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Frutas

Decoração

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Medicinais

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Emagrecedores

Repelentes

Meio Ambiente

Paisagismo

Orquídeas

Suculentas

Arranjos & Dicas

Jardins

COENTRO



O coentro é fonte de magnésio, cálcio, fósforo, ferro, fibras e ácido ascórbico.

Recomendações

O chá de coentro ajuda a aliviar dores de estômago e problemas de flatulência.

Preparo

Pique o coentro somente um pouco antes de usar e o adicione no final da preparação. Cru, ele possui sabor refrescante, levemente amargo e picante, sendo usado para aromatizar peixes, frutos-de-mar, carnes brancas e legumes.

Fonte: http://www.prepgc20.cnptia.embrapa.br/

COENTRO

Nome científico

Coriandrum sativum L.

Família

Umbelliferae

Origem

Costa do Mediterrâneo (Sul da Europa, Oriente Médio e África do Norte)

Características da planta

Planta anual, herbácea, com caule cilíndrico, estriado e pouco ramificado, que pode atingir de 0,70 a 1,00m de comprimento. As folhas são de coloração verde-brilhante e apresentam-se em duas formas: as inferiores pinadas e as superiores bipinadas. Exalam um aroma forte e fétido quando esmagadas, lembrando o cheiro exalado por percevejos.

Características da flor

As flores, pequenas e de coloração branca ou róseo-violácea, estão dispostas numa inflorescência do tipo umbela. O florescimento ocorre entre a primaverae o verão.

É importante lembrar que antes da decisão de investir no cultivo de plantas medicinais e aromáticas, principalmente para quem não tem experiência com estas culturas, é obter mais informações sobre o assunto, para conhecer todas as etapas e técnicas envolvidas na produção.

É aconselhável procurar orientação de instituições de pesquisa ou profissional capacitado, para se informar quais plantas são mais indicadas para serem cultivadas na propriedade, em função da localização e tipo de solo da mesma, entre outros fatores. Deve-se ainda, realizar pesquisa de mercado procurando descobrir quais são os compradores mais próximos, qual a possibilidade de negociar a produção, entre outros pontos importantes.

Traremos apenas informações gerais e sobre o cultivo desta planta, visando sua exploração comercial, fornecendo ainda alguns endereços para mais informações.

De modo geral, para qualquer planta de uso aromático e medicinal, para se iniciar uma cultura seja a nível comercial ou mantê-la na horta doméstica, as sementes e mudas devem ser adquiridas de produtores ou de viveiros de mudas idôneos, que garantam a identificação botânica correta.

Alguns aspectos referentes a colheita e pós-colheita devem ser conhecidos, como por exemplo:

Determinação do momento ideal da colheita, que varia de acordo com o órgão da planta, estádio de desenvolvimento, época do ano e hora do dia;

Conhecimento de qual parte da planta contém o princípio ativo de interesse;

A colheita de sementes é realizada quando elas estão completamente amadurecidas ou no caso de serem deiscentes (que caem após o amadurecimento), antecipa-se a colheita para evitar as perdas;

A colheita deve ser realizada em períodos sem ocorrência de chuvas, preferencialmente no período da manhã, após o orvalho ter evaporado;

As ferramentas utilizadas variam de acordo com as partes que serão colhidas. Normalmente são utilizadas ferramentas simples: tesouras de poda (caule e folhas) e pás, enxadas e enxadões (raízes e partes subterrâneas);

O material cortado é acondicionado em recipientes adequados à parte colhida ( sementes, flores, outros);

O material coletado tem destinos variados: uso direto do material fresco, extração de substâncias ativas ou aromáticas do material fresco e secagem para comercialização "in natura".

