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7 de jul de 2017

Tanchagem a melhor erva curandeira

Tanchagem a melhor erva curandeira

Tanchagem a melhor erva curandeiraA tanchagem é uma das plantas que se pode encontrar em qualquer jardim, beira de estrada, meio de campo ou até nos seus vasos plantados. Suas sementes voam, se espalham pelos passarinhos, e surge essa que é, talvez, uma das ervas mais medicinais de todas as plantas. As diversas tanchagens - medicinais e comestíveis Tanchagem é o nome dado no Brasil a algumas das espécies do gênero Plantago. 

Especialmente são tanchagens aquelas que apresentam a característica das 7 veias na folha - as mais usadas - mas, é preciso saber que o gênero Plantago tem 158 espécies confirmadas. São diversas as tanchagens que se conhecem, e usam, tanto como medicinais quanto como comestíveis - em cada região do mundo esta planta surge com características diferenciadas. Não há comprovação absoluta mas, a experiência me diz que, em cada lado se usam as tanchagens, de diferentes espécies, para curas similares, desde que tenham as tais 7 veias na folha. No Chile esta planta é conhecida como Siete Venas o Llantén e também diferenciam nas formas maior, média e menor. 

Ressalto aqui 4 espécies, das mais conhecidas: Plantago maior, P. lanceolata, P. ovata, P. tomentosa e as fotos que possibilitam sua diferenciação de forma simples. 
Tanchagem a melhor erva curandeira


A Plantago ovata também é conhecida como Psyllium. Suas sementes são usadas para chás curativos que tratam colesterol alto e prisão de ventre. Sobre outras Plantago com sete veias se informam, em diversas fontes, propriedades antiinflamatórias, antibacterianas, cicatrizantes, depurativas do sangue, estimulantes do sistema imunológico. 

 Em tempos antigos, em cada lugar, as tanchagens sempre foram acrescentadas aos emplastros curativos de feridas, para baixar a febre, retirar toxinas de picadas e mordidas de animais peçonhentos, incluindo picadas de cobra. Propriedades curativas das tanchagens.

Estas plantas são poderosos antimicrobianos, anti-inflamatórios e analgésicos - o princípio ativo responsável pela maior parte dessas funções é a aucubina. Esta planta também tem uma alantoína específica que ajuda na regeneração da pele. São plantas conhecidas por suas propriedades adstringentes, emolientes e fluidificante de catarros tanto no trato respiratório quanto no sistema digestivo - assim, é uma planta muito útil em estados gripais, diarréias e outras dificuldades resultantes de resfriamento ou viroses. É uma planta de efeito emoliente moderado por efeito da mucilagem da erva. 
Tanchagem a melhor erva curandeira
Plantago lanceolata 


As folhas das Plantago são ricas em cálcio e outros minerais e vitaminas mas, especialmente, são ricas em vitamina K sendo seu uso muito promissor no tratamento de cortes e feridas sangrantes, que ajudam a conter. As folhas tenras são agradáveis quando consumidas, frescas, em saladas e, as mais velhas, ficam melhor cozidas em sopas ou refogados. Como reconhecer se a planta é tanchagem Sim, tanchagem há em qualquer lugar e, por isso mesmo, é super importante que você saiba reconhecê-la, para não coletar outra planta qualquer, o que poderá ser, até, perigoso para sua saúde. As tanchagens não possuem caule algum - soltam uma roseta de folhas acima do solo e, no centro destas, um caule com sementes, ou flores pequeninas. Lembre-se que todas têm as tais 7 veias que as diferenciam de outras ervas semelhantes no formato.  

As folhas novas são mais suaves ao paladar mas, as folhas maduras, mais velhas, são mais ricas em fitoquímicos específicos. Nunca colha, para fins medicinais ou alimentares, tanchagem ou qualquer outra planta que se encontre em local poluído, em beira de ruas e estradas, em praças públicas urbanas ou perto de áreas agrícolas que usam agrotóxicos em seus cultivos, Essas recomendações são para a preservação da tua saúde afinal você não vai querer tomar um caldo de veneno junto com planta tão benéfica. 

 Indicações de uso da tanchagem 

Queimaduras Aplicar imediatamente, sobre a queimadura, um emplastro de folhas de tanchagem mascada (sim, com seus dentes e saliva) e cobrir com uma bandagem de folhas frescas. A continuidade do tratamento deverá ser feita com uma pomada de tanchagem cuja receita você pode ver mais abaixo. 

Cortes e feridas abertas Para parar o sangramento de cortes novos, aplique uma compressa de folhas de tanchagem esmagadas, ou mascadas, ou maceradas sobre a ferida que antes foi lavada com chá de tanchagem ou tintura diluída (1 colher de sopa em um copo de água). Desta forma, se evitará infecções e promoverá a cura. Furúnculos e acne Com um cotonete molhado em tintura de tanchagem, aplique sobre as lesões. Se preferir, use a pomada de tanchagem. A tintura tem o benefício adicional de secar a região, razão pela qual você deverá usar só uma gotinha. Para úlceras na boca Faça bochechos e gargarejos, 3 a 4 vezes ao dia, com 2-3 colheres de sopa de chá de tanchagem ou então, dilua 1 colher de sopa de tintura em um copo de água. Para dor de garganta/infecção Gargareje com chá de tanchagem ou tintura diluída. Ponha 5-10 gotas de tintura debaixo da língua e ingula lentamente. 

Caspa e outros problemas no couro cabeludo Aplique chá de tanchagem no couro cabeludo e lave normalmente depois de uma hora. Para picadas venenosas de insetos, aranhas, lagartas ou cobras Aplique imediatamente um cataplasma de tanchagem, e, em seguida, lavar a área com chá da planta. Continue aplicando folhas maceradas, de tanchagem, até que a dor pungente desapareça. Segundo o conhecimento popular de séculos, a tanchagem “puxa” o veneno para fora do corpo, por isso se coloca o cataplasma e, em seguida, se lava o local com o chá. 

