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Construir uma casa autossustentável pode envolver um investimento inicial mais alto, mas geralmente vale a pena a longo prazo, graças à redução das contas de energia e água.
Pensando nisso, os moradores dessa casa dos anos 80 resolveram reformá-la buscando aumentar a sua eficiência. Agora nela se produz a própria comida, energia e água, seguindo os preceitos da permacultura.


Geoff Carroll e Julie Young trabalham como consultores em uma empresa que ajuda clientes a lidarem com a hiper urbanização e mudanças climáticas e decidiram viver mais de acordo com essa filosofia de sustentabilidade. Começando pela casa onde vivem, para isso contrataram a CplusC Architectural Workshop para fazer essa renovação.
casa autossustentavel na austrália
O resultado dessa reforma, chama-se Aquas Perma Solar Firma, uma casa dominada por recursos sustentáveis.


Energia

casa-autossustentavel-interior
A casa teve seu número de quartos reduzidos de quatro para dois visando a criação de mais espaços abertos, permitindo maior entrada de luz solar, o gasto com iluminação reduziu drasticamente.

No interior, um pátio central permite a brisa natural para refrescar a casa no verão e fornece uma ligação visual constante à natureza e ao ar livre que muitos terraços internos da cidade carecem.
casa autossustentável interior

A energia elétrica é fornecida de forma limpa, por um sistema de geração de energia fotovoltaica de 3KW que alimenta a operação da casa e o carregamento do carro elétrico do casal.
A nova estrutura vazada da moradia permite maior performance térmica, ou seja, menos necessidade de controladores de temperatura artificiais, como ar condicionado. Outro fator de economia energética.
casa autossustentável escada

Água
Uma corrente afunila a água da chuva em um tanque subterrâneo que é usada para lavar roupa, descarga dos banheiros e para irrigação dos jardins. A água do banho, por sua vez, é aquecida por um sistema de aquecimento solar.

 
casa autossustentável patio interno


Comida

A casa também possui um sistema fechado de aquaponia para coleta de peixes, compostagem, uma fazenda de minhocas e um galinheiro trabalhando em harmonia com uma horta produtiva
Para quem não sabe, aquaponia é um ecossistema que envolve um tanque de peixes, em que a água do tanque, rica em bactérias e nutrientes provenientes dos excrementos dos animais, é utilizada como fertilizante para as plantas do jardim.
casa autossustentavel galinheirocasa autossustentavel sistema de alimentação
O pátio central virou uma pequena horta, onde foram instalados jardins verticais de forma a aproveitar o máximo de espaço e aumentar de forma inteligente a área verde da casa.
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Dia Mundial da Água
Próximo  22 de Março de 2019 (Sexta-feira)
Dia Mundial da Água é comemorado anualmente em 22 de março.
Esta data foi criada com o objetivo de alertar a população internacional sobre a importância da preservação da água para a sobrevivência de todos os ecossistemas do planeta.
Para isso, todos os anos o Dia Mundial da Água aborda um tema específico sobre este mineral de extrema e absoluta importância para a existência da vida.
A conscientização sobre a urgência da economia deste recurso natural é uma das principais metas desse dia.
A água limpa e potável é um direito humano garantido por lei desde 2010, de acordo com a Organização das Nações Unidas – ONU.
Dia Mundial da Água

Origem do Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi instituído pela Organização das Nações Unidas - ONU, através da resolução A/RES/47/193 de 21 de fevereiro de 1993, determinando que o dia 22 de março seria a data oficial para comemorar e realizar atividades de reflexão sobre o significado da água para a vida na Terra.
Neste mesmo dia, a ONU lançou a Declaração Universal dos Direitos da Água, que apresenta entre as principais normas:
  1. A água faz parte do patrimônio do planeta;
  2. A água é a seiva do nosso planeta;
  3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados;
  4. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos;
  5. A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores;
  6. A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo;
  7. A água não deve ser desperdiçada nem poluída, nem envenenada;
  8. A utilização da água implica respeito à lei;
  9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social;
  10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Atividades para o Dia Mundial da Água

Alunos, pais e professores podem aproveitar o Dia da Água para promover diversas atividades que auxiliem a conscientizar a população em geral sobre a importância da preservação da água, por exemplo:
  • Fazer uma peça de teatro sobre como seria a vida sem água;
  • Fazer desenhos sobre como as pessoas deveriam preservar melhor a água;
  • Fazer um vídeo mostrando alguns cuidados básicos que toda pessoa pode ter para ajudar a preservar a água;
  • Fazer um debate sobre as consequências da falta de água potável no mundo.