Embora não tenhamos como objetivo indicar o uso medicinal desta ou de qualquer outra planta, destacamos algumas recomendações contidas no livro Plantas e Saúde - Guia Introdutório à Fitoterapia:

Utilize somente plantas medicinais conhecidas;

Procure conhecer a parte da planta que serve como remédio (raiz, caule, folha ou flor);

Não colete plantas medicinais nas margens de rios ou córregos poluídos e esgotos, bem como na beira de estradas, devido as substâncias tóxicas liberadas pelo escapamento dos veículos;

Procure conhecer as plantas que são tóxicas;

Tenha cuidado ao comprar ervas medicinais, observando sempre o seu estado de conservação (se não tem mofo, insetos, etc);

Procure conhecer o modo de preparo das plantas utilizadas como remédio (infusão, cozimento, etc);

Estar atento a indicação de uso da planta, se é para uso interno (beber) ou externo (compressa, cataplasma, etc);

Não substitua imediatamente o remédio dado pelo seu médico por plantas indicadas por amigos. Procure antes conversar com seu médico.

Após estas ressalvas, passaremos a tratar sobre o cultivo do Coentro.

O cultivo do Coentro

Nome científico

Coriandrum sativum L.

DESCRIÇÃO E ORIGEM

Planta herbácea anual, pertencente a família das Umbelíferas. É nativa em países da Europa.

Altura

Média de 25 a 60 cm.

Caule

Cilíndrico, estriado, um pouco ramificado.

Folhas

Coloração verde-brilhante, alternadas, pinadas ou bipinadas.

Floração

Ocorre entre a primavera e o verão.

Frutos (ou sementes)

Possuem diâmetro entre 1,5 a 5 mm.

Variedade

Branca e roxa.

Finalidade

Planta de uso medicinal e aromática.

Partes das plantas utilizadas

Uso aromático

Frutos (sementes) bem maduros e secos. As folhas verdes e frescas são também empregadas na culinária.



As folhas do coentro só podem ser conservadas sob refrigeração. As folhas e frutos verdes exalam um odor forte e desagradável característico desta planta (se assemelha ao odor de percevejo "esmagado").
Uso medicinal
Frutos.
CULTIVO
Clima
O coentro é uma planta que tolera bem tanto o frio como o calor, assim como curtos períodos de seca.
Plantio
Através de seus frutos ou sementes.
Solo
São preferidos os solos férteis, profundos, bem drenados e com boa exposição à radiação solar. Devem ser evitados solos ácidos e os que retêm muita umidade.
Fertilidade do solo e adubação
Solos ricos em nitrogênio e adubações nitrogenadas intensas devem ser evitadas, pois o excesso de nitrogênio atrasa o amadurecimento das sementes ou prolonga o período de progressivo amadurecimento e reduz a produção. Adubações com fósforo e potássio no mesmo ano do plantio produzem sementes mais aromáticas.
Preparo do solo
Aração e gradagem.
Quantidade de sementes por hectare
15 a 25 kg.
Semeadura
Semear em local definitivo.
Época da semeadura
Cada região tem sua época mais adequada, mas recomenda-se que seja feita no início da primavera. A semeadura deve ser programada de forma que a colheita não coincida com épocas de chuvas intensas, o que prejudica a colheita.
Deve-se evitar a semeadura no período de inverno, devido principalmente ao risco de ocorrência de geadas. Para culturas em escala comercial, devido ao rápido amadurecimento dos frutos, sugere-se que a semeadura seja realizada aos poucos, em etapas, para evitar que a colheita de toda a área cultivada seja realizada de uma única vez, o que poderia gerar perdas durante a colheita, pois as sementes maduras e secas caem facilmente no solo, reduzindo o rendimento.
Espaçamento entre linhas
Usar espaçamento de 30 cm, para solos livres ou com pouca ocorrência de plantas daninhas. Para solos onde é freqüente a infestação por invasoras, o espaçamento é feito de acordo com a largura do cultivador que será utilizado.