 Para queimaduras solares 

Aplique um cataplasma fresco de tanchagem. Lave a área com o chá e aplique a pomada da planta. Para melhorar a função hepática e renal Beba 1-2 copos de chá de tanchagem todos os dias. Para alívio da inflamação gastrointestinal Tome a tintura sob a língua ou beba chá de tanchagem. 

 Para resfriado, gripe e infecções respiratórias Tome tintura de tanchagem sob a língua (15 gotas) ou beba o seu chá, quente, adoçado com mel. Como se faz o macerado de tanchagem Você pode usar um pilão ou morteiro para macerar as folhas, também pode usar as palmas das mãos para conseguir o mesmo efeito. 

Mas, se o ferimento a ser tratado é o teu, então o melhor é mesmo você mastigar as folhas que, assim, soltam seus princípios curativos e os misturam com a saliva que é, também, antisséptica e cicatrizante.

18 de abr de 2017

Manjericão uso e propriedades

Manjericão uso e propriedades

Manjericão uso e propriedadesO manjericão, também conhecido como alfavaca ou ainda basílico, é uma planta usada na alimentação. 

De nome científico Ocimum basilicum, essa é uma planta herbácea anual da família das mentas, com aproximadamente 150 variedades. 

As propriedades delas, no entanto, são muito semelhantes. A variedade consumida popularmente no Brasil pode alcançar 45 cm de altura, além de 30 cm de amplitude.

Originário da Índia, Oriente Médio e Região Mediterrânea, o manjericão, atualmente, é cultivado em todo o mundo. Na Índia, a planta é sagrada e comumente cultivada em templos, além disso, para os gregos e romanos antigos, a planta tinha poderes de reconciliação.

Propriedades e benefícios

A planta possui alguns benefícios quando usada para fins medicinais. O aroma da planta é derivado do óleo essencial anetol – também constituinte do anis -, além de outros componentes que o dão como característica o forte aroma. O manjericão é fonte de betacaroteno, cálcio, vitamina C, A e K, além de luteína, criptoxantina e xanthins.

Pode ser usada no combate ao câncer, envelhecimento precoce da pele, tratamento de tosse, catarro, feridas, problemas no estômago, falta de apetite, gases, aftas, dores de garganta, rouquidão, amigdalite, náusea, verruga, prisão de ventre, cólica, ansiedade, insônia, enxaqueca e picadas de inseto.

Entre suas propriedades, estão sua ação como antiespasmódico, digestivo, vermífugo, antibacteriano, adstringente, cicatrizante, anti-inflamatório, desinfetante, diurético e estimulante do fígado. Pode ser usado ainda no alívio de inflamações dos brônquios, vertigens, insônias derivadas de nervosismo e ansiedade, depressão e perda de memória.

Como consumir?

O alimento é muito usado no preparo de pratos na culinária com suas folhas frescas. Além de ser usado em muitas receitas quentes e saladas, pode ser usado como condimento, em pratos de massa, omeletes, sopas, entre muitas outras formas. No entanto, para aproveitar seus benefícios, você pode ainda preparar o chá ou usar na forma de banho – com o mesmo chá, mas feito em proporções maiores.

Chá de manjericão

O chá de manjericão deve ser feito com a proporção de uma caneca de água para cada 10 folhas de manjericão. Leve a água ao fogo e ferva. Quando alcançar fervura, coloque a água sobre as folhas, tampe e deixe descansar por, aproximadamente, dez minutos. Coe e consuma em seguida.

Contraindicações e efeitos colaterais

Entre os efeitos colaterais encontramos reações alérgicas diagnosticadas em pessoas com predisposição para ter alergias. O consumo é contraindicado para mulheres gestantes, mulheres em fase de lactação e crianças com menos de 12 anos.

13 de mar de 2017

Ervas afrodisíacas com aroma intenso e penetrante

Ervas afrodisíacas com aroma intenso e penetrante

Alfazema 

Estas plantas têm um aroma intenso e penetrante.

Devido às suas características picantes e estimulantes, umas mais que outras, quando ingeridas produziam uma sensação nova mas agradável de euforia que induzia o desejo amoroso. Por essa razão foram consideradas afrodisíacas e proibidas noutros tempos.

Hoje em dia a sua utilização é comum e essencial para a cozinha de todas as regiões do mundo e as suas propriedades afrodisíacas, muitas por sugestão, já não assustam mas até agradam.

No campo ou num jardim perfumam o ar com os seus aromas profundos. Adicionadas aos cozinhados e saladas activam o sabor dos ingredientes e tornam os pratos mais interessantes e exóticos. Em chás, infusões, banhos e óleos as suas propriedades terapêuticas e estimulantes são libertadas proporcionando uma sensação de bem-estar físico.

Açafrão - Especiaria estimulante utilizada em pó de cor amarela ou vermelha. Na Ásia é empregada para tingir tecidos. Adiciona-se ao arroz e ao marisco para dar uma cor amarela e um sabor delicioso.

Alfazema – planta de aroma muito agradável, afrodisíaca cujas sementes são utilizadas para perfumes e sabonetes. As sementes adicionadas à sopa realçam o seu sabor, mas devem ser retiradas antes de servir.

Anis – Tem um sabor forte e interessante. Quem não gosta, não gosta mesmo. As sementes são utilizadas para xaropes, bolos e licores. O licor de anis era utilizado para estimular sexualmente.

