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12 de dez de 2016

Forração, maciço e bordadura

Forração, maciço e bordadura




Forração, maciço e bordadura
As bordaduras são utilizadas para delimitar os canteiros do jardim. São indicadas para esta finalidade plantas arbustivas, floríferas, folhagens ou herbáceas. Você pode utilizar espécies como: pingo-de-ouro (Duranta repens), crista-de-galo (Celosia cristata), maria-sem-vergonha (Impatiens walleriana), hera roxa(Hemigraphis colorata), calatéia ou maranta-pavão (Calathea pavonii), boca-de-leão (Anthirrhinum majus), ajuga (Ajuga reptans), asistácea (Asystasia gangetica), álisso (Lobularia marítima) e clorófito (Chlorophytum comosum).
Álisso / Crédito www.panoramio.com
Forração, maciço e bordadura
Bordaduras com suculentas / Crédito suculentasminhas.blogspot.com
Forração, maciço e bordadura
Clorófito / Crédito fazendauniverso.webnode.com.br
O temo maciço é utilizado quando há o plantio de um grande número de unidades da mesma planta em um mesmo espaço. É quando as espécies são cultivadas em grupos e não isoladamente. Agrupamentos de mesma planta são chamados de cortinas quando colocados para proteção visual ou formar um fundo para outras plantas mais atrativas. Bons exemplos para a formação de cortinas são a nandina (Nandina domestica), a piracanta (Pyracantha), o pitosporo (Pittosporum tobira) e a esponjinha ou caliandra (Calliandra brevipes).
Forração, maciço e bordadura
Maciço de tulipas / Crédito sergiobastosarquitetura.blogspot.com
Forração, maciço e bordadura
Nandina / Crédito httpwww.bloomingarden.com
As forrações são utilizadas para cobrir grandes áreas de um jardim. São indicadas espécies que crescem mais para os lados (horizontalmente) do que para cima (verticalmente). As plantas são conhecidas como rasteiras. A grama é a forração mais utilizada. Além dela, é possível cultivar outras espécies, como a brilhantina (Pilea microphylla), alumínio ou planta-alumínio (Pilea cardierei), hera-sueca (Plectranthus nummularius), hera roxa(Hemigraphis colorata), grama japonesa ou grama-preta (Ophiopogon japonicus),dinheiro-em-penca (Callisia repens), ajuga (Ajuga reptans) e álisso (Lobularia marítima).
Forração, maciço e bordadura
Forração / Crédito florplantas.blogspot.com

15 de jan de 2016

Trepadeiras no paisagismo

Trepadeiras no paisagismo

Trepadeiras no paisagismoO uso das trepadeiras em composições paisagísticas é extremamente versátil: pode funcionar como um simples elemento decorativo isolado ou fazer composições incríveis com treliças, arcos, pérgolas e muros. 

O cultivo de trepadeiras, além de embelezar, pode proporcionar locais sombreados, formar uma "cortina verde" num terraço ou janela ou, ainda, amenizar o impacto de muros e paredes, tornando os ambientes mais confortáveis visualmente. E mais: onde não se pode ter uma árvore, quase sempre é possível ter uma trepadeira. 

É muito importante, no entanto, conhecer a espécie que se pretende utilizar, para não ter problemas no futuro e isso significa escolher uma espécie adequada ao clima, às condições de luz e, principalmente, ao local que se tem disponível. Trepadeiras de grande porte se desenvolvem plenamente em arcos e pérgolas, mas podem se tornar um transtorno em locais reduzidos, jardineiras ou vasos. 
Trepadeiras no paisagismo
Além disso, deve-se atentar para o tipo de trepadeira a ser adquirido, pois as escandentes, por exemplo (como a lanterna-chinesa, alamanda, amor-agarradinho, etc.), necessitam de condução com amarrilhos ou suportes como treliças e arames. A seguir, alguns exemplos de trepadeiras de fácil cultivo: 

Lanterna-chinesa (Abutilon megapotamicum) - É nativa do sul do Brasil e, portanto, se adapta melhor ao clima ameno. As flores, delicadas, surgem durante o ano todo e são pendentes. De porte médio, esta trepadeira pode ser cultivada também à meia sombra, em jardineiras, pórticos e treliças. Multiplica-se facilmente por estacas. 

Trepadeiras no paisagismoAmor-agarradinho (Antigonon leptopus) - Esta semi-herbácaea é originária do México. As flores surgem durante a primavera, na variedade rosa ou branca (var. albus) ou ainda na variedade dobrada (A. guatemalense). São muito apreciadas pelas abelhas. A planta cresce bem quando cultivada sobre cercas, grades, junto a muros e pórticos. Multiplica-se facilmente por sementes, estacas ou alporque. 
Trepadeiras no paisagismo
Glicínia (Wisteria sinensis) - Originária do Japão, esta trepadeira oferece floradas belíssimas. É bastante resistente a temperaturas baixas, inclusive a geadas. No inverno fica totalmente sem folhas e, antes que surjam novamente, aparecem cachos pendentes e longos de flores roxas ou na variedade branca, que duram algumas semanas. Em razão de seu vigoroso crescimento, fica bem junto a muros e pérgolas. Multiplica-se facilmente por estacas. 