Profundidade de semeadura
As sementes devem ser semeadas nos sulcos das linhas a uma profundidade de 2 a 2,5 cm, e cobertas com 1 a 2 cm de terra.
Utilizar espaçamento de 2 a 5 cm, entre as sementes na linha.
Germinação
Ocorre no período de 7 a 14 dias. Deve-se então realizar o desbaste, eliminando as plantas fracas e determinando-se o espaçamento final entre uma planta e outra na linha, de 15 a 25 cm.
Tratos culturais
Realizar controle e combate de ervas daninhas. Irrigar ou drenar o solo, e adubar, sempre que necessário.
Colheita dos frutos
É realizada a partir do momento em que 50 a 60% dos frutos, apresentam cor amarelo-dourado ou marrom-claro-amarelado, ou pardo, conforme a variedade. A colheita é feita, cortando-se os ramos com as umbelas (extremidades dos ramos onde estão os frutos). As umbelas cortadas podem ser colocadas em recipientes sem furos, para serem transportados para o local de secagem.
Mão-de-obra
Treinada para reconhecer o período ideal da colheita e realizar todos os procedimentos relacionados à mesma.
Colheita das folhas
É feita a partir do momento em que a planta possui folhas suficientes que possam ser colhidas, sem prejudicar o seu desenvolvimento, encerrando a colheita quando surgirem os primeiros órgãos que originarão as flores.
Bibliografia
COSTA, M.A. (et al). Plantas e Saúde - guia introdutório à Fitoterapia. Governo do Distrito Federal, 1992. 88 p.
MARTINS, E.R.; CASTRO, D.M.; CASTELLANI, D.C.; DIAS, J.E. Plantas Medicinais. Universidade Federal de Viçosa. 1994. 220p.
VON HERTWIG, I.F. Plantas aromáticas e medicinais: plantio, colheita, secagem, comercialização. 2a ed. - São Paulo: Icone, 1991. 414 p.
Fonte: http://www.agrov.com/

Hortelã




Nome científico: Mentha piperita

Família: Labiadas.

Outros nomes: Hortelã-pimenta, menta.

Descrição



Planta de 30 a 60 cm, ligeiramente aveludada. Haste ereta, quadrangular, avermelhada, ramosa. Ramos eretos e opostos. Folhas opostas, curtamente pecioladas, oval-alongadas, lanceoladas ou acuminadas, serreadas, algo pubescentes. Flores violáceas, numerosas pedunculadas, reunidas em verticilos separados e formando na extremidade das hastes, espigas obtusas, curtas, ovóides, assaz cerradas, munidas de brácteas na base. Cálices gamossépalo, tubuloso, de 5 dentes quase iguais. Corola gamopétala, infundibuliforme: limbo de 4 lobos, sendo o superior algo maior. O fruto é constituído por 4 aquênios.

Uso medicinal

Na hortelã estão reunidas, em elevado grau, as propriedades antiespasmódicas, carminativas, estomáquicas, estimulantes, tônicas, etc. Prescreva-se a hortelã como remédio na atonia das vias digestivas, flatulências, timpanite (especialmente a de causa nervosa), cálculos biliares, icterícia, palpitações, tremedeiras, vômitos (por nervosidade), cólicas uterinas, dismenorréia. É um medicamento eficaz contra os catarros das mucosas, já porque favorece a expectoração, já porque combate a formação de novas matérias a expulsar. Aplica-se o sumo embebido em algodão para acalmar as dores de doentes.

Às crianças que tem vermes intestinais, administra-se um chá de hortelã, liberta-las dos parasitas que as atormentam. As mães que amamentam devem tomar este chá, para aumentar a secreção do leite.

Há também outras espécies de hortelã (Mentha viridis, Mentha crispa, etc.), cujas propriedades medicinais são idênticas às da Mentha piperita.

Parte usada

Folhas e sumidades floridas, por infusão.

Dose

Folhas, normal; flores, 10 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.


HORTELÃ

Condimenta doces, legumes, saladas, carnes e licores. É mais conhecido por ser consumido em chá. Também conhecida como menta, a hortelã é uma planta aromática de cheiro puro, refrescante e de sabor intenso.

Existem muitas espécies, algumas originárias do sul e do centro da Europa, outras do Oriente Médio e do centro da Ásia.

Diziam os antigos que conhecê-las todas era tão difícil quanto contar as centelhas que saíam do vulcão do monte Etna. No Brasil as espécies mais conhecidas são hortelã-de-cozinha, hortelã-de-horta, hortelã-pimenta e poejo.

