sujeitos a encharcamentos. Depois de bem estabelecida, ela torna-se tolerante à períodos de estiagem. Resiste à geadas leves, mas vegeta melhor sob o calor tropical. Responde bem à fertilização e irrigação suplementar, produzindo mais folhas e vagens. Multiplica-se por sementes frescas e estaquia de ramos lenhosos ou semi-lenhosos.


Medicinal:

Indicações: Desnutrição, Arteriosclerose, Hipercolesterolemia, Hipovitaminose, Fraqueza, Febre, Doenças infecciosas, Cólicas, Diabetes, Verminoses, Doenças do fígado e vesícula biliar, Prostatite, Câncer, Tumores, Viroses, Epilepsia, Fadiga, Glaucoma, Hipertensão, Hepatite, Lupus, Artrite

Propriedades: Anti-diarréica, vermífuga, afrodisíaca, antiinflamatória, abortiva, contraceptiva, nutriente, analgésica, antimicrobiana, antiespasmódica, diurética, vermífuga, anticonvulsivante, antiedêmico, antieplético, antifúngico, antioxidante, antipirético, antisséptico, antitumoral, antiviral, aperiente, broncodilatador, cardiodepressor, cardiotônico, carminativo, cicatrizante, colagogo, colerético, calmante, depurativo, embólico, emenagogo, emético, estimulante, estomáquico, expectorante, hipoglicemiante, hipotensivo, imunoestimulante, imunossupressor, lactagogo, laxativo, litolítico, mutagênico, rubefasciente, sedativo e vasoconstritor

Partes Utilizadas: Flores, folhas, frutos, sementes, casca e raízes

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Conheça as plantas com poderes calmantesNa vida contemporânea é muito comum ficarmos estressados. Motivos não faltam para nervosismo, tensão, estresse e ansiedade: trânsito, correria, excesso de informações, violência urbana, problemas de saúde, filas para todo lado, contas para pagar, aumento nos preços, preocupações em família, responsabilidades, trabalho...uma lista sem fim.

Sabemos que as plantas purificam o ar que respiramos, mas outras propriedades que muitas delas têm é o efeito calmante, tranquilizante e sonífero.

Para dar uma acalmada sem agredir o organismo e desenvolver dependência com drogas psicoterápicas, existe a alternativa da utilização de plantas calmantes.

Este conteúdo traz uma lista de 17 plantas para recorrermos a elas quando estivermos estressados, ansiosos, tensos e com insônia.
Que tal termos alguma (s) em casa para em caso de necessidade, podermos fazer uso delas?

Conheçam mais sobre o poder das plantas calmantes com as informações a seguir:

Índice

Plantas medicinais e suas diversas formas de uso
Como as plantas calmantes agem
Lista com 17 plantas calmantes
Hortelã
Jasmim
Lúpulo
Lavanda
Sansevieria ou Planta de Cobra
Manjericão
Palmeira areca
Erva de São-João ou Hipericão
Camomila
Tília
Melissa ou Erva-Cidreira Verdadeira
Alfazema
Valeriana
Passiflora ou Flor da Paixão
Raiz de Ouro
Kava-kava
Erva-doce

O uso do chá das plantas calmantes
Conheça as plantas com poderes calmantes
Recomendações sobre o uso das plantas calmantes

Bons hábitos e plantas calmantes promovem bem-estar

1. Plantas medicinais e suas diversas formas de uso
A planta que age como calmante natural pode ser utilizada de várias formas e apresentações como:
in-natura ou desidratada para fazer chá
cápsulas ou comprimido
óleo essencial
extrato fitoterápico
tintura
medicamento homeopático na forma de gotas ou glóbulos
remédio floral

2. Como as plantas calmantes agem
As plantas calmantes e os calmantes naturais à base de plantas têm o efeito de modular os neurotransmissores cerebrais.
O mecanismo de ação destas plantas diminuem as respostas ao estresse e à ansiedade, propiciando sensação de bem-estar, tranquilidade e equilíbrio.
As plantas calmantes agem aumentando a liberação dos neurotransmissores dopamina, serotonina e noradrenalina ativando o córtex cerebral e modulando o sistema límbico que é responsável por favorecer o pensamento, as emoções e o humor, a memória e a aprendizagem.
Nossos antepassados já utilizavam diversas plantas com efeitos calmantes, ou ansiolíticos naturais, e na atualidade a própria ciência já comprovou seus efeitos benéficos para o sistema nervoso.