20 de dez de 2015

Cercas vivas no paisagismo

Cercas vivas no paisagismo

Cercas vivas no paisagismoAntes de falarmos das espécies ou de como plantar uma cerca viva, vamos abordar quais os tipos de cercas vivas.
Muitos projetos paisagísticos ou arquitetônicos utilizam-se de cercas vivas para delimitar espaços ou caminhos, criar privacidade ou isolar áreas, proteger de som e vento ou ainda esconder uma grade, muro ou detalhe arquitetônico indesejado.
As opções são muitas, de diversas alturas, em diversos tons de verde e texturas, com ou sem floração (que podem trazer ainda seu perfume como bônus) e com ou sem espinhos (que podem ser usados para dar mais segurança ou barrar animais). Na hora de escolher, porém, é preciso tomar alguns cuidados para tirar o melhor proveito da cerca viva e não se decepcionar com o resultado final.
Em primeiro lugar, é importante levar em conta que plantas, diferentemente dos tijolos usados em muros de alvenaria, são seres vivos com características e necessidades próprias. Por isso, as espécies escolhidas devem se adequar ao espaço e à altura da cerca que se pretende erguer, para que o arbusto não seja "torturado" com podas excessivas, no caso de ser grande demais para o espaço, ou para evitar que o efeito final deixe a desejar por conta de plantas muito baixas.
É válido observar também se há lajes e encanamentos nas proximidades da cerca viva. Algumas plantas têm raízes muito fortes e profundas que podem destruir canos e até concreto. Além disso, plantas que derrubam muitas folhas podem provocar o entupimento de calhas e ralos próximos. Informe-se sempre sobre o tipo de manutenção que cada planta demanda.
Assim como para os jardins em geral, as melhores épocas para se plantar uma cerca viva são a primavera e o verão, ou seja, períodos de mais umidade e chuva. O tempo que a cerca leva para crescer e "fechar" depende da espécie escolhida, do tamanho da muda transplantada e da preparação do terreno, podendo chegar a mais de seis meses.
Plantas de grande porte, como eucalipto, grevílea, pinus, flamboyant­ de­ jardim, ligustro­ brilhante, além de delimitarem áreas, são bons quebra­ventos. Mas é necessário avaliar se o tamanho e tipo do terreno comportam tais árvores.Já as de médio porte ­ sansão­do­campo, podocarpos, maricá, jambolão, ficus, yuca, hibisco, murta e cedrinho ­ protegem, podem ter papel de quebra­vento e ainda efeito decorativo. A recomendação é conhecer as características de cada planta.
Cercas vivas no paisagismoO fícus, por exemplo, tem raízes agressivas e aéreo e nunca deve ser plantado em locais nos quais as raízes possam prejudicar pisos, paredes e outras estruturas.
O sansão­do­campo é outra planta que exige cautela. De grande porte e crescimento rápido, a planta atinge 2 metros em um ano, deve ser plantada sozinha e precisa ser constantemente podada.
Além disso, o fato de ter espinhos não a torna indicada para cercar uma área onde haja animais. A cerca viva também pode ser composta por duas espécies. Pode ser yuca com grevílea ­ a yuca fecha a área e a grevílea atua como quebra­vento; sansão­do­campo com primavera ­ o sansão isola a área e a primavera, colorida, tem efeito estético ­, entre outras combinações,mas toda cerca precisa de manutenção.
Muito cuidado também pois uma combinação inadequada afeta a estética da cerca. Se as espécies tiverem crescimento desigual e em direções diferentes, para cima ou para os lados, por exemplo, a cerca viva ficará sem estética, com aspecto de malfeita. O que pode ser feito éplantar uma fileira com uma espécie e, paralelamente, outra espécie de interesse. O hibisco, por exemplo, tem manutenção fácil e dá belas flores, o que pode ajudar a harmonizar o visual da cerca.
As gardênias, ixoras, azaléias, clusias, viburnum, moréias e fórmios, são algumas opções de pequeno porte como cerca viva.
Saiba que uma sebe pode demorar de 3 a 5 anos para chegar a altura máxima, o formato, a largura e ter a densidade e a resistência para se tornar uma cerca viva. Outro fator de extrema importância é que cada planta chegue na sua forma perfeita, porque basta que uma delas tenha uma falha para que a cerca não fique bem feita. Por isso, é muito importante cuidar bem de cada uma das plantas escolhidas para fazer a cerca viva.
Considere também o espaçamento ideal entre cada uma das mudas que foram escolhidas, isso fará toda a diferença no resultado final da sua cerca viva. É muito comum que as pessoas errem na hora de colocá-las. Colocar uma muda colada na outra pode prejudicar o crescimento porque ramos e raízes acabarão se sobrepondo uns sobre os outros e elas entrarão em “disputa” para ter nutrientes, água e luz.