Baunilha – o extracto de baunilha serve para bolos, gelados, café e chocolate. Tem um sabor e cheiro doce e quente e há quem goste de perfumar o corpo ou a roupa com a sua essência.

Canela – Ligeiramente picante e agradável, a canela é utilizada em pó ou em pau para doces, cafés, chás e no caril. Chá de canela é bom para as dores de menstruação.

Cravinho – Especiaria perfumada e picante que alivia a dor e é utilizada na Ásia e América do Sul para dar um toque mais exótico aos cozinhados.

Gengibre – Raiz de sabor forte e perfumado que induzia amantes. Pode ser consumida em pó nos bolos e cozinhados exóticos. Em chá ou mesmo fresco, como na cozinha japonesa, serve como digestivo.

Hortelã – planta silvestre de sabor fresco a menta óptimo para bebidas e chás e para temperar carnes e sopas. Nalguns países árabes e do Norte de África serve-se num chá açucarado. Na idade média servia para estimular cavalos.

Louro – uma ou duas folhas acrescenta um sabor mais interessante aos pratos de carne, em particular borrego. Para os Romanos o louro era considerado um símbolo de virilidade e os soldados usavam-no em coroas.

Manjericão – Com um aroma suave e delicioso as folhas podem se utilizadas em saladas, especialmente com tomate. Existem cultos muito antigos relacionados à paixão e fertilidade e ainda hoje em Portugal existe a tradição das raparigas solteiras porem um manjerico (que tem folhas mais pequenas) à janela no dia de Santo António.

Orégão – Perfumado e intenso é ingrediente essencial na cozinha mediterrânica pois intensifica o sabor de carnes e legumes. Tem características sensuais especialmente quando misturada com a água do banho.

Pimenta – estimulante natural, que aquece e provoca ligeira euforia. Acrescenta sabor e picante a quase todos os pratos e quando cheirado dá comichão no nariz e vontade de espirrar.

Salsa – fresca de sabor e cheiro, pode-se comer fresca ou adicionar a cozinhados de carnes ou alguns legumes juntamente com alho. Combina muito bem com cogumelos. Tem umas folhas suaves que são ideais para cócegas e carícias. Antigamente era associada a bruxarias.

Salva – as folhas são utilizadas para temperar carnes de sabor forte. Fresco ou seco tem um cheiro e sabor intenso e interessante. Na Grécia antiga acreditavam que um chá de salva aumentava a fertilidade. As suas folhas secas penduradas afastam insectos.

Tomilho – um ótimo tempero para carnes e para o azeite. Tem um cheirinho fresco e estimulante mas é ligeiramente amargo de sabor. Também se pode beber em chá e é bom para a tosse.

15 de ago de 2016

Ervas e temperos em vasos

Ervas e temperos em vasos

Ervas e temperos em vasosTer o privilégio de colher folhinhas frescas de orégano, alecrim, salsinha ou manjericão diretamente da horta é o sonho de consumo de muita gente. 
Espalhadas pelo jardim de casa ou até mesmo em vasos num cantinho da varanda ou do quintal, as ervas aromáticas formam um intenso caldeirão de aromas e sabores, capaz de dar um toque especial aos mais variados pratos.
De cultivo aparentemente fácil, as especiarias também tem lá os seus segredos. Por isso, veja, a seguir, sete dicas infalíveis para plantá-las sem erro.
Localização
Condição sinequa non para o desenvolvimento das ervas aromáticas, a localização do jardim deve ser o primeiro item a ser levado em consideração na hora do seu cultivo. A dica é escolher uma área que receba sol durante cinco horas por dia. A exposição solar é a chave para que a produção das ervas dê certo. Por isso, o lugar escolhido deve ser o mais ensolarado possível.

Plantio
Os temperos precisam de um solo solto e poroso para se desenvolver. Em canteiros, a terra deve ser preparada com 20 cm de profundidade para que fique bem fofinha. Para cada metro quadrado, a dica é colocar cinco quilos de areia e cinco de composto orgânico.

Já em vasos, os cuidados com o plantio são outros. Vale a pena optar por recipientes com furos para promover o escoamento da água. Em seguida, forrá-lo com uma camada fina de argila expandida ou brita ou cacos de telha também são opções – para evitar que a terra se encharque. Feito isso, basta colocar uma manta de drenagem e uma camada de areia grossa para escoar a água das regas e, em seguida, a terra no restante do vaso. Não esqueça de colocar areia no pratinho, pra evitar o acumulo de agua e possibilitar a proliferação de mosquitos e pernilongos, ajude a combater a dengue!
Tamanho dos vasos e jardineiras
Antes de plantar, saber o tamanho que os temperos ficarão é fundamental. A maioria das espécies fica bem acomodada em vasos de 15 cm altura. No entanto, se não houver esse tipo de informação sobre as ervas plantadas, recipientes com, pelo menos, 20 cm de altura são a melhor opção para que as raízes se desenvolvam livremente.
Estude as espécies
Antes de colocar a mão na terra, estudar as características das espécies selecionadas é fundamental para composição do jardim. Um exemplo é a hortelã que deve estar preferencialmente em um vaso exclusivo, sem outros cultivares, pois suas raízes se espalham rapidamente. Por isso, na hora do plantio, a distância melhor entre as mudas é de, geralmente, 20 cm. Em vasos pequenos, é aconselhável não plantar mais de duas mudas.
Regas
Erro comum e, muitas vezes fatal para o desenvolvimento dos temperos, a irrigação em excesso deve ser sempre evitada. A melhor medição para as regas é o famoso “dedômetro”, ou seja, colocar o dedo na terra (o ideal é mergulhá-lo em três centímetros de profundidade) para averiguar se ela está úmida ou seca. Outra dica é ficar de olho nas estações. Durante o verão, as regas devem ser feitas com mais frequência, de preferencia no final do dia, para evitar que a água queime as folhas. Já no inverno, por não haver muita evaporação, logo pela manhã.

