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Um blog para quem gosta de verde, plantas e jardins
Atrações do turismo rural da ExpoLondrinaPara mostrar as diferentes atrações turísticas da região, a Emater - com o apoio da UEL - organizou uma caminhada pelo bosque e cada estação traz produtos e opções de lazer em cidades da região. 


Na estação Chimarrão, o visitante é convidado a usar os 5 sentidos para saborear a erva mate. A empresa Verdelândia, de Guarapuava, trouxe ervas com sabores diferentes (cereja, limão, abacaxi, hortelã, menta). Quem prefere uma bebida gelada, também pode provar o Tererê. Tem espaço para sentar e desfrutar da bebida com calma. Para a coordenadora do estande, Daiana Lubian, já existe uma identificação cultural do paranaense com o chimarrão. "Queremos demonstrar aqui as diferentes formas de soque, que é a moagem da erva. Por isso, durante o dia vamos ligar a máquina de soque para mostrar para os visitantes a diferença entre a moagem da erva do chimarrão e da erva usada no tererê".



As agricultoras de Rolândia, Sertaneja, Sapopema e Tamarama trouxeram para a feira um pouco do artesanato que elas fazem. São bonecos, esculturas, cerâmica e enfeites em palha de milho e bucha. A artesã Rosalva Igarashi, de Rolândia, fala que muitas das mulheres, assim como ela, são autodidatas. "Nós buscamos a essência do artesanato. Eu mesma comecei fazendo bolsas de tecidos, fui buscando novas técnicas, passei pelo patchwork e agora trabalho com cerâmica e enfeites com purungas (cabaças). O artesanato é a nossa paixão". 



Alguns estandes mostram as opções de sítios, chácaras e trilhas para quem gosta de passeios ao ar livre. Sapopema e Faxinal estão na Via Rural com atividades de arvorismo e rapel. As cidades apostam nas suas belezas naturais para atrair mais visitantes. Em Sapopema, o destaque é para o Salto das Orquídeas, com quedas de águas e cachoeiras e estrutura de camping e lanchonetes para os amantes da aventura. O secretário de turismo e meio ambiente, Miguel Golono, reforça a preocupação em oferecer uma boa estrutura para o turismo. "Temos as atividades aqui na Feira e queremos mostrar que a nossa região está abraçando o turismo rural. Tem muito produtor vivendo do turismo". 



Assaí trouxe para a feira um pouco do Circuito Nipo Brasileiro que os turistas podem fazer na cidade. A proposta é fazer um dia de passeios por locais, como Castelo Japonês, onde fica o Memorial da Imigração Japonesa. O passeio também inclui o almoço no Sítio Kobo, com muitos jogos rurais e um almoço tradicional japonês.




O artesanato indígena também tem seu espaço. Aldeias de São Jerônimo da Serra e Tamarana estão expondo cestos, peneiras, pulseiras e colares feitos com sementes e penas. Além disso, estão previstas apresentações de dança e demonstrações de como é feito o artesanato indígena aqui na região. Pela primeira vez na ExpoLondrina, Gabriel Kaje da Silva, da aldeia de Tamarama, disse que viu na feira "a oportunidade de mostrar para os visitantes a cultura, o artesanato e a língua indígena". 


O visitante também vai encontrar flores, temperos, ervas medicinais e plantas trazidas pela Flores e Verdes. Tem até uma planta exótica e que está chamando muito a atenção – a orquídea Morcego. A proprietária Lucimara Silveira diz que muita gente não reconhece a orquídea, por causa da cor escura e dos "bigodes" da planta. 

O artesão Dindu trouxe um pouco dos móveis rústicos que faz. O trabalho é bem artesanal. Dindu entalha peças em troncos, sem perder a característica da madeira. Durante a feira, ele vai esculpir peças e mostrar ao vivo um pouco do seu trabalho para os visitantes.

Uma parte da Fazendinha é também para o visitante relaxar. No Labirinto dos Sons, convida a descansar ao som de uma estrutura de bambus. Na Fazenda Bimini, a proposta é se desligar dos problemas cotidianos e aproveitar a natureza. É o turismo como um agente para a qualidade de vida. 