Maria José Barros (Mazé)
Paisagista há 17 anos, auditora interna de ISO14001 e também faço projetos para certificação Green Building onde, os mais importantes e recentes desses foram, no final de 2013, para a P&G (Louveira/SP) e Coca-Cola (Itabirito/MG).
Através deste espaço, espero poder contribuir com matérias interessantes, trazendo sempre novidades do mundo paisagístico, informações sobre os diversos tipos de plantas, conceitos de jardins e tudo o que for interessante para aqueles que gostam e valorizam o verde, a natureza e o espaço onde vivem.
Quero poder contribuir tanto com as senhoras que apreciam suas violetas na janela da cozinha de um apartamento e também com o proprietário de um sítio que não sabe o que fazer com tanto espaço.  Gosto muito do meu trabalho e o faço com muito orgulho e amor, pois entendo que, muitas vezes, sou responsável pelo bem estar de dezenas de pessoas que se utilizarão do novo ambiente.

15 de jul de 2015

Feira Expolazer

Feira Expolazer


Feira Expolazer traz oficinas sobre paisagismo e Jardinagem em São Paulo - SP
Realizados de 14 a 17 de julho na zona norte da capital paulista, o encontros trarão dicas sobre plantas ideais para escritórios, cuidados com orquídeas, jardins verticais e muito mais. De graça!

A partir desta terça-feira, dia 14, a cidade de São Paulo recebe a Expolazer & Wellness – 20ª Feira Internacional de Piscinas, Spas, Decoração e Wellness. Além de novidades do setor de piscinas e spas, decoração para área externa e acabamentos, o evento promove oficinas e aulas práticas gratuitas sobre paisagismo. Para participar, basta inscrever-se pelo site da feira. As vagas são limitadas. Confira a programação.

Dia 14/07 – Terça-feira
Das 15 às 16h
O paisagista Marcelo Faisal falar sobre o mercado e as tendências do paisagismo
Das 16h15 às 17h15
O engenheiro agrônomo Marcelo Noronha ensina a fazer uma horta caseira e compostagem

Das 17h30 às 18h30
O engenheiro civil Danny Braz fala sobre irrigação automatizada e o reuso de águas pluviais

Das 18h45 às 19h45
O produtor José Carlos explica como recuperar orquídeas nos vasos
Dia 15/07 – Quarta-feira

Das 15h às 16h
Iluminação no paisagismo é o tema da palestra de Regina Heinrich
Das 16h15 às 17h15

A arquiteta Patricia Nishi fala sobre o paisagismo para varanda gourmet
Das 17h30 às 18h30
Aprenda a cultivar um jardim vertical na oficina do paisagista Julio Massayuki

Dia 16/07 – Quinta-feira
Das 15h às 16h
A paisagista Ivani Kubo ensina a cuidar de jardins em varandas de apartamento
Das 16h15 às 17h15

Inovação no paisagismo é o tema da palestra do engenheiro agrônomo Alexandre Galhego

Das 17h30 às 18h30
A engenheira agrônoma Marina Tomioka explica as soluções e medidas para controlar pragas em vasos e jardins

Das 18h30 às 19h30
O tema da palestra do engenheiro agrícola José Giacola Neto é o uso inteligente da água

Dia 17/07 – Sexta-feira

Das 14h30 às 15h30
Mon Liu é designer de interiores e paisagista e vai falar sobre o poder das cores no jardim

Das 15h45 às 16h45
A engenheira agrônoma Marina Tomioka tira as dúvidas sobre as plantas ideias para escritórios

Das 17h às 18h
A orquidófila Katia Almeida vai dar dicas para o cultivo de orquídeas

17 de jan de 2015

O que é paisagismo?

O que é paisagismo?


O que é paisagismo?

Origem da palavra Paisagem:
O termo paisagem nas línguas românicas deriva do latim (pagus­que significa país, porção de terra), com o sentido de lugar, setor territorial. Dessa forma derivam outras  como paisaje (castelhano), paysage (francês), paesaggio(italiano).
Definição da palavra Paisagem:
Considera-se paisagem a imagem resultante do ajuntamento de todos os elementos presentes em determinado local. Outra definição tradicional de paisagem é a de um espaço territorial abrangido pelo olhar. Pode ser definida como o domínio do visível, aquilo que a vista abarca. É formada não apenas por volumes, mas também por cores, movimento, odores, sons etc/. A paisagem não é espaço, pois se tirarmos a paisagem de um determinado lugar, o espaço não deixará de existir.
Neste contexto todos somos modeladores da natureza, transformando a paisagem natural em uma paisagem humanizada. E o paisagismo é o estudo que proporciona essas interferencias na paisagem natural a fim de reproduzi-la ou adequa-la, harmoniozamente, para o perfeito convívio e interação do homem com a natureza. Ou muitas vezes, eu diria na maioria delas, os paisagistas são chamados para dar vida aos espaços de concreto, esconder defeitos nas construções, disfarçar aquela coluna, poste e etc que ficaram fora do lugar.

