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27 de mar de 2017

Bromélias x Aedes aegypti

Bromélias x Aedes aegypti

Bromélias x Aedes aegyptiSerá que as bromélias são mesmo 'viveiros' para o Aedes aegypti?

Estudo garante que a planta não é um potencial foco para reprodução do mosquito.

As bromélias, devido à forma de suas folhas, costumam armazenar água, mas, segundo a Fiocruz, isso não representa um possível foco do mosquito Aedes aegypti (foto: Cepolina).

Todo cuidado é pouco em relação à doenças que assustam o país: dengue, zika e chikungunya. O vírus transmitido pela fêmea do mosquito Aedes Aegypti já fez milhares de vítimas em todo o país. Com tratamento baseado apenas no alívio dos sintomas, a principal forma de combate a essas doenças ainda é a eliminação dos criadouros do mosquito vetor.

Qualquer acúmulo de água pode ser um possível foco de proliferação do inseto, já que ele se reproduz em locais com água limpa e parada. Neste contexto, as bromélias, plantas ornamentais tropicais muito comuns em várias regiões do Brasil, vêm sendo injustamente apontadas como responsáveis por propagar a doença. Com mais de 3,2 mil espécies, as bromélias caracterizam-se pelo agrupamento de suas folhas em formato circular, o que leva à retenção de água no centro da planta. Com isso, muitas pessoas acreditam que a espécie é um local adequado para as larvas do Aedes. Porém, uma pesquisa realizada pelo Instituto Osvaldo Cruz (IOC\Fiocruz), na cidade do Rio de Janeiro (RJ), desmitificou esta crença.

O estudo, desenvolvido pelo biólogo Marcio Mocelin, avaliou 156 bromélias durante um ano inteiro, e apenas 0,07% de um total de 2.816 larvas de mosquitos coletadas nas bromélias correspondiam ao transmissor da dengue. Além disso, o estudo mostrou que no mês de abril, período em que houve a maior taxa de captura, das 376 larvas encontradas nas bromélias analisadas, apenas duas eram equivalentes ao Aedes aegypti.

Quem também concorda com o resultado desse estudo é Para Bruno José Esperança, diretor da floricultura Esalflores. Para ele, as bromélias não apresentam perigo algum. "Muitas pessoas têm resistência, mas sempre esclarecemos essa informação. Atuamos há 20 anos no segmento e nunca foi relatado qualquer caso de foco de mosquito por nossos consumidores", afirma o especialista.

Além disso, ele explica que a água acumulada pelas bromélias funciona como um reservatório de nutrientes e é constantemente absorvido pela planta. "Isso difere a água acumulada pela bromélia da que fica parada em recipientes artificiais, assegurando que elas não são uma ameaça. O monitoramento deve predominar nos focos já conhecidos, como caixas d'água, garrafas e pneus", comenta Bruno Esperança.

14 de fev de 2017

Bromélias ameaçadas de extinção são reintroduzidas à mata do Jardim Botânico do Recife

Bromélias ameaçadas de extinção são reintroduzidas à mata do Jardim Botânico do Recife

Bromélias são reintroduzidas em mata no RecifeDuas bromélias de uma espécie ameaçada de extinção, a Aechmea muricata, foram reintroduzidas em meio à mata do Jardim Botânico do Recife (JBR), situado às margens da BR-232, na Zona Oeste da capital pernambucana. 

Também chamadas de ananás-de-agulha ou gravatá-de-agulha, as bromélias da espécie foram descritas no século 18 pelo naturalista Manuel Arruda da Câmara no Recife, onde não mais é encontrada. As flores foram coletadas no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, durante expedição num remanescente de restinga de antiga fábrica de pólvora e agora integram a coleção científica de bromélias do botânico. 

No Jardim Botânico, foram clonadas e, nesta segunda-feira (13), duas delas foram plantadas em uma área recentemente reflorestada do espaço. O clone foi possível porque as células desse tipo de bromélias funcionam como uma célula-tronco, sendo capaz de se reproduzir e gerar uma nova planta com genética idêntica à original, sem precisar fazer o plantio de sementes.