"O planejamento de 2019 do projeto de Turismo Rural da Emater está pautado no turismo de experiência. O turismo de experiência é muito da vivência e interação com o produtor rural. Estamos fazendo o mapeamento de propriedades do estado que tenham este perfil para oferecer como opção para o turista. O Via Rural este ano teve um pouco disso, queremos trazer ainda mais experiências para quem vier visitar a feira", conclui Terezinha Busanello Freire, gestora estadual de turismo da Emater e idealizadora do espaço na Via Rural.
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Parque do Pau Brasil é dica para ecoturismoLocalizado a 43 km do burburinho das praias de Porto Seguro (BA), o Parque Nacional do Pau Brasil deverá se firmar como novo atrativo turístico do Nordeste. Edital publicado no Diário Oficial da União prevê a concessão de serviços de apoio à visitação ao turismo ecológico, à interpretação ambiental e à recreação em contato com a natureza. A ideia é melhorar a infraestrutura do parque para que possa receber cada vez mais turistas e visitantes. O parque é um dos novos endereços para os fãs do ecoturismo.

Numa área de 190 km² preservada e incrustada entre os vilarejos de Arraial d’Ajuda e Trancoso – as duas joias da coroa desse pedaço do litoral baiano –, a unidade foi aberta à visitação há pouco mais de um ano e meio e tem grande significado. O parque foi criado em 20 de abril de 1999, em comemoração aos 500 anos do Brasil. É uma das mais importantes áreas protegidas da Mata Atlântica no sul da Bahia. Com titulação de reconhecimento mundial, pois está inserida na denominada Costa do Descobrimento, a região foi declarada Sítio do Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.

Parque do Pau Brasil é dica para ecoturismoEntre as atividades disponíveis para o visitante estão roteiros para grupos de observação de aves, mirantes, trilhas com deques de madeira para caminhadas e roteiros para pedaladas. No local é possível admirar uma infinidade de exemplares de árvores Pau Brasil, que a frota de Pedro Álvares Cabral deparou, em 1500, e hoje é raridade. A maioria ultrapassa os 40 metros de altura, e muitas podem ter até mil anos de idade. A unidade de conservação abriga, ainda, a nascente do rio da Barra, que também já foi chamado de Brasil pelos primeiros portugueses, referência cartográfica aos desbravadores europeus na nova colônia.

Lá dentro existem muitas opções, uma delas a Jaqueira, área localizada às margens do rio da Barra. O córrego apresenta águas calmas e de baixa profundidade, o que proporciona um banho agradável até para pessoas com necessidades especiais e que tenham algum tipo de limitação. O riacho é bastante raso e permite essa interação sem maiores dificuldades.
Os trilheiros encontram vários roteiros, dos difíceis aos fáceis, como a Trilha das Bromélias. Localizada na estrada do Pau Brasil e com apenas 540 metros de extensão, é uma amostra dos vários ambientes da Mata Atlântica de Tabuleiro, especialmente a mussununga (tipo de vegetação), naturalmente um jardim de bromélias e orquídeas, que finaliza na mata mais densa e árvores de grande porte.
Parque do Pau Brasil é dica para ecoturismo
O Parque Nacional do Pau Brasil pode ser visitado durante todo o ano. Há diversas opções de hotéis e pousadas em Porto Seguro, Arraial D’Ajuda e Trancoso. Porto Seguro é um dos maiores polos hoteleiros do Brasil, portanto, onde ficar não será problema.
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Ecoturismo ajuda a reduzir pobreza em locais próximos a áreas protegidasUma nova pesquisa conduzida em áreas naturais da Costa Rica e publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, aponta que o ecoturismo nesse tipo de local pode ajudar a reduzir a pobreza nas comunidades vizinhas em até dois terços.
Embora estudos anteriores já defendessem a hipótese de que o ecoturismo traz benefícios aos povos que passam a praticar essa atividade econômica, não havia uma compreensão precisa de como isso acontecia.
Então os autores Paul Ferraro, professor de economia e política ambiental da Escola de Estudos Políticos Andrew Young da Universidade Estadual da Geórgia, e seu aluno Merlin Hanauer, agora na Faculdade de Economia da Universidade Estadual de Sonoma, avaliaram três possíveis causas para a ligação entre a redução da pobreza e o estabelecimento de áreas de proteção ambiental:
1) Mudanças nos serviços turísticos e recreativos;
Ecoturismo ajuda a reduzir pobreza em locais próximos a áreas protegidas