Grandes e complexos são os desafios de um projeto de paisagismo. Para aqueles que acham ser suficiente uma passada de olhos em uma revista especializada, ou em um livro de plantas e já se sentemaptos a fazer um jardim aqui vão algumas dicas importantes que o estudo de um projeto exige:
  • Definir a área (leitura geral do local, considerando necessidades, finalidade, acessos, pontos de visão/contemplação etc)
  • Checar onde é o Norte dessa área (isso definie a quantidade de luz e incidência de sol).
  • Verificar as condições do solo (quando possível realizar análise de solo).
  • Realizar o estudo de volumetria (decidir quais serão os espaços que precisarão de quais alturas, portes alto, médio e rasteiro além do diâmetro).
  • Definir objetos e materiais que farão parte da paisagem como pisos, decks, bancos, gazebos, vasos, jardineiras, jardins verticais, fontes e etc.
  • Realizar o estudo de seleção das plantas (decidir quais serão usadas e onde de acordo com o porte, textura de folhas e flores, formas de folhase flores, quantidade de sol e água exigida por cada uma delas, época de floração, cor das flores, comportamento de raíz e de desenvolvimento).
A questão da sustentabilidade tem sido cada vez mais exigida também nos projetos de paisagsimo. E para essa velha/nova exigencia estamos trabalhando e nos aliando cada vez mais à natureza, à medida que buscamos novas maneiras de inserir o maior número de plantas nativas possível nos novos projetos. Dessa forma, as plantas serão mais sadias, necessitarão de menos rega (pois já estão acostumdas e ambientadas aos índices pluviométricos, ou seja, à quanidade de chuva da região) e por consequencia de sua boa saúde, necessitarão ainda menos produtos para o combate e controle de pragas e doenças, colaborando assim para um ambiente mais saudável para o homem e inclusive para a fauna sempre presente, sem abrir mão da estética e harmonia da paisagem.
O paisagismo é a única expressão artística capaz de reunir em um único trabalho os cinco sentidos. Usamos a visão, claro, para definirmos o que é belo, o tato, quando ousamos tocar as superfícies das diversas espécies de plantas (cactos, roseiras, violeta etc), a audição quando nos deleitamos numa rede ao som dos pássaros ou ao redor de uma cascata de águas cristalinas ou simplesmente de uma fonte jorrando no meio do jardim. Também usamos o olfato, quando nos perdemos em sensações e diversas emoções ao sentir o cheiro de uma bela flor ou às vezes nem tão bela, mas muito intensa, como a dama da noite, por exemplo. E por último, mas não menos importante, o paladar! Ah o paladar! Quem não volta a ser criança ao se lambuzar debaixo de um pé de manga? Ou de goiaba, ameixa, pitanga ou jabuticaba?

Maria José Barros (Mazé)

Paisagista há 17 anos, auditora interna de ISO14001 e também faço projetos para certificação Green Building onde, os mais importantes e recentes desses foram, no final de 2013, para a P&G (Louveira/SP) e Coca-Cola (Itabirito/MG).
Através deste espaço, espero poder contribuir com matérias interessantes, trazendo sempre novidades do mundo paisagístico, informações sobre os diversos tipos de plantas, conceitos de jardins e tudo o que for interessante para aqueles que gostam e valorizam o verde, a natureza e o espaço onde vivem.
Quero poder contribuir tanto com as senhoras que apreciam suas violetas na janela da cozinha de um apartamento e também com o proprietário de um sítio que não sabe o que fazer com tanto espaço.  Gosto muito do meu trabalho e o faço com muito orgulho e amor, pois entendo que, muitas vezes, sou responsável pelo bem estar de dezenas de pessoas que se utilizarão do novo ambiente.

1 de set de 2014

Arquiteto mineiro apresenta no Canadá projeto que cria diálogo com paisagismo

Arquiteto mineiro apresenta no Canadá projeto que cria diálogo com paisagismo

Arquiteto mineiro apresenta no Canadá projeto que cria diálogo com paisagismo

Único brasileiro convidado para o festival canadense de Metis, Carlos Teixeira quer ampliar os limites da arquitetura. Ele usou troncos mortos para questionar a função do paisagismo.

Leva o nome de Jardim morto o projeto do arquiteto mineiro Carlos Teixeira que está sendo apresentado no 15º International Garden Festival de Metis, em Quebec, no Canadá. A peça reúne 60 troncos e ocupa área de 200 metros quadrados. A umidade faz florescer musgos e líquens na superfície da madeira.

“Feita com lixo vegetal, a obra transforma troncos mortos em catalisadores de uma nova vida, expandindo a ideia de paisagismo”, explica Teixeira. Com o objetivo de incentivar a interação de saberes, o festival é dedicado a propostas de artistas plásticos, arquitetos e paisagistas.

O jardim de Quebec é a segunda versão da instalação que Carlos Teixeira apresentou no Parque Municipal, em Belo Horizonte, durante o evento Noites brancas. A canadense é maior e permite que o espectador circule entre os troncos. O autor se valeu de material encontrado na área da própria instituição que promove a feira. 

Teixeira explica que a filosofia do projeto levado ao Canadá mantém a tradição de seu escritório brasileiro, cujo propósito é explorar os limites da arquitetura para criar um contexto de diálogo com o paisagismo, as artes plásticas e a cenografia. 

Carlos Teixeira é o único brasileiro convidado para o festival canadense, cuja mostra ficará aberta ao público até 28 de setembro. Para ele, paisagismo é tema essencial da arquitetura, seja complementando o construído e oferecendo visão mais ampla de um prédio, por exemplo, seja transformando a paisagem em elemento decisivo na definição do que vai ser erguido. 