Poda
Fundamental para prevenir a presença de pragas e doenças, a poda deve ser feita com uma tesoura, cortando cerca de cinco centímetros das pontas para que as ervas voltem a brotar.

Pragas e outras doenças
Para combater pragas e outras doenças que estejam impedindo o crescimento saudável das plantas, a melhor solução é afofar a terra a cada quinze dias. Dessa forma, as raízes ganham espaço para crescer, tornando a planta mais resistente a agressões externas. Além disso, vale a pena optar por herbicidas e inseticidas e ter cuidado na hora de aplicá-los. A dica é colocá-los sobre as folhas doentes durante o fim da tarde ou à noite, pois a incidência do sol sobre as folhas pode queimá-las.

Receitas naturais para combater algumas das pragas mais frequentes:
Extrato de fumo com pimenta contra lagartas
Todas são muito vorazes e algumas têm hábito noturno. Para espantá-las pulverize extrato de fumo com pimenta sobre as lagartas. 
Veja como fazer:
Numa garrafa de 1 litro, misture 50 g de fumo de rolo picado e pimenta malagueta.

Complete com água e deixe repousar por uma semana. Dilua em 10 litros de água e pulverize.
Controle de lesmas
Apresentam o corpo mole e segmentado. Quando se deslocam, deixam para trás um rastro de substância viscosa e brilhante.
A solução é a catação manual. 
Veja como fazer:

 Use iscas de pão embebido em leite ou cerveja e coloque-as perto da planta que precisa de proteção. As lesmas virão até as iscas, simplificando a catação manual.
Sabão e fumo contra cochonilhas
As cochonilhas são insetos sugadores com ou sem carapaça, que retiram os açúcares da seiva. Elas vivem em colônias e não têm asas. A solução é pulverizar com calda de sabão e fumo. Se as cochonilhas apresentarem carapaça, acrescente óleo mineral à calda.
Veja como fazer: 
Pique 10 cm de fumo de rolo e 50 g de sabão de coco ou neutro, junte 1 litro de água morna e misture bem. Deixe curtir por cerca de 24 horas. Coe e pulverize as plantas atacadas.

26 de fev de 2016

Arruda a erva com fama de protetora

Arruda a erva com fama de protetora

Arruda a erva com fama de protetora

Não é fácil determinar quando surgiu a fama da arruda (Ruta graveolens) como erva protetora. 

O que se sabe é que em culturas muito antigas, são encontradas referências sobre seus poderes contra as "más vibrações" e seu uso na magia e religião. 

Na Grécia antiga, ela era usada para tratar diversas enfermidades, mas seu ponto forte era mesmo contra as forças do mal. Já as experientes mulheres romanas costumavam andar pelas ruas sempre carregando um ramo de arruda na mão - diziam que era para se defenderem contra doenças contagiosas mas, principalmente, para afastar todos os males que iam além do corpo físico (e aí se incluíam as feitiçarias, mau-olhado, sortilégios, etc.). 

Na Idade Média - época em que acreditava-se que as bruxas só poderiam ser destruídas com grandes poderes como o do fogo - a arruda reafirmou sua fama, pois seus ramos eram usados como proteção contra as feiticeiras e, ainda, serviam para aspergir água benta nos fiéis em missas solenes. O uso desta planta nas práticas mágicas do passado é impressionante. Em todas as referências pesquisadas, encontrei receitas que empregam a arruda como ingrediente. 

William Shakespeare, na obra Hamlet, se refere à arruda como sendo "a erva sagrada dos domingos". Dizem que ela passou a ser chamada assim, porque nos rituais de exorcismo, realizados aos domingos, costumava-se fazer um preparado à base de vinho e arruda que era ingerido pelos "possessos" antes de serem exorcizados pelos padres. 

A fama atravessou séculos e fronteiras: no tempo do Brasil Colonial a arruda podia ser vista com freqüência, repetindo a performance dos tempos antigos, só que desta vez, associada aos rituais africanos. 

Numa famosa pintura intitulada "Viagem Histórica e Pitoresca ao Brasil, o artista Jean Debret retrata o comércio da arruda realizado pelas escravas africanas. O galho de arruda era vendido como amuleto para trazer sorte e proteção. E não eram apenas as escravas que usavam os galhinhos da planta ocultos nas pregas de seus turbantes - as mulheres brancas colocavam o galhinho estrategicamente escondido nos seios. Outro fator teria reforçado o valor da arruda naquela época: a infusão feita com a planta era usada como uma espécie de anticoncepcional e abortivo. 

Medicinal, com reservas 

Também conhecida como arruda-dos-jardins, arruda-fedorenta ou ruta-de-cheiro-forte, a arruda é uma representante da Família das Rutáceas. É uma planta considerada sub-arbustiva ou herbácea, lenhosa, que apresenta caule ramificado, pequenas folhas verde-acinzentadas e alternadas. 

As flores também são pequenas e de coloração amarelo-esverdeada. Originária da Europa, mais especificamente do Mediterrâneo, a arruda se dá muito bem em solos levemente alcalinos, bem drenados e ricos em matéria orgânica. A planta necessita de sol pleno pelo menos algumas horas por dia. Sua propagação se dá por meio de estacas ou sementes. 

Trata-se de uma planta muito resistente que, se atendidas suas necessidades básicas de cultivo, dificilmente apresentará problemas. A colheita normalmente pode ser feita cerca de 4 meses após o plantio. 