A maior produtora atualmente é a região norte da África. Seu óleo essencial (em concentrações de até 2,5% nas folhas secas) é composto principalmente por mentol (50%), responsável pelo odor refrescante e encontrado em folhas mais velhas.

A hortelã é uma planta herbácea de até 80 cm de altura. Suas folhas são opostas, ovais e serrilhadas.

A hortelã é muito utilizada no Oriente Médio e, ao lado do tomilho, é a especiaria mais forte da culinária britânica. Atualmente sua principal zona de cultivo é o norte da África.

Outros Nomes

Menta

Hortelã Apimentada

Hortelã-Comum

Hortelã-Cheirosa

Mint

Menthe Verte

Nome Científico

Mentha spicata (hortelã-de-cozinha)

Mentha crispa (hortelã-de-horta)

Mentha piperita (hortelã-pimenta)

Utilizando

As muitas variedades de hortelã podem ser usadas tanto em pratos doces como em salgados. É amplamente utilizada pela cozinha da Turquia, do Oriente Médio e do Vietnã. Entra no preparo de molhos e geléias para acompanhar cordeiro, batatas, ervilhas ou cenouras e chás, carne de porco e saladas de folhas. É ingrediente indispensável do tabule, prato à base de trigo típico da cozinha árabe. Na Turquia, no Líbano e em Israel é cozida junto com iogurte e com alho e é o principal tempero do kebab, cordeiro grelhado. No Vietnã, as folhas frescas acompanham quase todos os pratos.

A hortelã seca é usada para temperar coalhadas e rechear pastéis e legumes como berinjela, pimentão e tomate. No Ocidente é usada para aromatizar licores, manteigas, doces, sobremesas, sorvetes e chocolates.

Comprando

A hortelã é vendida geralmente fresca em buquê nas feiras ou lojas especializadas em ervas finas. Encontrada fresca, seca ou em pó. Fresca: maços e vasinhos de hortelã fresca são encontrados em supermercados, mercados ou feiras. Escolha as folhas vistosas e evite as que estiverem murchas e manchadas. Seca: prefira as acondicionadas em vidros ou embalagens escuros, que devem ser guardados ao abrigo da luz. Verifique o prazo de validade.

Conservando
Fresca: deve ser acondicionada em saco plástico, na geladeira, por alguns dias. Para congelar: retire as folhas do caule e pique-as finamente. Coloque-as em uma fôrma de gelo com água e leve-as ao congelador. Como secar: seque ao ar livre, em local sombreado e bem ventilado, por alguns dias. No microondas: lave e seque bem as folhas. Separe-as do talo e forre o prato do microondas com papel absorvente. Espalhe as folhas sobre o papel, deixando o centro do prato livre. Leve ao micro em potência máxima entre três e quatro minutos. Seca ou em pó: deve ser guardada ao abrigo da luz, respeitando o prazo da validade.

Combinando

Experimente combiná-la com salsa, coentro, pimenta-malagueta, alho, cardamomo e manjericão. Fresca e picada é ótima com ervilha, cenoura, beterraba, batata, salada, porco assado ou grelhado e cordeiro assado.

Preparando

Fresca: antes de qualquer preparo, lave bem e ponha a erva de molho em solução anti-séptica para verduras diluída em água. Para picar, primeiro separe as folhas do galho. Seca: utilize conforme as instruções da receita.

Dicas

Se você tiver folhas de hortelã começando a murchar, mergulhe-as em água bem gelada por alguns minutos. Elas ficarão mais viçosas. As folhas de hortelã cristalizadas decoram bolos e pudins e podem ser servidas com o café, depois das refeições.
Uso Medicinal

O chá de hortelã é indicado para tratamento de gripes e má digestão. O gargarejo alivia dores de garganta. Pode aliviar, também, picadas de insetos. Muito boa contra ânsia de vômitos Ela ajuda a purificar o organismo, limpar o tubo digestivo, eliminar toxinas, diminuir a temperatura do fígado, acalmar e garantir uma boa noite de sono. Observação importante: Qualquer uso terapêutico deve sempre ser acompanhado por um médico.

Banana

A fruta da energia e saúde



Existem cerca de cem tipos de bananas plantadas no mundo todo, porém as mais cultivadas no Brasil são a banana nanica e a banana prata.