Com bom humor, ele diz que devido à formação especializada, arquitetos entendem pouco de paisagismo e paisagistas não entendem de arquitetura.

Teixeira lembra que no século 20, quando o mundo não dava atenção ao setor, o Brasil contava com o excelente paisagismo feito por Burle Marx. “Hoje, a área alcançou relevo mundial, fato movido inclusive por preocupações ecológicas. Entretanto, não há nenhuma atuação com a importância de Burle Marx”, conclui.

23 de ago de 2014

Um olhar mediterrâneo no paisagismo

Um olhar mediterrâneo no paisagismo


Um olhar mediterrâneo no paisagismoFolhagens densas, flores em tons intensos e um enorme pergolado estão entre os elementos de destaque deste jardim com influências europeias, de autoria do paisagista Rodrigo Oliveira.A casa de campo com ares de cabana rústica, assinada pelo arquiteto Marcos Tomanik, é o refúgio de uma família paulistana. É para o imóvel no condomínio Haras Larissa, em Monte Mor, no interior de São Paulo, que o casal e suas duas filhas fogem nos fins de semana, seja para montar a cavalo, seja para curtir o exuberante jardim projetado pelo paisagista Rodrigo Oliveira. “Eles me passaram como referências os estilos europeu e mediterrâneo, que acabaram norteando a escolha das plantas”, diz.

O profissional investiu em espécies com folhagens densas, como murta, oliveira, alecrim australiano, capim-do-texas e buxinhos. Ainda acrescentou toques de cor com flores ornamentais, entre elas camélias, espirradeiras e cerejeiras. As plantas – algumas podadas em topiaria e outras mais rústicas – foram dispostas nas extremidades do terreno de 5.500 m², formando maciços, canteiros e uma área perfeita para tomar café da manhã, próxima à cozinha. No centro, um grande campo de grama esmeralda se estende entre a piscina e os fundos do terreno, onde o paisagista projetou um generoso pergolado.

Com colunas de pedras e estrutura de toras de eucalipto autoclavado, ele segue o mesmo estilo arquitetônico da casa. A presença desse elemento, convidando ao repouso e ao convívio, é uma das principais características dos “jardins mediterrâneos”. 

O espaço ganhou uma mesa de piquenique, também de eucalipto, e um conjunto de cadeiras ao redor de um fogo de chão, para que os moradores possam curtir o jardim até nos dias mais frios. “Como a parte gramada é bastante extensa, o pergolado acaba ficando muito distante da área social da casa. 

Para uni-los, criei um caminho de pedriscos na lateral do terreno, rodeado por cássias e agapantos, assim o passeio fica mais atraente e agradável”, explica Rodrigo.
Pátio: camélia, palmeira-leque, oliveira, cerejeira e manacá-decheiro formam um cantinho charmoso próximo à cozinha, ideal para os moradores tomarem café da manhã no jardim (Foto: Gui Morelli/ Editora Globo)


Piscina: repare no desenho formado pela grama esmeralda e as placas irregulares de pedra São Tomé. À esq. das espreguiçadeiras, jasmim-manga. À dir., uma florida cerejeira (Foto: Gui Morelli/ Editora Globo)
Mesa ao ar livre: móveis de madeira convidam a uma refeição no pergolado, situado nos fundos do terreno. Rente às colunas, maciços de alecrim-australiano. Ao fundo, cerca-viva de murtas. Cadeiras da Armando Cerello (Foto: Gui Morelli/ Editora Globo)
Estrutura: com colunas de pedras e cobertura composta por toras de eucalipto autoclavado da Casa Bella, o pergolado mede 23 x 2,75 x 5,20 m. A mesa e os bancos são do mesmo material (Foto: Gui Morelli/ Editora Globo)
Rodeado por cássias e agapantos, o passeio de pedriscos tem formato de L: começa na lateral da casa e segue até o pergolado | Na outra lateral do terreno, maciços de capim-do-texas se misturam a exemplares de sibipiruna, flamboyant e pata-de-vaca (Foto: Gui Morelli/ Editora Globo)

29 de mai de 2014

Como preparar o jardim para o inverno

Como preparar o jardim para o inverno

Como preparar o jardim para o inverno
Azaleia - Verde em Folha
Paisagistas explicam como preparar o jardim para o inverno

Plantas começam a perder folhas e armazenar nutrientes para enfrentar a época mais fria e seca do ano; saiba como fortificá-las.

O Outono está na reta final, as temperaturas já diminuíram, mas ainda dá tempo de preparar seu jardim para o inverno, a estação mais fria e seca do ano, em que a maior parte dos vegetais hiberna. As folhas começam a cair (para que a perda de água por evaporação seja menor) e as plantas acumulam o máximo de nutrientes possível.

“A maioria das plantas se livra das folhas como forma de proteção contra o frio, uma medida necessária para reduzir ao máximo o gasto de energia”, afirma a paisagista Marizeth Estrela, de São Paulo.