Quanto às propriedades medicinais da arruda é interessante, antes de prosseguir, fazer uma observação: há séculos, divulga-se que a planta apresenta propriedades muito ligadas ao desejo sexual masculino e feminino, mas de formas diferentes: seria um anafrodisíaco (ou anti-afrodisíaco) para os homens e um excitante para as mulheres. 

Ainda não foi possível comprovar a veracidade dessas indicações, entretanto, nos escritos (datados de 1551) de Hieronymus Bock, considerado um dos primeiros botânicos da história, havia a recomendação para que monges e religiosos ingerissem a arruda, misturada aos alimentos e às bebidas, para garantir a pureza e castidade. A verdade é que esta planta era realmente muito abundante nos jardins dos mosteiros. 

ma substância chamada rutina é a responsável pelas principais propriedades da arruda. Ela é usada para aumentar a resistência dos vasos sanguíneos, evitando rupturas e, por isso é indicada no tratamento contra varizes. Popularmente, seu uso é indicado para restabelecer ou aumentar o fluxo menstrual e, também, para combater vermes. Como uso tópico, o azeite de arruda, obtido com o cozimento da planta, é aplicado para aliviar dores reumáticas. Seu aroma forte e característico, detestado por muita gente, é considerado um ótimo repelente, por isso a arruda é colocada em portas e janelas para espantar insetos. 

A arruda é, ainda, muito usada na medicina popular para aliviar dores de cabeça e, segundo os especialistas, isso pode ser explicado porque ela apresenta um óleo essencial que contém undecanona, metilnonilketona e metilheptilketona. Todas essas substâncias de nomes complicados possuem propriedades calmantes e, ao serem aspiradas, aliviam as dores e diminuem a ansiedade. 

Apesar das propriedades medicinais conhecidas há séculos, o uso interno desta planta é desaconselhado pois, em grande quantidade, a arruda pode causar hiperemia (abundância de sangue) dos órgãos respiratórios, vômitos, sonolência e convulsões. O efeito considerado "anticoncepcional" na verdade é abortivo, pois provém da inibição da implantação do óvulo no útero, sendo que a ingestão da infusão preparada com a arruda para esta finalidade é muito perigosa e pode provocar fortes hemorragias. 

Por incrível que pareça, a arruda também teve muita aplicação na culinária: suas sementes e folhas eram usadas para enriquecer saladas e molhos, em virtude das boas doses de vitamina C contidas na planta. Seu uso era considerado uma defesa contra o escorbuto. Além disso, a planta também servia para aromatizar vinhos. 

No sul da Europa, as raízes da arruda eram adicionadas a um tipo de bebida chamada "grappa", para funcionar como um licor digestivo. 

16 de fev de 2016

Como plantar erva-dos-gatos

Como plantar erva-dos-gatos

Como plantar erva-dos-gatos

Erva-dos-gatos, erva-de-gato ou erva-gateira

A erva-de-gato, erva-dos-gatos ou erva-gateira (Nepeta cataria), é uma planta que deve seu nome ao fato de atrair gatos quando esfregada ou cortada. 

A substância nepetalactona presente na planta provoca um estado de euforia em aproximadamente 80% dos gatos domésticos, bem como em alguns outros felinos como leopardos e tigres. Em humanos não provoca qualquer efeito notável, e as folhas e ramos jovens podem ser usados como tempero ou como chá. Seu sabor e aroma é similar ao das mentas ou hortelãs. A planta pode ultrapassar a 1 m de altura, embora geralmente seja menor quando cultivada. Suas flores flagrantes são brancas, rosadas ou lilases, e são uma boa fonte de alimento para abelhas.

Clima
O erva-dos-gatos cresce melhor na faixa de temperatura que vai de 4°C a 21°C, embora possa suportar temperaturas mais baixas ou mais altas.

Luminosidade

Esta planta se desenvolve melhor com pelo menos algumas horas diárias de luz solar direta.

Solo
Pode ser cultivada em praticamente qualquer tipo de solo, desde que seja bem drenado. Os melhores resultados são obtidos em solos arenosos moderadamente férteis. Esta planta também é bastante tolerante quanto ao pH do solo.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo úmido nos primeiros meses, mas sem que fique encharcado. Plantas bem desenvolvidas podem ser irrigadas com mais parcimônia. O excesso de água no solo pode prejudicar estas plantas.

Plantio

Semeie no local definitivo da horta ou em sementeiras e outros recipientes, e transplante cerca de 1 mês após a germinação, que leva normalmente uma ou duas semanas, mas também pode ser demorada e irregular. As sementes, que são pequenas, não devem ficar a mais do que 0,5 cm de profundidade no solo. Alternativamente, as sementes podem ser deixadas na superfície do solo, sendo cobertas apenas por uma leve camada de terra peneirada ou de serragem.

A erva-dos-gatos também pode ser propagada por divisão de plantas bem desenvolvidas ou por estaquia, usando os ramos mais jovens de uma planta bem desenvolvida.

O espaçamento entre as plantas pode ser de 30 a 60 cm. A erva-dos-gatos também pode ser mantida facilmente em vasos e jardineiras grandes.

Tratos culturais

Retire plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.
Plantas intactas normalmente não atraem os gatos, mas plantas que foram cortadas ou tiveram suas folhas esfregadas podem ser destruídas pelos felinos. Assim, esta planta pode necessitar de proteção contra os gatos, especialmente quando ainda está pouco desenvolvida.



Colheita

As folhas e ramos podem ser colhidos quando necessário em plantas que atingiram pelo menos 20 cm de altura. As folhas são mais aromáticas quando ocorre a floração. Embora possam ser secos para serem armazenados por longos períodos, o aroma e o sabor são mais intensos em folhas e ramos frescos. O efeito sobre os gatos também é maior com a erva fresca.