A Banana nanica tem casca fina e amarelo-esverdeada, mesmo na fruta madura e polpa doce, macia e de aroma agradável.

Já a Banana prata, tem o fruto reto de até 15 cm de comprimento, casca amarelo-esverdeada, de cinco facetas, polpa menos doce que a da banana nanica, porém mais consistente, indicada inclusive para fritar ou assar.

A banana, principalmente a Banana prata, dentro do contexto atual alimentar e nutricional, é uma fruta com características originais e peculiares.

Energética, fácil de consumir é rapidamente digerida em menos de duas horas, é recomendada para todas as idades:

São particularmente indicadas pela sua riqueza em glicídios (açúcares), em vitaminas do grupo B, em potássio e em magnésio que são importantes para um bom desempenho muscular.

Auxilia na manutenção das defesas imunológicas graças aos seus aportes de vitaminas C e B, em minerais e em oligo-elementos variados (zinco, cobre, manganês, selênio...)

Como Escolher as Bananas

Escolha somente bananas com bom aspecto e aroma característico.

Prefira as de casca bem amarela com pequenas manchas marrons, de aspecto firme e sem partes moles ou machucadas.

Caso a banana não venha a ser consumida logo, dê preferência às que estão regularmente verdes, aguardando

Girassóis

Significado principal:

Os girassóis são as mais “felizes” das flores e seus significados incluem a lealdade e longetividade, são únicos na habilidade de prover energia vibracional, como um espelho do sol, provendo seu calor e sua luz, invocando sentimentos de calor, conforto e felicidade.
Os girassóis estão em muitas variedades de flores, do pequeno ao grande, dos mais amarelos aos mais vermelhos.
Com a exploração européia, o girassol foi trazido à novas áreas, e sua popularidade espalhou vertinosamente na música e nas pinturas

(veja os Girassóis de VAN GOGH) por conta do impressionismo fixado à flor.


O girassol transformou-se em uma escolha ideal para refletir sentimentos de felicidade e pensamentos ensolarados, veja nossa coleção de arranjos e bouquet com girassóis.
O Helianthus Annus (Girassol) é flor originária da América do Norte e apresenta aspecto robusto e tom amarelo-alaranjado.

Adota o comportamento vegetal conhecido como Heliotropismo, ou seja, “gira” no caule de maneira a estar sempre com a “face” voltada para o sol.

 
1 - INTRODUÇÃO

O girassol é uma fonte importante de óleo comestível. Sua produção mundial ultrapassa 20 milhões de toneladas anuais de grãos.

Originária da América do Norte a planta do girassol se desenvolve e produz bem na maior parte do Estado de São Paulo e distribui-se em 67 espécies

As regiões muito úmidas do leste e do Sul do estado são inaptas para o seu cultivo. A incidência de doenças por excesso de umidade limita a produção nessas regiões.

O óleo de girassol vem despertando, nos últimos anos, o interesse de muitos consumidores pelo recente conhecimento científico de que ele reduz o nível do colesterol que traz risco à saúde humana, quando em excesso nos vasos sanguíneos.

A cultura do girassol tem boa resistência à seca e ao frio, podendo ser usada com vantagem como segunda cultura. Outra vantagem, é a sua total mecanização.

O rendimento de grãos na lavoura de girassol pode atingir e ultrapassar 2500 kg/ha, com a tecnologia nacional atualmente disponível. Em áreas experimentais há registro de rendimentos superiores a 3000 kg/ha.

2 - CLIMA E SOLO

A cultura do girassol é pouco exigente em calor, desenvolvendo-se em ampla faixa de temperatura. Como outras culturas, é sensível à geada, que danifica sua folhagem e provoca chochamento de grãos quando ocorre na época do florescimento. Há, entretanto, materiais resistentes à geada, que não sofrem a queima de folhas nem o chochamento de grãos.

Temperaturas elevadas na fase de formação e maturação das sementes podem acarretar redução no seu teor de óleo.