Para ajudar o jardim a conseguir todos os nutrientes necessários, os especialistas recomendam fazer no fim outono a última adubação. A próxima, só daqui a três meses, já na primavera. “Durante o inverno a planta desacelera o metabolismo. Se você der mais adubo, ela não aproveita”, explica o paisagista Maier Gilbert, sócio do escritório Maier e Alê Paisagismo, de São Caetano do Sul.

Na última turbinada antes do inverno, pode ser usado adubo químico, feito a partir de uma mistura de nitrogênio, fosfato e potássio, ou orgânico, como o húmus de minhoca.

A estação é seca, mas as temperaturas são mais baixas – então, é preciso regar com moderação. Gilbert sugere que se faça o teste do dedo: coloque-o na terra; se sair seco, está na hora de regar, se sair grudento, repita o teste no dia seguinte. O mais indicado é que a rega seja feita nas primeiras horas da manhã, às 6h ou 7h – e nada de molhar as folhas. A rega à noite e o excesso de água podem aumentar a umidade e elevar o risco de surgirem fungos.

Como preparar o jardim para o invernoA retirada das folhas e flores secas, destaca Marizeth, é importante para proteger contra pragas e doenças e para evitar que tampem o pouco sol. Mas, como são ótimas para produzir composto orgânico, elas podem ser recolhidas a um ponto do jardim durante a decomposição e depois serem incorporadas à terra.

E quais espécies podar? As que não estão em época de floradas, como roseiras, murtas e tumbérgias. Mas Ipês, camélias e primaveras florescem no outono e, por isso, é melhor não mexer nelas. Na dúvida, consulte um especialista.
Como preparar o jardim para o inverno
Ipê- Verde em Folha

O gramado também pede atenção nesta época. “O ideal é aplicar um composto orgânico próprio para gramados, sem excessos, conforme instruções do fabricante. A limpeza com garfo próprio ou vassoura de metal e plástico deve ser feita para manter a higiene do gramado. As plantas que estejam invadindo o gramado devem receber poda”, diz Marizeth.

21 de jan de 2014

Trepadeiras: espécie charmosa que oferece beleza

Trepadeiras: espécie charmosa que oferece beleza

Os muros são elementos usados para garantir privacidade, segurança e também para delimitar áreas. Para proporcionar uma estética agradável e quebrar a frieza dos muros é possível utilizar materiais modernos, sofisticados, cores diferenciadas e tantos outros enfeites e adornos. Uma ideia que oferece ótima estética visual e é capaz de aumentar a segurança e interação com a natureza, são as trepadeiras.

Essa técnica é capaz de dar vida e realçar a beleza da propriedade. As trepadeiras são plantas versáteis e além de embelezar são capazes de diminuir o ruído e melhorar a sensação térmica. Existe uma grande variedade de espécies,
as mais conhecidas e utilizadas são: a unha de gato ou herinha, hera, amor agarradinho, trepadeira jade, flor de são João, jasmim dos poetas, sapatinho de judia, trombeta chinesa, congea tormentosa, falsa vinha e maracujá roxo. As primaveras são consideradas popularmente como trepadeiras mas fazem parte da família dos arbustos escandecentes e podem também ser utilizadas para cobrir muros, caramanchão ou pergolados.
As famílias de trepadeiras são: as trepadeiras sarmentosas, trepadeiras volúveis e trepadeiras cipó. As mais indicadas para aplicação em muros são as trepadeiras sarmentosas, pois essas trepadeiras possuem caules adicionais, também chamados de gavinhas, que garantem a fixação da planta à parede. São trepadeiras que só precisam de uma superfície de apoio. As trepadeiras também podem ser aplicadas em cercas, caramanchão e pergolados. 

Leia também:  O poder da romã

6 de jan de 2014

Paisagismo faz a diferença no imóvel

Paisagismo faz a diferença no imóvel

Criar, planejar, executar. Dar a cada pessoa que procura um paisagista o desvendar de seus anseios, descobrir seu desejo de trazer a natureza um pouco mais perto, seja em um jardim, um vaso ou uma pequena jardineira. Projetar um ambiente com plantas é tarefa árdua que deve ser conduzida com mãos de maestro, onde entram em jogo fatores como forma, harmonia, cor, textura, beleza e técnica. 

Não existe um projeto igual ao outro, a resolução de um bom paisagismo, de um bom jardim, passa pela integração com a residência, com o edifício e pelos critérios com a escolha das plantas que melhor se adaptam ao clima e suas finalidades. 

Valorizar a beleza das plantas individualmente, deixando de lado o efeito das massas agrupadas, evitando-se amontoados de espécies muito próximas, tendo cada planta o seu lugar onde pode ser observada como única e como elemento de um conjunto maior que é o jardim. Que não se restringe só às plantas, mas aos caminhos, churrasqueiras, bancos, pisos, pergolados, quiosques, fontes, piscinas e acessos. São recursos que quebram a monotonia e podem ser usados com muita criatividade. 

Hoje o paisagismo se funde às construções. O verde realça as formas, disfarça as imperfeições, rompe a rigidez dos materiais, suaviza o dia a dia de trabalho. Deve ser estudado e elaborado para que possa valorizar ainda mais o projeto arquitetônico e sua finalidade. 