15 de jan de 2016

Teste com cannabis provoca morte cerebral

Teste com cannabis provoca morte cerebral

Teste com cannabis provoca morte cerebralFrança -Teste com medicamento a base de 'cannabis' provoca morte cerebral.

Testes com a droga foram suspensos e todos os voluntários que participaram dos experimentos foram chamados de volta.

 Uma pessoa sofreu morte cerebreal e outras cinco ficaram gravemente doentes após participarem de um experimento no oeste da França para testar uma nova droga para um laboratório não identificado, informou o Ministério da Saúde da França nesta sexta-feira. O ministério não detalhou qual seria a aplicação do medicamento, mas uma pessoa com conhecimento da situação disse que o medicamento era um analgésico a base da cannabis.

O ministério afirmou que seis voluntários em Rennes, na Bretanha, estavam em bom estado de saúde até tomarem uma medicação oral desenvolida por uma "laboratório europeu".

O britânico GW Pharma, que negocia um tratamento derivado de cannabis aprovado para espasticidade causada por esclorese múltipla, disse que não tinha envolvimento com o teste.

“O teste foi conduzido por um estabelecimento privado especializado em realizar experimentos clínicos”, disse o ministério francês em comunicado.
A pessoa que sofreu morte cerebreal fora levada a um hospital de Rennes na última segunda-feira. Outros pacientes foram hospitalizados nesta quarta e quinta-feiras.

Todos os testes com a droga foram suspensos e todos os voluntários que participaram dos experimentos foram chamados de volta.

Uma porta-voz da Agência Europeia de Medicamentos, em Londres, disse que a entidade não tinha detalhes sobre o caso, mas está monitorando a situação.
A erva arrebenta cavalo

A erva arrebenta cavalo

A erva arrebenta cavalo(Solanum aculeatissimus, Jacq. Solanum agrarium, Sendt.). 

A planta denominada arre-benta-cavalo, que também se chama melancia-da-praia, em Pernambuco; babá, na Bahia e mingola, em Alagoas, é uma erva espinhosa, de haste e folhas cheias de espinho. 

Os seus ramos atingem 50cm. Tem folhas pecioladas, lobadas, relativamente grandes. As flores são reunidas em pequenos grupos, formando estrelas de cor verde-amarela. Os frutos têm formato esférico ou algo achatado na base. Nascem aderentes aos cálices, e são de cor clara e marcados com estrias verde-escuras. 

O fruto maduro é amarelo ou verde, e encerra uma substância branca, prateada e semi-esponjosa de sabor muito doce, e muitas sementes reniformes. Afirmam alguns autores que a casca também é comestível, acrescentando que se o fruto contém princípios tóxicos, estes devem existir nas sementes. “Os cavalos, quando comem os frutos, morrem; e as vacas, se não morrem, transmitem pelo leite todas as propriedades tóxicas” (Meira Pena). 

Deriva-se daí o seu nome popular de arrebenta-cavalo. Em medicina é empregada externamente, tendo a virtude de fazer desaparecer os panos (manchas) da pele, sendo também aplicada contra a urticária. Somente os frutos da planta é que são utilizados em medicina.

24 de set de 2015

Mentrasto e seu uso

Mentrasto e seu uso

O mentrasto é uma planta de cunho medicinal pertencente à família das Compositae, com origem no continente da América do Sul, mas comum no Brasil, e bastante eficaz no tratamento de dores nas articulações.


Seu nome científico é Ageratum conyzoides L., mas esta erva é popularmente conhecida por Catinga de Bode, Camará Opela, Erva de São João, Erva de Santa Lúcia entre outras denominações. 

A planta que possui um aroma forte e sabor amargo pode ser facilmente encontrada em terrenos baldios, lavouras e pomares. Uma curiosidade sobre o mentrasto é que ela é utilizada em rituais da cultura afro-brasileira, sendo aplicada na medicina popular de todos os locais pelos quais se espalhou incluindo Malásia, África e Filipinas.

Propriedades
Anti-inflamatória, analgésica, digestiva, cicatrizante, antirreumática, diurética, vasodilatadora, febrífuga, carminativa, expectorante e tônica.

Benefícios
O mentrasto abrange uma diversidade de enfermidades das quais pode ser de auxílio em seu tratamento. Veja algumas delas:
  • A planta atua sobre uma incrível diversidade de enfermidades e problemas e é excelente para as mulheres, pois age diretamente sobre as cólicas menstruais e atenua os sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) e também da menopausa.
  • Para o intestino, em geral, a planta ajuda a eliminar os incômodos gases intestinais e ajuda a relaxar o estômago durante o processo de digestão além de ajudar a tratar a diarreia.
  • É ótima no tratamento de doenças do sistema respiratório, como indo de simples resfriados a gripes mais fortes e até casos de bronquite. Atua como expectorante em casos de tosse com secreção (catarro) acumulada.
  • É um ótimo cicatrizante natural e ajuda a aliviar as dores em gerais, desde as dores causadas pela artrite àquelas mais localizadas provocadas por algum tipo de contusão.
  • Pode ser um “santo remédio” para quem sofre dos populares “ites”: rinite, sinusite e alergias em geral. Basta ferver a planta e inalar por um curto período de tempo para que haja um alívio dos sintomas.
Há contraindicações?
Sim! É importante prestar bastante atenção. Qualquer tratamento, mesmo que à base de produtos inteiramente naturais, deve ser acompanhado por um médico responsável ou um profissional especializado na área. A planta é contraindicada para pessoas com diabetes e problemas hepáticos. 

Os tratamentos mais longos à base de mentrasto devem ser interrompidos durante uma semana a cada mês e o uso de altas doses por um longo período de tempo pode causar hipertensão arterial. Por conter alcaloides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos não se devem ultrapassar as doses recomendadas.