Frases para o Dia Mundial da Água

  • A água é fonte de vida para todos os seres.
  • A água é tudo para a vida.
  • Sem água não há vida.
  • Nós somos todos feitos de água.

Vídeo sobre a Água

Neste vídeo do Dia Mundial da Água você vai ver que o planeta Terra é constituído aproximadamente de 70% de água, no entanto, apenas 0,7% de toda essa água é potável, ou seja, adequada para o consumo humano:
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Novo Código Florestal pode aumentar o desmatamento na Amazônia
Amazônia - Um estudo apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo afirma que até 15 milhões de hectares de Floresta Amazônica podem perder a proteção legal por causa do novo Código Florestal. 

A área estimada é aproximadamente do tamanho do estado do Ceará.

O artigo, publicado nesta semana em uma revista científica estrangeira, é escrito por pesquisadores brasileiros e suecos. O estudo considera o novo Código Florestal, aprovado em 2012, para fazer a estimativa.Se o estado tiver mais de 65% dos territórios protegidos por unidades de conservação ou demarcações indígenas, os proprietários privados passam a poder desmatar até 50% das terras. Esse percentual antes era de 20%.

Pelos cálculos dos pesquisadores, se o artigo for implementado, de 7 a 15 milhões de hectares ficam desprotegidos e podem ser desmatados legalmente. A estimativa varia porque existem terras públicas ainda sem destinação específica. 

Caso essas áreas sejam protegidas, elas permitirão um maior desmatamento de terras privadas.Segundo o pesquisador da USP, Gerd Sparovek, a nova lei cria uma condição contraditória. Ao criar unidades de conservação, permite-se a expansão do desmatamento.
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Mata atlântica perdeu pelo menos 44% de mamíferos após colonização

A redução de fauna é relevante não só para quem está preocupado com a defesa dos animais, mas por causa dos serviços ecológicos que eles desempenham.

Desde 1500, ano em que portugueses desembarcaram no Brasil, a mata atlântica pode ter perdido 71% da fauna de mamíferos que vivia nela, transformando-a em uma floresta vazia. Em alguns regiões, como o Nordeste, as perdas de espécies pode ser ainda maiores, entre 85% e 90%. O estudo saiu nesta terça (25) no periódico Plos One.

Para chegar a esses valores, pesquisadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, avaliaram as informações de 105 estudos, a partir dos quais conseguiram construir 497 assembleias -conjuntos de diferentes espécies de animais que habitam uma mesma área.

+ País perde 6 universidades no pódio das mil mais prestigiadas do mundo

Em seguida, cruzaram essas informações com a base de dados da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) de distribuição de espécies, com a qual puderam determinar as localizações em que determinados animais habitam ou poderiam habitar.

A taxa de defaunação -ou seja, perda de fauna- encontrada foi de 71%, levando em conta um panorama pessimista. No cenário mais conservador, a perda fica em 44%. "O cenário em que eu particularmente acredito é o de 71%", diz Juliano Bogoni, pesquisador da USP, citando a robustez dos dados utilizados. "Mesmo se for 44% de perda é muito preocupante. Não documentamos nenhuma extinção para a mata atlântica como um todo, documentamos milhares de extinções locais."

A redução de fauna é relevante não só para quem está preocupado com a defesa dos animais, mas por causa dos serviços ecológicos que eles desempenham. Os mamíferos considerados no estudo são importantes por seus papéis reguladores de população e dispersores de sementes. Desse modo, o comprometimento de uma parte da fauna impacta o ambiente como um todo.

"Apesar de haver alguns lugares com cobertura florestal razoavelmente boa, as florestas estão vazias", afirma Bogoni. "A floresta está lá mas não tem mais os bichos ou tem animais de menor porte e mais generalistas."

Os mamíferos de médio e grande porte são as maiores vítimas, entre eles predadores marcantes da mata atlântica, como a onça-pintada e a onça-parda. De acordo com a pesquisa, o desmatamento, a fragmentação de áreas de floresta e a caça –todos já bastante conhecidos dos conservacionistas– favorecem a perda de espécies.