O desenvolvimento e a produção de girassol requer bom suprimento de água no solo no período que vai da germinação das sementes ao início do florescimento. Após a formação dos grãos a cultura é favorecida por período seco.

Os solos mais indicados para a produção de girassol são os de textura média, profundos, com boa drenagem, razoável fertilidade e pH de moderadamente ácido a neutro; superior a 5,2 (determinação em CaCl2) .Solos leves ou pesados podem também ser usados se não houver impedimento para o desenvolvimento do sistema radicular. Solos com acidez elevada ou acentuada pobreza química não devem ser usados para o cultivo do o girassol sem a correção dessas deficiências.

3 - CULTIVARES

Dois cultivares de girassol obtidos no Instituto Agronômico (IAC) são recomendados para plantio no Estado de São Paulo; o IAC-Anhandy e o IAC-Uruguai. O primeiro é recomendado para a produção de óleo e o segundo para a alimentação de pássaros.

Além desses cultivares, diversos híbridos, de empresas privadas são também recomendados.

O boletim “O Agronômico ” - V 34, 1982, traz as seguintes características do cultivar Anhandy:

“A altura média das plantas no plantio das águas é 182 cm e no plantio da seca é 150 cm. O diâmetro dos capítulos no plantio das águas é 18,0 cm e no plantio da seca 14,8 cm. Polinização cruzada e flores amarelas. Ciclo de 90 a115 dias. A produtividade é 800 a 2400 kg/ha, dependendo principalmente, da época do plantio. As sementes são oblongas, com 11,43 mm de comprimento por 6,09 mm de largura e 3,94 mm de espessura. Testa preta, rajada de cinza. O peso médio de cem sementes é 6,11 g e o teor de óleo 45%. É resistente a geadas e ao tombamento e tolerante à ferrugem (Puccinia helianthi ) e à alternaria (A. zinniae, A. helianthi e A. alternata).

4 - PREPARO DO SOLO

Para o plantio do girassol, o terreno é preparado com aração profunda (25 a 30 cm) e gradeações. Essas operações são efetuadas após a limpeza do terreno, quando ela é necessária. A ultima gradeação realizada pouco antes do plantio contribui para o controle das ervas daninhas. Após a última gradeação o terreno deverá estar livre de ervas, de torrões e com a sua superfície uniforme.

5 - CALAGEM

Nos solos ácidos, que requerem calagem, a quantidade de calcário recomendada com base na análise de terra deve ser usada. Essa quantidade é calculada para elevar o índice de saturação por bases para 70%.

O calcário comum é aplicado sessenta dias, no mínimo, antes do plantio e o calcário semicalcinado com a antecedência de um mês.

O calcário pode ser incorporado ao solo com grade comum antes da aração e posteriormente incorporado mais profundamente com a aração. Pode também ser aplicado em duas vezes; metade da dose antes da aração e a outra metade após a aração . A forma mais comum de fazer a calagem tem sido a aplicação do calcário de uma só vez após a aração e antes das gradeações. Nessa forma de aplicação, o calcário fica pouco distribuído no perfil do solo.

6 - ADUBAÇÃO

Produção elevadas de girassol geralmente dependem da adubação química, que deve ser usada de acordo com a recomendação estabelecida mediante análise de terra.

Na adubação química, são aplicados no plantio 10 kg de N por hectare e o total das doses de fósforo e de potássio. O restante do nitrogênio é aplicado em cobertura trinta dias após a emergência das plantas.

Na falta da análise de terra, podem ser usados no plantio 200 kg por hectare da fórmula 5-25-25 ou a quantidade de qualquer outra fórmula que forneça doses correspondentes de N, P2O5 e K2O. Em cobertura poderão ser aplicados 20 kg/ha de N.

Quando a acidez do solo é corrigida pela calagem, é necessário misturar ao adubo aplicado em cobertura oito quilos de ácido bórico por hectare, e antecipar a adubação em cobertura de 30 dias para 20 dias após a emergência das plantas.

7 - PLANTIO

O plantio do girassol em São Paulo abrange o período de setembro a março, destacando -se duas épocas: a da primavera, a partir de meados de setembro, e a de verão, com início em fins de dezembro. A época mais favorável para o plantio situa-se entre fins de dezembro e meados de fevereiro.