28 de abr de 2015

Papiro grego revela possível cura para ressaca

Papiro grego revela possível cura para ressaca

Papiro grego revela possível cura para ressaca
Alexandrian laurel: folhas da planta usadas como um olhar curariam ressaca
Se livrar da ressaca não era trabalho duro para os gregos. De acordo com um papiro traduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford e da University College London, usar um colar feito de folhas é a solução para a cura da ressaca. 
Ainda que não haja comprovação científica, as folhas do arbusto Alexandrian laurel, nativo de regiões da Ásia, Austrália e sudeste e norte da África, eram usadas pelos gregos para curar as fortes dores de cabeça após a ingestão de bebidas alcóolicas.
O papiro traduzido faz parte da maior coleção de papiros médicos já publicados, conhecido porOxyrhynchus - nome da cidade egípcia onde foi descoberta, em 1898. 
Segundo a tradução, basta arrancar as folhas do arbusto, montar o seu colar e usá-lo ao redor do pescoço. Prático. Será que funciona mesmo?



3 de abr de 2015

Jardins e vasos de ervas e temperos

Jardins e vasos de ervas e temperos

Verde em Folha
Ter o privilégio de colher folhinhas frescas de orégano, alecrim, salsinha ou manjericão diretamente da horta é o sonho de consumo de muita gente. Espalhadas pelo jardim de casa ou até mesmo em vasos num cantinho da varanda ou do quintal, as ervas aromáticas formam um intenso caldeirão de aromas e sabores, capaz de dar um toque especial aos mais variados pratos.
De cultivo aparentemente fácil, as especiarias também tem lá os seus segredos. Por isso, veja, a seguir, sete dicas infalíveis para plantá-las sem erro.
Localização
Condição sinequa non para o desenvolvimento das ervas aromáticas, a localização do jardim deve ser o primeiro item a ser levado em consideração na hora do seu cultivo. A dica é escolher uma área que receba sol durante cinco horas por dia. A exposição solar é a chave para que a produção das ervas dê certo. Por isso, o lugar escolhido deve ser o mais ensolarado possível.

Plantio
Os temperos precisam de um solo solto e poroso para se desenvolver. Em canteiros, a terra deve ser preparada com 20 cm de profundidade para que fique bem fofinha. Para cada metro quadrado, a dica é colocar cinco quilos de areia e cinco de composto orgânico.

Já em vasos, os cuidados com o plantio são outros. Vale a pena optar por recipientes com furos para promover o escoamento da água. Em seguida, forrá-lo com uma camada fina de argila expandida ou brita ou cacos de telha também são opções – para evitar que a terra se encharque. Feito isso, basta colocar uma manta de drenagem e uma camada de areia grossa para escoar a água das regas e, em seguida, a terra no restante do vaso. Não esqueça de colocar areia no pratinho, pra evitar o acumulo de agua e possibilitar a proliferação de mosquitos e pernilongos, ajude a combater a dengue!
Tamanho dos vasos e jardineiras
Antes de plantar, saber o tamanho que os temperos ficarão é fundamental. A maioria das espécies fica bem acomodada em vasos de 15 cm altura. No entanto, se não houver esse tipo de informação sobre as ervas plantadas, recipientes com, pelo menos, 20 cm de altura são a melhor opção para que as raízes se desenvolvam livremente.
Estude as espécies
Antes de colocar a mão na terra, estudar as características das espécies selecionadas é fundamental para composição do jardim. Um exemplo é a hortelã que deve estar preferencialmente em um vaso exclusivo, sem outros cultivares, pois suas raízes se espalham rapidamente. Por isso, na hora do plantio, a distância melhor entre as mudas é de, geralmente, 20 cm. Em vasos pequenos, é aconselhável não plantar mais de duas mudas.
Regas
Erro comum e, muitas vezes fatal para o desenvolvimento dos temperos, a irrigação em excesso deve ser sempre evitada. A melhor medição para as regas é o famoso “dedômetro”, ou seja, colocar o dedo na terra (o ideal é mergulhá-lo em três centímetros de profundidade) para averiguar se ela está úmida ou seca. Outra dica é ficar de olho nas estações. Durante o verão, as regas devem ser feitas com mais frequência, de preferencia no final do dia, para evitar que a água queime as folhas. Já no inverno, por não haver muita evaporação, logo pela manhã.

Poda
Fundamental para prevenir a presença de pragas e doenças, a poda deve ser feita com uma tesoura, cortando cerca de cinco centímetros das pontas para que as ervas voltem a brotar.

Pragas e outras doenças
Para combater pragas e outras doenças que estejam impedindo o crescimento saudável das plantas, a melhor solução é afofar a terra a cada quinze dias. Dessa forma, as raízes ganham espaço para crescer, tornando a planta mais resistente a agressões externas. Além disso, vale a pena optar por herbicidas e inseticidas e ter cuidado na hora de aplicá-los. A dica é colocá-los sobre as folhas doentes durante o fim da tarde ou à noite, pois a incidência do sol sobre as folhas pode queimá-las.

Receitas naturais para combater algumas das pragas mais frequentes:
Extrato de fumo com pimenta contra lagartas
Todas são muito vorazes e algumas têm hábito noturno. Para espantá-las pulverize extrato de fumo com pimenta sobre as lagartas. 
Veja como fazer:
Numa garrafa de 1 litro, misture 50 g de fumo de rolo picado e pimenta malagueta.

