Você já ouviu falar nos jardins filtrantes?

Trata-se de uma tecnologia, também conhecida como fitorestauração, que consiste no uso de plantas para tratar esgotos domésticos e efluentes industriais.

Além da estética oferecida pelo paisagismo, suas plantas e microorganismos capturam e digerem matéria orgânica, fuligem e outros materiais que, do contrário, correriam direto para rios e lagos, perturbando o seu equilíbrio.

Os jardins filtrantes são uma das soluções mais bem sucedidas para tratar águas usadas (eliminação de cargas orgânicas, azoto, fósforo, desinfecção de germes, biodegradação de novas moléculas, entre outros).

Como essa tecnologia tem como base a absorção dos resíduos pelas plantas, não há decomposição dos resíduos ou qualquer processo químico que resulte em geração de gás, eliminando o mal cheiro durante o ratamento.
Isso possibilita a aplicação desse sistema em locais próximos a moradias ou locais públicos.

Tratamento de efluentes

Segundo a SABESP (Compania de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), os jardins filtrantes também se mostraram a opção mais ecológica no tratamento de lodo contaminado e, obviamente, de recuperação e preservação de rios.

No caso do lodo, as ações são por meio da rizosfera, que é a região onde o solo e as raízes das plantas entram em contato. O número de microrganismos na raiz e à sua volta é muito maior do que no solo livre e os tipos de microrganismos na rizosfera também diferem do solo livre de raiz.

Quarenta tipos de efluentes podem ser tratados através da técnica dos jardins filtrantes, além do lodo também poder se transformar em adubo.
Através da fitorestauração podem ser condicionados os lodos de ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto), eliminando a necessidade de disposição de aterros sanitários, produzindo, então, um composto fertilizante.

Através da aplicação dessa técnica,  solos contaminados, rios e lagos podem ser  recuperados e revitalizados.
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Magal

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