O espaçamento de plantio de girassol pode variar de 60 a 90 cm entre linhas e de 30 a 40 cm entre as sementes na linha. Para materiais de porte médio, o espaçamento de 70 cm entre linhas apresenta bons resultados. O espaçamento de 80 cm.tem sido empregado para a mecanização da colheita com colhedeiras de milho adaptadas.

A profundidade de plantio recomendada é de 3 a 5 cm,.estabelecida a profundidade ela deve ser mantida constante em toda a operação de plantio para evitar falhas na linha.

A semeadura é realizada quando o solo esta com bom teor de umidade.

As sementes de girassol têm forma oblonga, sendo por isso difícil sua distribuição uniforme com os dosadores de sementes das semeadoras usadas em outras culturas. É, portanto, necessário usar dispositivos distribuidores de sementes específicos para o girassol para manter sua semeadura uniforme obter uniformidade na semeadura é de particular importância porque há acentuada concorrência entre as plantas do girassol quando há excessos de plantas na linha.

8 - TRATOS CULTURAIS

O controle de ervas na cultura do girassol pode ser mecânico ou químico. Geralmente o controle mecânico é suficiente para manter a lavoura livre de ervas.

Os cultivos realizados com cultivador,e complementados com enxada, quando necessário, devem ser realizados com as ervas ainda pequenas.

No controle químico podem ser usados herbicidas à base de Trifluralina e Alachlor.

9 - PRAGAS E CONTROLE

A praga que tem atacado a cultura de girassol com mais freqüência e mais intensidade e a lagarta preta das folhas, de nome específico Chlosyne lacinia saundersii. O besouro Ciclocephala melanocephala, de ocorrência bastante rara, danificam os capítulos provocando prejuízos consideráveis à produção. Outras pragas, como vaquinhas, cigarrinhas, besouros e outras lagartas são encontradas na cultura do girassol, porém os danos que causam não tem expressão econômica.
Para o controle da lagarta preta das folhas e do besouro dos capítulos são recomendados produtos à base de Triclorfom e Cartap.

10 - DOENÇAS E CONTROLE

A principal doença da lavoura de girassol em São Paulo é a Mancha de Alternária, doença fúngica que caracteriza-se por pequenas pontuações necróticos de coloração castanha a negra, de forma arredondada ou angular, com cerca de 3 a 5mm de extensão, e talo de cor amarela em torno da lesão.

A ferrugem, outra doença fúngica cujo agente causal é o fungo Puccinia helianthi já causou sérios prejuízos à produção paulista. Os materiais atualmente utilizados têm apresentado tolerância à ferrugem, deixando essa doença de ser um risco para a produção.

Nos plantios tardios (abril), realizados em regiões úmidas e frias, ocorre a podridão de Sclerotínia, que se caracteriza por uma camada de micélio branco sobre o caule das plantas, escleródios no seu interior e podridão nos capítulos. O agente causal dessa doença é o fungo Selerotína Sclerotiorum.

Não há produtos químicos registrados no Ministério da Agricultura para o controle de doenças do girassol. As medidas de controle são culturais, destacando-se a rotação de culturas e o emprego de sementes sadias.

11 - COLHEITA

A colheita pode ser totalmente mecanizada ou semi-mecanizada. Ela é realizada 100 a 130 dias após a emergência das plantas, quando o capitulo está com coloração castanha. O teor de umidade dos grãos para o armazenamento é de 11%, podendo o girassol ser colhido com 14% de umidade para posterior redução da umidade a 11%.

A mecanização total da colheita é obtida com a adaptação de plataformas em colhedoras automotrizes de cereais. Essas adaptações tem sido feitas em colhedoras de milho.

A colheita semi-mecanizada é semelhante à de feijão. Os capítulos são colhidos e amontoados junto à batedeira estacionária para a operação de trilha.

12 - BENEFICIO E ARMAZENAMENTO

Após a trilha, o girassol contém muita impureza e precisa passar por processo de limpeza (ventilação) para redução do seu teor de impureza a 4%, ou ao teor requerido pelo comprador.