Segundo Bogoni, o tamanho e isolamento de fragmentos de mata atlântica –que hoje conta com apenas 12% da cobertura original– são fatores com importante impacto na defaunação. Regiões muito pequenas e isoladas, mesmo que ainda tenham cobertura vegetal, podem não ser suficientes para garantir a sobrevivência de espécies, devido, por exemplo, à baixa variabilidade genética a longo prazo.

Mas o que resta de mata atlântica são exatamente pequenas manchas, com menos de 50 hectares, muitas vezes isoladas de outras áreas de floresta e próximas a grandes centros urbanos, ou seja, altamente perturbadas por atividades humanas.

Por isso, as grandes áreas de proteção podem ser o caminho para evitar maiores perdas de fauna no que resta da mata. Bogoni cita a Serra do Mar, a Serra Geral (no sul do país) -as regiões com menores perdas do bioma- e o Parque Nacional do Iguaçu como bons exemplos com índices menores de defaunação.

A meta é evitar que a floresta fique ainda mais vazia, afirma Bogoni. As áreas mais conservadas são justamente aquelas legalmente protegidas. "Isso mostra que essas políticas públicas de conservação de grandes fragmentos são o que atenua a defaunação. É só nesses locais que vamos encontrar, com uma certa segurança, os bichos mais ameaçados. E somente lá que talvez, a médio e longo prazo, eles consigam prosperar", diz. Com informações da Folhapress.
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Parque do Pau Brasil é dica para ecoturismoLocalizado a 43 km do burburinho das praias de Porto Seguro (BA), o Parque Nacional do Pau Brasil deverá se firmar como novo atrativo turístico do Nordeste. Edital publicado no Diário Oficial da União prevê a concessão de serviços de apoio à visitação ao turismo ecológico, à interpretação ambiental e à recreação em contato com a natureza. A ideia é melhorar a infraestrutura do parque para que possa receber cada vez mais turistas e visitantes. O parque é um dos novos endereços para os fãs do ecoturismo.

Numa área de 190 km² preservada e incrustada entre os vilarejos de Arraial d’Ajuda e Trancoso – as duas joias da coroa desse pedaço do litoral baiano –, a unidade foi aberta à visitação há pouco mais de um ano e meio e tem grande significado. O parque foi criado em 20 de abril de 1999, em comemoração aos 500 anos do Brasil. É uma das mais importantes áreas protegidas da Mata Atlântica no sul da Bahia. Com titulação de reconhecimento mundial, pois está inserida na denominada Costa do Descobrimento, a região foi declarada Sítio do Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.

Parque do Pau Brasil é dica para ecoturismoEntre as atividades disponíveis para o visitante estão roteiros para grupos de observação de aves, mirantes, trilhas com deques de madeira para caminhadas e roteiros para pedaladas. No local é possível admirar uma infinidade de exemplares de árvores Pau Brasil, que a frota de Pedro Álvares Cabral deparou, em 1500, e hoje é raridade. A maioria ultrapassa os 40 metros de altura, e muitas podem ter até mil anos de idade. A unidade de conservação abriga, ainda, a nascente do rio da Barra, que também já foi chamado de Brasil pelos primeiros portugueses, referência cartográfica aos desbravadores europeus na nova colônia.

Lá dentro existem muitas opções, uma delas a Jaqueira, área localizada às margens do rio da Barra. O córrego apresenta águas calmas e de baixa profundidade, o que proporciona um banho agradável até para pessoas com necessidades especiais e que tenham algum tipo de limitação. O riacho é bastante raso e permite essa interação sem maiores dificuldades.
Os trilheiros encontram vários roteiros, dos difíceis aos fáceis, como a Trilha das Bromélias. Localizada na estrada do Pau Brasil e com apenas 540 metros de extensão, é uma amostra dos vários ambientes da Mata Atlântica de Tabuleiro, especialmente a mussununga (tipo de vegetação), naturalmente um jardim de bromélias e orquídeas, que finaliza na mata mais densa e árvores de grande porte.
Parque do Pau Brasil é dica para ecoturismo
O Parque Nacional do Pau Brasil pode ser visitado durante todo o ano. Há diversas opções de hotéis e pousadas em Porto Seguro, Arraial D’Ajuda e Trancoso. Porto Seguro é um dos maiores polos hoteleiros do Brasil, portanto, onde ficar não será problema.
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Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardimAmanda Shiffler