3. Lista com 17 plantas calmantes
Agora sabendo das propriedades calmantes que algumas plantas possuem, e de seus efeitos positivos sobre o sistema nervoso e o cérebro, conheçam plantas quais são estas:

3.1. Hortelã
Erva perfumada utilizada como tempero, tem propriedades antiestresse.
Segundo um estudo realizado pela Wheeling Jesuit University, cheirar folhas de hortelã pode diminuir o nível de frustração e melhorar a atenção.

3.2. Jasmim
O jasmim é uma bela e perfumada planta cujo perfume tem efeito calmante sobre o sistema nervoso promovendo maior relaxamento e tranquilidade.

3.3. Lúpulo
O Lúpulo (Humulus lupulus) é uma planta medicinal usada na preparação da cerveja, mas que pode ser usada para tratar de vários problemas de saúde.
Esta planta possui propriedades relaxantes, calmantes, anafrodisíacas, antibacterianas, antissépticas, diuréticas, entre outras.

3.4. Lavanda
Esta planta tem sido usada na medicina desde remotos tempos para abrandar o nervosismo e combater o mau humor.
Uma pesquisa realizada em um grupo de estudantes de escolas de enfermagem mostrou que o aroma de lavanda reduz significativamente a frequência cardíaca em situações de estresse.

3.5. Sansevieria ou Planta de Cobra
Um estudo feito pela NASA revelou que esta planta purifica o ar de centenas de toxinas, melhorando a energia do ambiente e com isso evitando dor de cabeça e beneficiando a respiração.

3.6. Manjericão
O Manjericão é rico em linalol que ajuda a reduzir a atividade de genes que são ativados em situações de estresse.

3.7. Palmeira areca
Além de ser uma planta ornamental, tem propriedades desintoxicantes, contribuindo para purificar o ar do ambiente.
Um estudo da NASA mostrou que a palmeira areca reduz os níveis de toxinas nocivas, como formaldeído, benzeno e tricloroetileno.
Respirar um ar mais puro nos ajuda a nos sentir melhores, tanto fisicamente quanto psicologicamente.

3.8. Erva de São-João ou Hipericão
Esta planta é uma boa restauradora do sistema nervoso e tem efeito antidepressivo, podendo ser usada para tratamento de depressão, ansiedade e agitação nervosa.

3.9. Camomila
A Camomila tem ação calmante nos sistemas digestivo e nervoso, promovendo sensação de harmonia e equilíbrio, que ajuda a acalmar em casos de agitação e nervosismo.

3.10. Tília
Esta planta tem propriedades calmantes, auxiliando no tratamento de distúrbios do sistema nervoso como o estresse excessivo, ansiedade e histeria.

3.11. Melissa ou Erva-Cidreira Verdadeira
A Melissa tem ação calmante e pode ser utilizada em caso de perturbações do sono, nervosismo, ansiedade e taquicardia.

3.12. Alfazema
Rica em cumarina e óleos essenciais, esta planta possui propriedades calmantes e relaxantes atuando no combate à tensão nervosa.

3.13. Valeriana
O extrato de Valeriana officinalis atua com os receptores de serotonina e de melatonina, relacionados ao sono, cognição e à modulação do relógio circadiano, que é a resposta do organismo aos ciclos vitais que ocorrem durante as 24 horas do dia, ou seja, o biorritmo do organismo.
Esta planta tem efeito ansiolítico, moderador do humor, relaxante muscular, antiespasmódico e facilitador do sono.

3.14. Passiflora ou Flor da Paixão

A Passiflora incarnata nada mais é que a flor da árvore que dá a fruta maracujá, que também é utilizado como suco com efeito calmante.
A flor do Maracujá desempenha um papel de ansiolítico e é benéfica em casos de problemas estomacais, como úlceras e gastrite. Sua propriedade calmante atua diretamente nos receptores de GABA (ácido gama-aminobutírico), componente químico responsável pelo equilíbrio da agressividade e bom funcionamento do sistema nervosos central.