De acordo com o analista de Desenvolvimento Ambiental do JBR, Jefferson Maciel, essa primeira experiência com bromélias atende aos critérios da Estratégia Global para a Conservação de Plantas (Global Strategy for Plant Conservation), uma das ferramentas para diminuir o ritmo de extinção de plantas em todo o mundo. 

Bromélias são reintroduzidas em mata no RecifeBromélias são reintroduzidas em mata no RecifeAo atender à exigência, o espaço mantém o título de primeiro jardim botânico do Norte-Nordeste a ter registro na categoria “A”, que o classifica entre os cinco melhores do País. "A meta é que, até os próximos três anos, o JBR reintroduza 20% de espécies nativas ameaçadas em meio à Mata Atlântica. Já fizemos com o pau-brasil", adianta.

A alteração mais relevante é a inclusão do Civic e HRV no convênioBromélias são reintroduzidas em mata no RecifePosteriormente, em maio, quando o período é mais chuvoso, devem ser plantadas 20 bromélias de outras espécies, todas nativas da Mata Atlântica. Dez delas suspensas em árvores e as demais em campo. De acordo com o especialista, a ideia é criar micro-habitats em meio à mata. Isso porque as bromélias abrigam água e espécies de animais que facilitarão o restabelecimento de processos ecológicos como anfíbios, aves, artrópodes e aracnídeos. "Com isso, devolver à natureza tudo o que o homem destruiu um dia", almeja Maciel.

12 de dez de 2016

Bromélia  no paisagismo tropical

Bromélia no paisagismo tropical

Resultado de imagem para broméliasHerbácea, pertence à família das Bromeliaceas, nativas das Américas do Sul, Central e Norte, compreende cerca de 60 gêneros e mais de 3000 espécies. 
Com exceção de uma única espécie, Pitcairnia feliciana, que ocorre no oeste do continente africano.
Folhas se apresentam dispostas em roseta, lanceoladas, largas ou estreitas, com nervuras paralelas, geralmente fibrosas, raramente carnosas, de bordas lisas ou espinhentas. Podem ser tubulares ou amplamente abertas. Ocorrem variedades de folhagens vermelha, arroxeada e verde, além de tonalidades intermediárias dessas cores. As folhas ao redor da inflorescência são mais coloridas e de cor mais intensa antes de florescer.
Resultado de imagem para broméliasTodas as bromélias são caracterizadas botanicamente por apresentarem flores com três pétala e ovário com três lóbulos.
As inflorescências surgem do centro da roseta, o que ocorre somente uma vez durante o ciclo vital da bromélia, quando atingem o estado adulto e normalmente morrem, mas às vezes sobrevivem a uma geração ou duas antes de finalmente morrer. A época de floração depende da idade da planta e não o tempo do ano, algumas levam 3 anos (Guzmania e Billbergia) outras até 20 anos (Alcantarea) para florescer. As flores duram por pelo menos seis meses, algumas exalam uma suave fragrância, que se sente a considerável distância.
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A bromélia está cada vez mais popular no paisagismo tropical e contemporâneo. São cultivadas em vasos, jardins, formando conjuntos, em meio as folhagens ou rochas, nos galhos das árvores e num cantinho sombreado.
Resultado de imagem para broméliasSão encontradas tanto em florestas úmidas, quanto em desertos áridos, tanto nas praias, quanto nas alturas da Cordilheira dos Andes.
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A família bromeliaceae é dividida em três subfamílias: Bromelioideae, Tillandsioideae e Pitcairnioideae.
Bromelioideae – Muitas deste grupo são epífitas, das quais algumas se adaptaram em condições terrestres. É a subfamília de bromélias mais cultivada para usos paisagísticos. Pertencem a essa família, Aechmea, Ananás, Billbergia, Canistrum, Cryptanthus, Fernseea, Greigia, Hohenbergia, Neoregelia, Neoglaziovia, Nidularium, Pseudoananas, Quesnelia, Streptocalyx, Wittrockia.