Como consumidores, várias pessoas estão constantemente à procura de formas de reduzir sua  "pegada" ambiental – reciclando, reutilizando, reaproveitando – em um esforço para ajudar mais o meio ambiente. Também há um tendência crescente de moradores que plantam seus jardins em casa para reduzir os impactos ambientais das substâncias químicas e para minimizar os resíduos químicos no produto. Dessa forma, faz sentido que as pessoas tenham criado ideias mirabolantes para reutilizar itens comuns em seus jardins.
Essas nove ideias maravilhosas reutilizam garrafas plásticas de uma forma criativa em seu jardim, evitando que elas sejam jogadas fora ou enviadas para reciclagem.
1. Mini estufa
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim
2. 
Plantas sensíveis, especialmente mudas, se beneficiam quando são cultivadas dentro de garrafas plásticas limpas. Corte o fundo de uma garrafa limpa e coloque a metade superior dela sobre a planta, empurrando ela no solo. Essa mini estufa ajudará a proteger a planta do frio, da chuva e dos ventos.

2. Alimentador profundo
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim

Você não precisa instalar um sistema de irrigação caro para regar suas plantas de forma automática. Abra/fure buracos nas laterais de uma garrafa plásticas grande e limpa, e enterre ela do lado de uma planta, deixando seu gargalo levemente para fora da superfície do solo. Preencha ela com água como necessário.
3. Regador
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim
Não há a necessidade de se comprar um regador se você tem uma garrafa plástica dando sopa. Limpe ela e use uma pequena broca para abrir buracos na tampa. Encha a garrafa com água, rosqueie a tampa de volta e você terá um regador artesanal.

4. Aspersor
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim
Abra ou perfure buracos nas laterais de uma garrafa plástica de dois litros vazia e limpa para criar um aspersor para jardim e quintal. Adicione uma extremidade fêmea para mangueira, um adaptador giratório fêmea e arruelas para mangueira para conectá-lo diretamente à sua mangueira de jardim.

5. Pegador de Fruta
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim

Alcançar galhos mais altos de árvores frutíferas ficou incrivelmente mais fácil com essa ideia. Abra um buraco na lateral da parte inferior de uma garrafa de 2 litros e encaixe um cabo na boca da garrafa. Deslize a fruta para dentro do buraco, puxe para baixo e assista pêssegos, peras e maçãs caírem facilmente dentro da garrafa.

6. Armadilha para vespas

Algumas fontes, como o State-By-State Gardening, encorajam que jardineiros deixem que vespas voem livremente pelo jardim para afastar outras pragas e aumentar a polinização. Mas se você não quiser correr risco e acabar levando uma picada, você pode fazer facilmente uma armadilha para vespas artesanal com uma garrafa plástica, usando uma faca e um grampeador. As vespas entram para chegar à solução, mas não conseguem sair.
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim

7. Pá plástica
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim
A jardinagem pode ser simplificada com algo tão simples quanto uma pá de jardim. Use ela para cavar os buracos para plantio ou para distribuir fertilizante pelas plantas. Pegue uma garrafa grande de vinagres, de detergente ou outro tipo de garrafa plástica resistente e corte cuidadosamente o fundo/laterais para criar uma pá.

8. Encher vasos de plantas

Os vasos de plantas podem ficar bem pesados se pedras/pedregulhos forem colocados para aumentar a drenagem. Para manter o vaso mais leve, facilitando assim sua movimentação, preencha o fundo dos vasos com garrafas plásticas limpas e vazias (fechadas com tampas) e adicione a terra até a altura desejada. Gardening Know How recomenda o uso de garrafas marcadas com a classificação 1, 2, 4 ou 5 de segurança.
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim


9. Vaso com garrafas penduradas
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim
Crie um jardim suspenso eclético reutilizando garrafas plásticas como vasos de plantas. Remova o fundo com uma faca afiada. Decore com fitas, faça furos para pendurar e coloque sua planta favorita.

Fonte: http://diyeverywhere.com
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Projeto Capital do Ipê vai plantar centenas de mudas na cidade até 2018Os amarelos começam a florescer em agosto: cor é símbolo da paz no trânsito.

A ideia é das melhores: plantar centenas de mudas em Brasília até o ano que vem e transformá-la, definitivamente, na Capital do Ipê. A cidade, que já é colorida pelas belas flores nesta época do ano, vai ganhar ainda mais cores em 2019, quando os primeiros ipês plantados, os brancos, devem começar a florescer.