2) Mudanças na infraestrutura, incluindo estradas, clínicas de saúde e escolas;
3) Mudanças em serviços ecossistêmicos, tais como a polinização e serviços hidrológicos que uma área de conservação pode oferecer.
“Nossa meta era mostrar exatamente como a proteção ambiental pode reduzir a pobreza em nações mais pobres em vez de exacerbá-la, como muitas pessoas temem. Nossos resultados sugerem que, através do uso de conjuntos de dados existentes, tais como estimativas de pobreza de dados de censo, os impactos de programas e políticas de conservação em populações humanas podem ser mais bem definidos”, observou Ferraro.
Os pesquisadores salientam que ainda há dúvidas sobre o assunto que precisam ser sanadas, e que é necessário considerar que os resultados valem para a região da Costa Rica, que é famosa por sua indústria do ecoturismo e possui características específicas. Contudo, eles afirmam que o estudo pode servir de base para pesquisas posteriores sobre a questão em outros lugares.
“Nossas descobertas podem resultar no aprimoramento de programas e políticas de conservação e em melhores impactos nas comunidades adjacentes a esses locais, em nível regional e em todo o mundo”, acrescentou o professor de economia e política ambiental.
De fato, há planos que atualmente buscam encontrar soluções para problemas ambientais através do ecoturismo. Um deles está sendo desenvolvido em Madagascar, onde cientistas buscam criar um programa para salvar as populações de lêmures, animais que vivem exclusivamente na grande ilha africana.
De acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza, das 103 espécies de lêmures existentes, 90% estão ameaçadas, sendo que 20 espécies são consideradas em perigo crítico. Esses animais representam 20% das espécies de primatas do mundo, e os principais fatores que os ameaçam são a destruição do habitat, extração ilegal de madeira e a caça para subsistência.
Por isso, pesquisadores estão propondo um plano de ação de emergência de três anos, no valor aproximado de US$ 7,6 milhões, que una iniciativas de ecoturismo a melhorias em programas de conservação para salvar os bichos.
O programa inclui proteger o habitat dos lêmures, criar mais oportunidades para os cientistas observarem os animais e arrecadar fundos através da conscientização sobre o ecoturismo, com o estabelecimento de passeios em que os turistas têm a chance de explorar a vida selvagem e a natureza através do contato com os lêmures, pagando um determinado valor pela experiência. A iniciativa também deve ajudar financeiramente vilarejos e cidadãos.
Iniciativa semelhante está sendo desenvolvida em Ruanda e Uganda para apoiar os esforços de conservação do gorila-das-montanhas. Os turistas pagam um determinado valor para ver os primatas em seu habitat natural, e essa renda é usada para apoiar comunidades locais e planos de conservação.
Christoph Schwitzer, um dos proponentes do programa para os lêmures, espera que o projeto seja realmente capaz de assegurar fundos através do pagamento dos turistas. “Não perdemos uma única espécie de lêmure – na verdade, nenhuma única espécie de primata, durante os dois últimos séculos, desde que nossos registros começaram. Temos as pessoas, temos o lugar, temos as ideias, falta apenas o financiamento”, comentou Schwitzer.
Recentemente, a revista britânica Green & Blue Tomorrow lançou o seu Guia para o Turismo Sustentável (The Guide to Sustainable Tourism), que apresenta dicas de atitudes e roteiros para quem quer fazer uma viagem mais ecológica e socialmente correta.
O manual apresenta exemplos de turismo sustentável que não só ajudam a preservar a natureza, como também melhoram a vida da comunidade local. “É quase um pré-requisito hoje [...] ter credenciais responsáveis. É meu objetivo fazer os visitantes pensarem um pouco sobre seu lugar no mundo”, afirmou Andrew Booth, um dos participantes no guia, que destina 100% dos lucros de sua agência de viagens para melhorar a educação no Camboja.
Crédito imagens: Instituto Costarricense de Turismo