16 de out de 2016

Horto Brejal, em Petrópolis, tem exposição de orquídeas e bromélias

Horto Brejal, em Petrópolis, tem exposição de orquídeas e bromélias

Horto Brejal, em Petrópolis, tem exposição de orquídeas e bromélias Que tal subir a Serra para desfrutar de um dia mais colorido? No próximo fim de semana, o Horto Brejal, em Petrópolis, realizará a segunda edição da Exposição de Orquídeas, Bromélias e Bonsais. Serão 98 tipos de plantas. Entre as orquídeas, haverá espécies raras como a Cattleya lueddemanniana - lilás, com o miolo roxo - e a Maxillaria schunkeana - preta com o miolo rosado -, que florescem de uma a duas vezes ao ano. A iniciativa é da paisagista Débora Rattes, proprietária do espaço.

- Cultivo 20 espécies de bromélias. Pensei em reunir os demais produtores locais para uma grande mostra. Além da exposição, que será gratuita, vamos oferecer oficinas, também de graça, com dicas de cultivo de orquídeas, bromélias e bonsais, e palestras sobre agricultura orgânica - conta Débora, frisando que todas as plantas expostas estarão à venda no horto, que fica na região do Brejal.

A oficina de orquídeas ficará a cargo do orquidófilo Luiz Strzalkwoski, que é especialista no tema há mais de 40 anos.

- Vou ensinar o modo certo de tratá-las. Orquídeas demandam cuidado especial. Devem ser expostas à luz indireta, molhadas de duas a três vezes por semana e adubadas na raiz de três em três meses. E é preciso borrifar água nas suas folhas de 15 em 15 dias - conta ele.

O orquidófilo afirma que, das 36 mil espécies de orquídea existentes no mundo, 10% estão presentes no Brasil:

- O clima tropical favorece o cultivo. Os maiores produtores ficam no Espírito Santo e na Bahia. Mas o Rio tem muitos. Na Região Serrana, há várias espécies de micro-orquídeas.

O Horto Brejal é cercado por lagos e estufas e por uma extensa produção de bromélias, árvores nativas e plantas ornamentais. A exposição ficará aberta sábado e domingo, das 10h às 17h.

10 de mar de 2016

Bromélias sem mosquitos

Bromélias sem mosquitos

Bromélias sem mosquitos
Tendo cuidados, você não precisa tirar suas bromélias do jardim para evitar a proliferação de mosquitos, apesar de que algumas dessas plantas, tão vistosas, acumulam água e, nessa água eventualmente pode ter uma que outra larva. Bastam cuidados semanais para que isso não se torne um problema de saúde pública.

A Fiocruz pesquisou a incidência de larvas de mosquitos do gênero Aedes em bromélias de criação urbana e determinou que este ambiente não é importante como criadouro - menos de 1 % das amostras coletadas tinham larvas, segundo o estudo. Porém, o Ministério da Saúde adota uma posição mais crítica pois, afirma que se tem encontrado, país afora, larvas de aedes em bromélias tanque dependentes. É possível. Não se sabe, claro, se essas larvas irão vingar até a fase adulta pois, o recipiente tanque das bromélias é um ecossistema próprio, com seus bichinhos comedores de larvas, dentre outros, e um meio líquido que, mais do que água, é um suco biológico.

Só que "o seguro morreu de velho", diz o povo, sabiamente. Então, melhor prevenir do que remediar, certo?

Pois, acontece que o aedes se urbaniza cada vez mais - antes só procriava em água limpa, limpíssima. Agora já se encontram larvas de aedes em privadas, tanques de lavar roupa e outros lugares com água considerada “não limpa”.