Tudo começou no ano passado, quando foram plantadas 160 mudas de ipê branco no estacionamento 7 do Parque da Cidade, no espaço agora denominado Praça da Paz. A segunda etapa aconteceu no último fim de semana de julho, com a inauguração do Espaço da Cidadania e o plantio de 300 pés do amarelo na área atrás do Teatro Nacional, na Asa Norte. As outras duas (veja box) estão previstas para 2018.
A espécie roxa é a primeira a florescer: exuberância na cor que será tema da terceira etapa do projeto

A espécie roxa é a primeira a florescer: exuberância na cor que será tema da terceira etapa do projeto (Divulgação )Brasília possui, segundo a Novacap, mais de 150 mil ipês distribuídos nos canteiros entre os eixos e nas superquadras do Plano Piloto. No Distrito Federal, são cerca de 700 mil. As maiores concentrações na capital estão no Parque da Cidade, Setor Bancário Sul, Avenida das Nações e no Setor de Embaixadas. Por ano, são plantadas novas 10 mil mudas, além do cuidado permanente com as árvores já adultas. A época ideal para o plantio é a partir de novembro, quando começa o período da chuva. 

Para fazer esse trabalho, segundo Júlio Menegotto, presidente da Novacap, uma equipe de expedição que percorre 500 km entre os estados de Minas Gerais e Goiás, além de todo o DF, reunindo sementes de ipês que depois são limpas, separadas e classificadas para a produção de novas mudas. “A Novacap tem todo um trabalho em manter a arborização da nossa capital”, diz ele, reiterando que a Cidadania, cuja proposta é promover a paz e a segurança no trânsito, é “a segunda praça de ipês que a Novacap entrega, em parceria com a Rede Globo e o Correio Braziliense”. A escolha do amarelo é porque a cor se tornou símbolo da campanha de paz no trânsito, como a que foi realizada em maio deste ano.
A floração dos rosas deram um colorido especial à cidade em julho e início de agosto  (Marcelo Camargo/Agência Brasil/Fotos Públicas)
A floração dos rosas deram um colorido especial à cidade em julho e início de agosto
Para o diretor de marketing e comercialização dos Diários Associados-DF, Paulo Cesar Marques, “Brasília é a capital do ipê. A parceria institucional entre Correio Braziliense, Globo, Digital Group e GDF dá maior visibilidade a essa característica ímpar da  nossa cidade e contribui para a afirmação de uma identidade local muito evidente entre os brasilienses que admiram, registram e comemoram o florescer de tipos e cores de ipês por todos os lugares. Cada praça inaugurada é o resultado concreto de uma parceria vencedora”, afirma. 

Típicos do cerrado, os ipês levam em média três anos para florescer, o que acontece nos meses mais secos do ano, entre junho e outubro, com mais ênfase em agosto. Suas flores são uma espécie de termômetro para a secura da estação e quanto mais sol e calor, mais belas são suas flores. Normalmente, eles florescem de acordo com a cor, começando pelo roxo, seguido do rosa, amarelo, verde e branco, mas é possível ver mais de um florido ao mesmo tempo. São cerca de 20 anos até alcançar seu tamanho final, entre 4 e 20 metros de altura. Planta do gênero tabebuia – que em tupi quer dizer árvore de casca grossa –, ela é madeira de lei e por isso corre risco de desaparecer nas áreas de cerrado aberto.
Ipê branco com a Catedral de Nossa Senhora Aparecida ao fundo: cidade ganhou mais 160 mudas
Ipê branco com a Catedral de Nossa Senhora Aparecida ao fundo: cidade ganhou mais 160 mudas (Minervino Junior/CB/DA Press)O cerrado, aliás, tem muitas belezas e uma delas certamente é o ipê, que pode ser encontrado nesse bioma espalhado pela região central do Brasil, especialmente em Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Tocantins, e ainda na Bahia, Mato Grosso e Maranhão. Segundo especialistas, o ipê tem um importante papel no bioma. Com suas raízes longas, capta e armazena água nas profundezas do lenço freático e são suas flores que devolverão essa água armazenada à atmosfera. Além disso, as flores alimentam os bichos polinizadores que, mais fortes, vão ajudar a reflorestar os espaços devastados pelo fogo ou pelo desmatamento. Um fato curioso é que o ipê dá frutos, sim: depois de polinizadas as flores caem e em seu lugar nascem vagens com os frutos/sementes, que se transformarão em novas árvores ao caírem na terra.