Complete com água e deixe repousar por uma semana. Dilua em 10 litros de água e pulverize.
Controle de lesmas
Apresentam o corpo mole e segmentado. Quando se deslocam, deixam para trás um rastro de substância viscosa e brilhante.
A solução é a catação manual. 
Veja como fazer:

 Use iscas de pão embebido em leite ou cerveja e coloque-as perto da planta que precisa de proteção. As lesmas virão até as iscas, simplificando a catação manual.
Sabão e fumo contra cochonilhas
As cochonilhas são insetos sugadores com ou sem carapaça, que retiram os açúcares da seiva. Elas vivem em colônias e não têm asas. A solução é pulverizar com calda de sabão e fumo. Se as cochonilhas apresentarem carapaça, acrescente óleo mineral à calda.
Veja como fazer: 
Pique 10 cm de fumo de rolo e 50 g de sabão de coco ou neutro, junte 1 litro de água morna e misture bem. Deixe curtir por cerca de 24 horas. Coe e pulverize as plantas atacadas.

Maria José Barros (Mazé)
Paisagista há 17 anos, auditora interna de ISO14001 e também faço projetos para certificação Green Building onde, os mais importantes e recentes desses foram, no final de 2013, para a P&G (Louveira/SP) e Coca-Cola (Itabirito/MG).

23 de mar de 2015

Chá Verde de camellia sinensis

Chá Verde de camellia sinensis

Chá Verde de camellia sinensisO que é o Chá Verde

O chá é feito das folhas da Camellia sinensis. Atualmente, cerca de 3 mil produtos são comumente chamados de chá mas, a rigor, só podem ser denominados chás, aqueles que tenham em sua composição a planta Camellia sinensis. Ou seja, aqueles que nós chamamos de chá de hortelã, erva-cidreira e outros são, para sermos mais corretos, tisanas ou infusões. Não são chá verde.

A partir das folhas da Camellia sinensis são produzidos os tipos de chá, que são dividos em categorias dependendo do tipo de processo a que são submetidas:

Chá Preto - As folhas passam por um processo de fermentação em tanques fechados. Concluída essa fase do processo, as folhas são aquecidas e por fim desidratadas. O resultado é o tom avermelhado escuro e o sabor intenso característicos do chá preto;

Chá Aromatizados - É o nome dado a qualquer tipo de chá ao qual são adicionados outras folhas, frutas secas ou flores;

Chá Oolong - Após a colheita, as folhas sofrem uma secagem rápida e então são submetidas a um processo de fermentação breve, em tanque (semi-fermentação). O sabor é suave. Este chá ainda é pouco consumido no Brasil;

Chá Verde - Sua principal característica é que as folhas não sofrem fermentação. Após a colheita, elas recebem uma vaporização e depois vão para a secagem. Dentro da categoria dos chás verdes, os japoneses ainda subdividem conforme a composição do mix (folhas de primeira colheita, colheita de verão e outono, folhas grandes, misturadas a talos, selecionadas, com grãos grelhados...). A escolha é uma questão de preferência. De uma forma geral, o sabor é levemente amargo e o aroma sempre remete a natureza e frescor. Conheça as diferenças entre os tipos mais comercializados:

Chá Verde Sencha: a maior parte dos chás que recebem a denominação geral de chá verde são do tipo sencha. No Japão, estima-se que o sencha representa 85% da produção de chá do país. O sabor é mais equilibrado, cor verde claro e bem perfumado. É servido no Japão a qualquer hora, como o cafezinho no Brasil;
Chá Verde Bancha: já foi considerado um chá de segunda classe, por ser feito de folhas mais maduras. Atualmente está sendo reconsiderado e valorizado, pela constatação de que ele é um chá muito mais rico em catequinas, justamente pela maior exposição ao sol;
Chá Verde Genmaicha: grãos integrais de arroz torrado (o gemmai, semelhante a pipoca) são adicionados ao sencha ou bancha, ganhando um delicioso sabor e cheiro agradável de cereal grelhado. Muito apreciado, especialmente por aqueles que ainda não se habituaram ao amargor do chá verde;
Chá Verde Gyokuro: diz-se que é a "jóia do chá verde". É um indicativo do quanto este chá é especial. Tão logo surgem os rebentos, os arbustos são cobertos com palha, tecidos de algodão, ou com redes escuras que protegem as folhas evitando a exposição excessiva dos brotos ao sol. Além disso, os brotos são colhidos à mão. Esses cuidados garantem um chá menos amargo, com traços adocicados e muito aromático. Por ser um produto que exige muita mão-de-obra, ele custa mais caro do que os outros e é reservado para as ocasiões especiais;
Chá Verde Houjicha : às folhas do chá, são misturados os talos e caules, que são torrados, dando ao houjicha um gosto fresco e saboroso e aroma marcantemente agradável. Geralmente é consumido logo após a refeição. Por não conter cafeína é apreciado por idosos e crianças, gelado, no verão, tal qual o mugicha (chá de trigo);
Chá Verde Matcha : O matcha é um chá verde em pó, de altíssima qualidade, que passa pelo mesmo processo produtivo do gyokurocha, com a diferença que, após a secagem, as folhas são trituradas em moinho de pedra e transformadas em pó. O matcha é usado na tradicional Cerimônia do Chá. Seu pó verde finíssimo é misturado à água quente e imediatamente batido (com um acessório próprio de bambu), para incorporar ar e reduzir o amargor, adquirindo aspecto espumoso e cremoso. Seu sabor, embora refinado e exclusivo, é extremamente amargo.
Experimente também:

Jyosencha: chá verde de folhas selecionadas;
Dokudamicha: chá verde considerado medicinal;
Aracha: mistura de todos os tipos de chás verdes;
Sushiya no ocha: verde em pó. O termo 'sushiya no ocha' significa 'chá de casa de sushi';
Mugicha (pronuncia-se muguicha): produzido a partir da cevada, mais tomado no verão.

                                           Afrodisíacos caseiros para mulheres