A natureza se apresenta como uma grande aliada para valorizar e humanizar estabelecimentos comerciais, tornando lojas e escritórios mais atraentes. O verde é capaz de amenizar a rigidez de um local de trabalho, criando ambientações mais acolhedoras, contribuindo para o aumento de produtividade pelo efeito tranquilizante que as plantas causam nas pessoas. 

O profissional de paisagismo trabalha em etapas, até chegar ao projeto definitivo. A primeira delas é o estudo preliminar, onde são feitos os levantamentos de todos os dados técnicos do ambiente, como luz, volumes, espaços e entrevista com o cliente a respeito sobre suas expectativas e necessidades. 

A segunda etapa é o anteprojeto, que é apresentado por desenhos para a melhor visualização do trabalho, espécies de plantas, troca de ideias e mudanças se necessário. Com a aprovação do cliente passa-se para a última etapa, o projeto de execuções, que traz os detalhes da construção do jardim. Através de plantas e detalhes, especificação da vegetação, quantidades de cada espécie, nomes científicos e o custo da execução da obra. 

Para reforma do jardim, o paisagista segue as mesmas etapas, discriminando as obras necessárias para a sua reformulação, tanto da vegetação quanto dos elementos construtivos. Também a manutenção das plantas, mesmo em vasos, é essencial para o seu bom desenvolvimento, é muito importante que um técnico especializado faça o acompanhamento do jardim, para que depois de implantado possa se desenvolver e durar muito tempo, ficando a cada ano mais bonito e atraente. 

Seguindo um projeto e as orientações de um profissional, evita-se aborrecimentos e surpresas desagradáveis, como as plantas amarelarem e morrerem, causando um prejuízo não recuperável. 

Hoje em dia, salvo raras exceções, o paisagismo é extremamente comercial. Vai-se em busca do menor preço e com uma preocupação super imediatista, em que os critérios técnicos e a integração com o meio ambiente são esquecidos ou ignorados. Felizmente aos poucos esta mentalidade está mudando, pois a cada experiência desagradável, as pessoas procuram um serviço especializado, onde recebem a orientação técnica de um paisagista profissional.

20 de nov de 2013

Capacitação em paisagismo e jardinagem é realizada em Palmas

Capacitação em paisagismo e jardinagem é realizada em Palmas

O Sebrae Tocantins em parceria com a Central Flores realiza durante toda esta semana uma capacitação em paisagismo e jardinagem voltada para ornamentação de espaços livres. O público-alvo são empresários e profissionais do segmento de jardinagem e paisagismo e produtores de mudas.  O curso será realizado na sede da Central, na Feira da 304 Sul,  em Palmas.

O curso, que acontecerá das 8h às 11h, somando uma carga horaria de 18h, propiciará aos participantes, conhecer as características edafoclimáticas regionais e suas relações com o desenvolvimento de projetos paisagísticos e de jardinagem. As diferentes funções do paisagismo e a importância de sua aplicação em espaços livres também serão abordadas. O estudo de todas as diretrizes intrínsecas à sistemática para a implantação e manutenção de projetos paisagísticos também será oferecido pelo curso.

No conteúdo programático do curso consta, noções básicas sobre paisagismo; estudo e caracterização das plantas com potencial para paisagismo e jardinagem; caracterização da área para implantação do projeto; calagem e adubação, implantação de jardim e escolha das plantas ornamentais; controle de pragas e doenças; manutenção de jardins e plantas ornamentais; máquinas, implementos e ferramentas para jardinagem e elementos arquitetônicos e iluminação.

As inscrições para a capacitação podem ser feitas pelos números 3219 3348 ou 0800 570 0800 com Thiago ou Paloma. O investimento para participação no curso é de R$ 40,00.

19 de set de 2013

Pérgolas

Pérgolas

Caminho ramificado
 (Foto: Pedro Abude )
Inspirada nas paisagens do sul da França, a paisagista Luciana Moraes investiu em quatro pérgolas de ferro galvanizado – acabamento que protege o material dos efeitos do tempo – dispostas em cruz. Nos pilares de sustentação de cada estrutura de 2,40 x 2,60 x 8 m, foram plantadas glicínias. “Diferentemente das outras trepadeiras, a espécie invernal tem caule grosso, e, por esse motivo, é bem mais resistente”, explica. Demorou quatro anos para a vegetação tomar conta de toda a cobertura. Sob o pergolado, o caminho rústico de mosaico português e de lajotas antigas foi ladeado por agapantos que florescem no início do verão. O projeto foi desenvolvido em parceria com o arquiteto Leonardo Junqueira.



 (Foto: Pedro Abude)
Encoberta nas laterais
Com a função de acomodar o orquidário e o viveiro de plantas, o pergolado de ipê rústico, 4,30 x 9,60 x 2,60 m, é sustentado por duas vigas de pedra. A estrutura desenhada pelo paisagista Luciano Fiaschi quase desaparece em meio à camuflagem estratégica da primavera, plantada em uma das laterais da pérgola. O modelo de ripas de madeira permite aos vasos ficar pendurados sem a necessidade de furos, além de proporcionar maior incidência de luz natural no interior. Margeando o espelho-d’água, a congeia – outra trepadeira – faz as vezes de arbusto, com o seu maciço cor-de-rosa.