Bromélias sem mosquitosAlguns cuidados básicos com suas bromélias
* Água sanitária na rega semanal - Uma boa recomendação é de você, que tem bromélias no seu jardim, acrescentar 1 colher de sopa de água sanitária a 1 litro de água e, com essa solução, borrife suas bromélias uma vez por semana, especialmente aquelas que são tanque dependentes. Não vale usar maior quantidade de água sanitária, nem despejar a solução na planta, ações que a prejudicarão seriamente. Também não vale usar menos água sanitária pois o efeito será nulo.

* Bromélia em vaso, vire - Mas, se a sua bromélia está em vaso, você pode virá-lo de ponta cabeça uma vez por semana, para que a água do tanque escorra na terra e leve as possíveis larvas que contenha. Só que, despeje sempre na terra, ou areia, nunca no ralo onde as larvinhas poderão procriar livremente.

* Bromélia fora da chuva - Outra solução é você deixar seus vasos de bromélia fora do alcance da chuva. Bom, não vai adiantar de nada se você regar as folhas mas, sim, se você só regar a terra, e como a bromélia é uma epífita que não precisa tanto assim de água, bastará uma rega semanal.
Bromélias sem mosquitos

* Bromélia com filó - Em último dos casos, se nenhuma das alternativas anteriores for possível, cubra sua bromélia tanque dependente com um filó fininho, como um mosquiteiro, amarrado na base da planta.

No mundo existem 3,2 mil espécies de bromélias das quais, cerca de 43 % são nativas do Brasil. Algumas destas espécies acumulam água - são dos gêneros Aechmea, Neoregelia, Billbergias, dentre outras, que são tanque dependentes e que precisam da água acumulada na base de suas folhas. Mas, a verdade é que essa água é um suco, rico em material orgânico e outros bichinhos, até os comedores de larvas. Um ecossistema não muito adequado à procriação do gênero Aedes, mosquito urbano, estrangeiro em nossas terras, portanto, não acostumado, ainda, aos nossos ambientes naturais. No entanto, abunda nesse suco o gênero Culex, que é nativo brasileiro e acostumado com ambiente de matas e pântanos.

Bromélias que você pode ter sem preocupação dentro de casa, fora da chuva, são as dos gêneros Vriesea e Guzmania. Embora essas bromélias também tenham tanque de folhas, não dependem de que os mesmos estejam com água e podem ser regadas no substrato, fazendo a absorção da água pelas raízes.

Bromélias que não possuem tanques, portanto não acumulam água nem mosquitos são as dos gêneros Cryptanthus, Orthophytum, Dyckia e muitos outros assim como as do gênero Tillandsia, de folhas retas, sem sulco, abertas e espalmadas.

4 de mar de 2016

Bromélias x Aedes aegyp

Bromélias x Aedes aegyp

Bromélias x Aedes aegyp

Bromélias, bambus e outras plantas que acumulam água vêm sendo apontadas como vilãs do combate ao mosquito Aedes aegypt, causador da dengue, da zika e da chikungunya. Quem quer ajudar a eliminar os focos das doenças se pergunta: o que fazer com elas, então? Especialistas  respondem que não é bem assim.
A bromélia, coitada, é uma injustiçada. Deixem as plantas em paz
Ricardo Lourenço, entomologista (especialista em inseto) do Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz
Armadilhas artificiais, criadas pelo homem, devem sim ser alvo constante de monitoramento --e isso inclui vasos e pratos que acumulem água no jardim e cercas de bambu, por exemplo. Mas os botânicos defendem que as plantas vivas "viraram uma espécie de bode expiatório". 
"Se houver foco, seria algo tão raro e tão pouco que dificilmente a larva chegaria à fase adulta", explica Lourenço.
Bromélias x Aedes aegyp A incidência do mosquito nas plantas que acumulam água foi estudada em 2007 pelo Instituto Oswaldo Cruz. No período de um ano, foram encontradas 2.816 formas imaturas de mosquitos nas 156 plantas de dez espécies do bromeliário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Dessas, só 0,07% correspondiam ao Aedes aegypti e 0,18% ao Aedes albopictus.
Após 480 inspeções, que encontraram duas larvas em uma única planta, os pesquisadores concluíram que as bromélias "não constituem um problema epidemiológico como foco de propagação ou persistência desses vetores".
Já nos bairros da Gávea e do Jardim Botânico, vizinhos ao parque, um ou muitos focos, que continham dezenas de larvas e pupas de Aedes aegypti, foram achados a cada três ou quatro domicílios inspecionados no mesmo período --índices de infestação predial de, respectivamente, 3% e 4,45%, segundo a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Os focos costumam estar em calhas, pneus e outros reservatórios artificiais.
Os números são considerados altos pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que recomenda que o percentual não ultrapasse 1%.