As próximas etapas do projeto Brasília – Capital do Ipê estão previstas para o ano que vem. Serão mais duas praças: a do Respeito, com ipês roxos, no Taguaparque, em Taguatinga, e a do Amor (rosas), em Sobradinho.
Praça da Paz, no estacionamento 7 do Parque da Cidade: inaugurada em março deste ano (Marcelo Ferreira/CB/DA Press )
Praça da Paz, no estacionamento 7 do Parque da Cidade: inaugurada em março deste ano

AS 4 PRAÇAS DO PROJETO

 1 |  Praça da Paz (ipê branco)
Local: Parque da Cidade (estacionamento 7)
Tema: paz
Inauguração: março de 2016

2 |  Praça da Cidadania (ipê amarelo)
Local: atrás do Teatro Nacional
Tema: trânsito
Inauguração: julho de 2017 

3 |  Praça do Respeito (ipê roxo)
Local: Taguaparque
Tema: respeito
Inauguração: prevista para 2018 

4 |  Praça do Amor (ipê rosa)
Local: Sobradinho
Tema: amor
Inauguração: prevista para 2018 
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Como proteger a Amazônia?Pergunta rápida: para defender seu bichinho de estimação, do que, exatamente, você precisa?
Em primeiro lugar, penso eu, a gente terá que saber do que ele gosta, né?! Além disso, para que continue bem forte e feliz, será vital conhecer seus alimentos favoritos e, claro, a melhor hora para ele dormir, brincar e fazer pipi.
Bem… Vamos pensar, agora, numa coisa bem maior: ao invés das necessidades do seu animalzinho, o que teríamos de saber para cuidar da Amazônia, essa floresta linda, grandona e cheia de riquezas naturais e minerais, com um montão de bichos, flores e rios?
Nussa! Deve ser difícil, né?!
Segundo dois cientistas brasileiros, o general Guilherme Theóphilo e o professor Wanderley Souza, há mesmo muita coisa por fazer!
Afinal, essa região tão linda do Brasil – mas que também chega a outros oito países da América do Sul – enfrenta um tanto de problemas: desmatamento, narcotráfico, extração, garimpo, imigração e pesca ilegais, tráfico de armas e de animais silvestres, além de zilhões de infrações ambientais.

PODE UMA COISA DESSAS?

Não, não pode, mesmo! Por isso é que nós (alunos, professores, cientistas e todos os outros cidadãos brasileiros) precisamos conhecer a Amazônia, para, então, protegê-la. Não há outra saída!
“A região amazônica tem grande diversidade de condições e possibilidades de respostas. A verdade é que existem várias Amazônias dentro da Amazônia”, conta, bem preocupado, o general Guilherme Theóphilo, que coordena um tantão de pesquisas, justamente, para conhecer melhor as características e as necessidades da floresta.
Com uso de helicópteros, laboratórios etc., centenas de cientistas brasileiros se espalham pela Amazônia para compreendê-la melhor. Triste saber, porém, que todos eles não veem só coisa bonita, não. Sabe o que há por lá, também, além de árvores e peixes?
Lixões! Não dá para acreditar, né?! “Outro problema é a busca das empresas por riquezas minerais como o Nióbio [Que tal procurar algo mais, na web, sobre esse elemento da tabela periódica? Você vai ver que muita gente está atrás dele!]”.

O QUE FAZER, ENTÃO?

Para proteger a Amazônia, em primeiro lugar, é preciso estudar muito o seu “jeitinho” de ser!
Para isso, os cientistas lutam para que mais e mais gente vá estudar a região. Atualmente, além de professores e pesquisadores, há militares por conta, somente, de conhecer as características da floresta.
Além disso, segundo o general Guilherme Theóphilo, é sempre importante responder a uma lista de perguntas importantes: “Como chegar à Amazônia? Como me manter por lá, e por quanto tempo? Outra coisa: como obter águaluz e comunicação?”.
Já segundo o professor Wanderley Souza, não tem como proteger essa floresta linda sem um programa, bem planejadinho, que atraia centenas e centenas de cientistas – que, por sua vez, precisam de se formar em bons cursos e universidades, né?!
“Importante lembrar que a gente também tem que melhorar a infraestrutura básica de laboratórios”, explica Wanderley, antes de dizer que também é preciso de conversar muito (e muito e muito e muito!) sobre o assunto, assim como de trocar ideias e esforços com cientistas de outras dezenas de países.
MAURÍCIO GUILHERME SILVA JR