 (Foto: Pedro Abude)
Base vigorosa
Para seguir o mesmo estilo provençal adotado no jardim, o paisagista Gilberto Elkis abusou de materiais naturais na construção do poderoso pergolado de 5 x 2,50 x 15 m. O abrigo, sustentado por oito pilares de alvenaria revestidos de pedras bolão, tem cobertura de madeira cumaru envernizada, que logo será totalmente forrada pela primavera. Cultivado a pleno sol, o arbusto pode ser facilmente conduzido como trepadeira, por meio de fios de náilon ou arame. Móveis de ferro e piso de pedriscos alternado por tijolos complementam a decoração rústica.





 (Foto: Pedro Abude)

Caramanchão na passagem
Leve e resistente, o pergolado de alumínio, 0,50 x 2,20 x 2 m, é um dos modelos que exigem menos manutenção com o passar dos anos: só precisa de uma pintura eletrostática para ficar exposto às mudanças climáticas. No jardim, a estrutura coberta por flor--de-são-miguel aparece repetidamente ao longo de toda a passagem. E repare: o paisagista Gilberto Elkis conseguiu esconder as raízes da trepadeira entre os volumes de buxinho e minirrosa.







 (Foto: Pedro Abude)

Extensão principal
Ligação entre a sala de estar e a varanda, a pérgola de ferro pintada de verde, de 3,50 x 2,50 x 7,70 m, protege a entrada principal da casa. Durante os dias de chuva, placas transparentes de policarbonato criam um abrigo seguro e iluminado para as visitas. O paisagista Leo Laniado escolheu a ipomeia-rubra para escalar a estrutura, que recebeu verniz náutico. A trepadeira perene, de fácil manejo, levou seis meses para formar uma sombra agradável na região. No entorno, moreia, papiro e orquídea-bambu.





 (Foto: Pedro Abude)
Com direito a cortina
Graças à proteção do extenso pergolado de cumaru, de 5,40 x 3,20 x 17,2 m, o canto de relaxamento dos moradores pode incluir mesa para refeições ao ar livre e até rede. “O segredo da sombra fresca durante todo o dia está no teto, protegido por uma camada de laminado temperado resistente a chuva e outra de bambu”, explica a paisagista Luciana Moraes, que assina o projeto com o arquiteto Leonardo Junqueira. Entre as tábuas de madeira, distantes 56 cm uma da outra, há outro alívio instantâneo para o calor: a trepadeira-jade, conduzida por fios de aço nos pilares de madeira, à dir. De inflorescência pendente, a espécie precisou de três anos para encobrir toda a área. Podas trimestrais garantem o lindo efeito esverdeado, a partir da primavera.



 (Foto: Pedro Abude)
Bambu aéreo
A pérgola suspensa, projetada pelo paisagista João Fausto, livra o terraço de pilares, que acabariam comprometendo a circulação da área. A estrutura flexível de bambu-mossô, de 2,40 x 4 m, executada pela Kanela Decorações é sustentada, na parte superior, por dois cabos de aço e chumbada na parede com tubos de ferro escondidos no interior do material. “A medida é essencial para a segurança dos moradores. Se o pergolado não for fixado corretamente, ele pode cair com a ação do vento”, explica Fausto. Dos dois vasos de cimento aramado, nas laterais, saem exemplares de maracujá-de-flor-vermelha, que devem formar uma barreira natural ao sol daqui a alguns meses.




O que saber antes de comprar
Ferro, madeira e bambu são os materiais mais usados em pergolados. A escolha doacabamento pode ser baseada no estilo do projeto. O ferro dá um visual mais sofisticado e precisa de menos cuidado com o passar tempo: a cada 10 anos pintura que o torne resistente aos efeitos do sol e da chuva. Contudo, a durabilidade tem o seu preço. Na serralheria Ferro & Fogo, por exemplo, um modelo de 3 x 3 x 3 m varia de R$ 4 mil a R$ 20 mil, de acordo com o tipo de ferro, espessura e desenho. O alumínio custa o dobro do ferro, com a vantagem de exigir menos cuidados e não enferrujar.
A madeira permite acabamentos variados. O efeito rústico pode ser obtido com a tora de eucalipto autoclavado – processo que evita o aparecimento de cupins – ou com a madeira de demolição. Um alerta: quando mal encaixado, o material pode empenar. Certifique-se de que a empresa contratada calculou corretamente as medidas e a madeira necessária para a obra. E, a cada seis meses, aplique um verniz próprio para áreas externas. Na Cobrire, uma pérgola de 3 x 3 x 3 m de eucalipto sai a partir de R$ 1.600.
Ecológico e leve, o bambu é indicado para modelos suspensos – de preferência, por cabos de aço. O revestimento não precisa de manutenção constante e, por ser oco, pode ser transportado com facilidade. Na medida 3 x 3 x 3 m, sai a partir de R$ 3.800 na Kanela Bambu. Qualquer que seja o material de sua escolha, lembre-se de chumbar a estrutura no piso ou na parede.