Elas são aliadas

Para o botânico e ambientalista Ricardo Cardim, de São Paulo, além de plantas terem uma chance "minúscula" de virar criadouro de Aedes, elas podem ajudar o homem no combate ao mosquito:
A bromélia é um ecossistema, é um ser vivo. Ela recebe a água, mas a água não fica parada 
"Ela é envolvida por uma série de interações químicas e biológicas", explica ele. "Envolve ainda outros animais: passarinho, insetos, pequenas pererecas. Há uma vida muito rica em torno da planta, que ajuda na saúde pública."
Divulgação
Bromélias x Aedes aegyp
Quantas bromélias você tem no seu jardim?

Ministério da Saúde adverte: são, sim, vilões

Mesmo a Fiocruz sendo um órgão de referência ligado ao Ministério da Saúde, a pasta age na contramão do que defende o estudo feito pelos especialistas e informa que as plantas podem, sim, servir de habitat ideal às larvas do Aedes.
Por isso, os agentes de vigilância sanitária são orientados a fiscalizar as bromélias --a lista do ministério de possíveis criadouros inclui ainda lixeiras, baldes, ralos, calhas, garrafas, pneus, pratinhos com vasos de plantas e até brinquedos.
Segundo os técnicos do ministério ligados ao combate de epidemias, o Aedes busca "preferencialmente os depósitos existentes no ambiente doméstico e ao seu redor para procriar". "No entanto, também pode buscar alternativas como os criadouros naturais (bromélias, buracos em árvores, depressões em rochas, etc.)", disse a pasta, em nota.
Para as bromélias domésticas, os técnicos recomendam virar as folhas para que elas entornem a água acumulada após rega ou chuva. No caso de grandes produtores, como viveiros, a área deve ser monitorada pelo serviço de controle da dengue no município. "Os larvicidas podem ser agregados à água no momento da irrigação para evitar a proliferação do vetor", informou órgão.
Quinze minutos de vistoria seriam "suficientes para manter o ambiente limpo" quando as medidas se tornam rotineiras.

Como cuidar do jardim

  • Coloque areia, sal ou pedrinhas em pratinhos e vasos que formem lâminas d'água.
  • Os botânicos dizem para não colocar nada nas folhas e no miolo da bromélia ou do bambu, por exemplo, porque isso pode matar a planta. Mas o Ministério da Saúde diz para colocar água sanitária diluída (uma colher de café ou 2ml, para cada litro de água) nos pontos com água acumulada --cuidado para não colocar em recipientes com água para consumo humano e de animais.
  • Em casos extremos, use um véu de filó em torno da planta, amarrando com barbante na parte de baixo, com bastante cuidado para não machucá-la.

20 de fev de 2016

Bromélia Canistrum aurantiacum  exposição no Jardim Botânico do Recife

Bromélia Canistrum aurantiacum exposição no Jardim Botânico do Recife


Bromélias raras em exposição no Jardim Botânico do Recife.

Duas espécies da planta floresceram pela primeira vez desde que foram adquiridas.

A Canistrum aurantiacum é um dos exemplares que passa a integrar a exposição do Jardim Botânico
A coleção de bromélias do Jardim Botânico do Recife, no bairro do Curazo, Zona Oeste, 
disponibilizou para o público a partir desta sexta-feira (19) duas espécies de bromélia de rara beleza. As plantas floresceram pela primeira vez desde que foram adquiridas pelo espaço de pesquisa e contemplação, aberto à visitação de terça a domingo, das 9h às 15h30.