3.15. Raiz de Ouro

O nome científico dessa flor é Rhodiola rosea, o extrato dela tem propriedades moduladoras na resposta ao estresse. Fazem parte de sua constituição substâncias ativas como flavonoides, terpenoides, ácidos orgânicos e taninos, por isso seu uso aumenta a capacidade de proteção do organismo contra diversas causas de estresse físico, como os radicais livres, o frio e atividade física intensa.
Este calmante natural aumenta a capacidade física e diminui a fadiga, agindo como estimulante do organismo.

3.16. Kava-kava
O extrato de Kava-kava (Piper methysticum) é utilizado como ingrediente de uma bebida usada em cerimônias nas Ilhas do Pacífico, como na Polinésia.
A partir dos efeitos relatados daqueles que experimentaram esta bebida, chegou-se a resultados clínicos que concluíram que esta planta possui propriedades relaxantes.
Esta planta trata ansiedade, insônia e distúrbios nervosos relacionados a estes males.

3.17. Erva-doce

A erva-doce é rica em potássio, vitamina C, B6, ácido fólico, riboflavina, niacina, tiamina, ferro, cobre, magnésio, manganês, selênio, zinco, cálcio, além de flavonoides que aumentam a concentração de glutationa, tendo efeitos antioxidantes.
Esta planta estimula a produção de melatonina, o hormônio responsável pelo ciclo do sono, atuando dessa forma como relaxante na indução do sono.

4. O uso do chá das plantas calmantes
chá das plantas

É possível fazer chá da maioria destas plantas. Para fazer o chá calmante seleciona-se uma das plantas calmantes que são costumeiramente utilizadas na forma ingerida, na quantidade de 1 colher de sobremesa da erva para 1 xícara de água fervente, deixando em infusão por 10 minutos. O chá pode ser tomado 2 a 3 vezes ao longo do dia e antes ou depois de situações estressantes.
Os chás mais indicados para combater insônia são a valeriana e a melissa, pois aumentam os níveis de melatonina, importantes para induzir o sono. Para este fim, estes chás devem ser tomados 30 minutos antes de dormir.

5. Recomendações sobre o uso das plantas calmantes
As plantas calmantes não causam os efeitos colaterais que as drogas psicoterápicas causam, mas mesmo assim é bom ter a recomendação e orientação de um médico ou fitoterapeuta, principalmente com avaliação das possíveis causas e efeitos do nervosismo, ansiedade e tensão e, caso esteja fazendo uso de outras medicações, o profissional da saúde poderá orientar sobre possíveis interações medicamentosas.
Outra recomendação é que ao fazer uso destas plantas, não haja exagero já que possuem propriedades sedativas e calmantes que atuam no cérebro.

Um calmante natural que grávidas podem utilizar sem contraindicações, porém também sem exageros, é o suco natural de maracujá. Às demais plantas indica-se a avaliação do obstetra que está realizando o pré-natal delas.
Para os bebês, um bom calmante natural é o chá de camomila com erva doce, que além de acalmar, favorece o sono e auxilia no alívio dos gases que causam cólicas principalmente nos primeiros meses de vida da criança, mas, antes consulte o pediatra da criança para saber se é o tratamento mais indicado.

6. Bons hábitos e plantas calmantes promovem bem-estar
Nossa postura diante da vida, influi em nosso bem-estar, equilíbrio e saúde.
Ao nos percebermos em desequilíbrio faz toda a diferença a nossa reação diante disso: os cuidados, o tratamento e a atenção que dispensamos para nos harmonizamos e ficarmos bem.

Atitudes saudáveis e bons hábitos aliados à terapias naturais como fitoterapia, psicoterapia, meditação, arteterapia, entre outros ajudam na conquista deste objetivo.

As plantas calmantes aliadas às terapias naturais, às atividades que promovam bem-estar e equilíbrio; e aos hábitos saudáveis, podem ser uma ótima alternativa para tratar doenças nervosas e/ou psicossomáticas, atuando como calmantes naturais.
Essas atitudes práticas ajudam o indivíduo a desenvolver a consciência e compreensão das causas de seu estado emocional, reconectando-se ao estado de equilíbrio e paz e o levando á viver a vida com mais calma, bom astral e satisfação!

Fonte:https://www.greenme.com.br/