Denominada cientificamente Bilbergia porteana, uma delas foi coletada em 2012, na área de caatinga do município de Buíque, pelo biólogo Jefferson Maciel, da equipe técnica do Jardim Botânico. O período de floração dura pouco e se concentra de fevereiro a abril.

A outra, Canistrum aurantiacum, foi incorporada em 2014, a partir de um convênio com o Instituo de Tecnologia de Pernambuco (Itep). O convênio prevê que plantas nativas coletadas em áreas a serem inundadas para a construção de barragens. O JBR já recebeu plantas das áreas das barragens de Gatos, em Lagoa dos Gatos; Panelas II, em Cupira, e Serro Azul, em Palmares.

25 de dez de 2014

Cravo-do-mato

Cravo-do-mato

Verde em Folha

(Tillandsia stricta)

Bromélia nativa do Brasil, esta espécie é característica da Mata Atlântica (Foto: Arquivo TG)

Nome Científico: Tillandsia stricta

Família: Bromeliaceae

Características Morfológicas: Essa bromélia tem folhas estreitas e brácteas vermelhas, que cobrem quase inteiramente suas flores roxas. Além de folhas verdes brilhantes, possui brácteas – folhas modificadas e coloridas, que aumentam a sua beleza. A folhagem, em forma de roseta, se distribui em torno de um eixo central, e sua inflorescência projeta-se para o exterior por meio de uma haste longa.

Origem: Nativa do Brasil.

Ocorrência Natural: Esta espécie é característica da Mata Atlântica. Mas vale dizer que as bromélias existem apenas nas Américas, exceção para a espécie Pitcairnia feliciana, que habita a costa ocidental da África. No Brasil, existem espécies em praticamente todos os ecossistemas terrestres.

Hoje já são conhecidas cerca de 2.500 espécies de bromélias, divididas em três subfamílias: Pitcarnioideae, Tilladsiodeae e Bromelioideae. A espécie mais comum é o abacaxi (Ananas comosus), comercialmente cultivado em 78 países. A Tillandsia pertence a um dos quarenta gêneros de bromélias existentes nas matas brasileiras. Esta, particularmente, é específica do bioma Mata Atlântica.
Conhecida também por barba-de-velho e cravo-do-mato, é uma epífita pendente, que fixa-se e floresce no alto das árvores, sobre rochas e em troncos caídos.

Por conta de seu formato, em forma de cálice, que a possibilita armazenar a água da chuva e o orvalho, essa mesma estrutura também acumula detritos trazidos pelo vento e insetos que acidentalmente caem dentro desta área. Resultado: essa mistura provém a planta de todos os nutrientes que ela precisa para viver. Não é só isso. Essa caixa d’água natural, além de ajudá-la a atravessar a estação da seca, garante água à vida de muitos animais.

A bromélia Tillandsia stricta, além de apresentar características ornamentais, é empregada pela população da bacia do Rio Paraná como diurética, no combate à gonorréia e nos processos inflamatórios. Apesar disso, ainda representa uma fonte de estudo muito pouco explorada, tanto do ponto de vista químico como farmacológico, dizem os especialistas

18 de ago de 2014

 Bromélia imperial

Bromélia imperial

Verde em Folha
 Bromélia imperial (Alcantarea imperialis)

As bromélias são robustas e resistentes e essa é uma das maiores. Com folhagem muito ornamental, a variedade imperial é nativa dos estados de São Paulo e Minas Gerais. 

Sua inflorescência é ereta e terminal, com numerosas flores amarelas que atraem polinizadores, em especial os beija-flores. Multiplica-se por sementes e, mais raramente, por brotações, sendo cultivada isoladamente ou em grupos, entre pedras e em terra rica em matéria orgânica. 

É muito sensível a geadas fortes