A limpeza dos grãos é operação indispensável para a obtenção de boa qualidade do óleo e da torta.

13 - COMERCIALIZAÇÃO

O girassol é destinado à alimentação de pássaros ou às industria de óleo, dependendo do tipo de material usado no plantio.

Para a alimentação de pássaros sua cotação tem oscilado em torno de 500 dólares por tonelada. O mercado para o consumo por pássaros é restrito. O girassol destinado às industrias de óleo tem cotação em torno de 200 dólares por tonelada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, A.M.R.; MACHADO,C.C & PANIZZI, M.C.C. - Doenças do girassol: descrição de sintomas e metodologia para levantamento. Londrina, EMBRAPA-CNP de Soja, 1981. 24p. (Circular Técnica 6).

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - Centro Nacional de Pesquisa de Soja - Indicações técnicas para o cultivo do girassol. Londrina, 1983, 40 p. (Documentos, 3).

GIRASSOL “IAC ANHANDY”. O Agronômico, Campinas, IAC, 34 (tomo único): 13, 1982 (separata).

LA CULTURE DU TOURNESOL. Paris, CETION, 1981. 16p.

MORAES, S.A.; UNGARO, M.R.G. & MENDES, B.M.J. “Alternaria helianti”agente causal de doença em girassol. Campinas, Fundação Cargill, 1983, 20 p.

ROSSI, R.O. O girassol. São Miguel do Oeste (SC), Rogobrás Sementes, 1991, 59 p.

SEMENTES CONTIBRASIL. Girassol: manual do produtor. São Paulo, 1981, 30 p.

UNGARO, M.R.G. - Instruções para a cultura do girassol. Campinas, IAC, 1986, 26 p. (Boletim Técnico 105)

FIGO

Melhor variedade: roxo-de-valinhos.
Época de plantio: junho - julho.
Espaçamento básico: 3,5 x 2m.
Mudas necessárias: 1.400/ha.
Combate à erosão: linhas de nível, terraços, patamares ou banquetas de nível, capinas alternadas.

Adubação por planta: plantio: na cova: 20kg de esterco de curral; 1Kg de fosfato natural; 150g de cloreto de potássio 500g de calcário magnesiano; em cobertura: 200g de Nitrocálcio, em quatro parcelas; No pomar em formação: 40 a 60g de cada um dos nutrientes - N P2O5 e K2O - por ano de idade; No pomar adulto: após a colheita: 5kg de esterco de galinha; 1kg de Superfosfato e 400g de cloreto de potássio; na vegetação: três a quatro aplicações e 400g a 500g de sulfato de amônio.

Tratos culturais: manter espessa camada de cobertura morta. Tratamentos fitossanitários, e poda para manter a copa arejada, com 15 a 20 ramos;
Irrigação: aconselhável nas estiagens da primavera.
Combate à moléstias e pragas: no inverno: caiação do tronco; fungos: calda bordalesa ou similares; brocas: Trichlorphon ou Fenitrothion .
Época de colheita: dezembro - abril .
Produção normal: (frutos): 20 a 22t/ha.
Observações: na formação de um figueiral, recomendam-se estacas enraizadas em viveiros livres; de nematóides; evitar o aproveitamento de filhotes que se formam junto do tronco das plantas adultas; a estaquia direta no campo é um processo de multiplicação que pode ser conveniente. Cultura permanente.

Uso Nutricional

Os figos são consumidos frescos, secos, preservados, cristalizados ou enlatados.

O valor nutritivo dos figos muda conforme a variedade e reside em seu conteúdo de sais minerais e açúcar, sendo um dos frutos de clima temperado que possui mais cálcio. Possui ainda cobre, potássio, magnésio, sódio e traços de zinco.

O figo é um fruto altamente energético. O conteúdo de açúcares nos figos aumenta devagar nas primeiras etapas do desenvolvimento e rapidamente no final, chegando a uma concentração de 20,7% de açúcares no suco do fruto - sendo que o conteúdo total de açúcares dos figos frescos varia de 13 a 20% e dos figos secos de 42 a 62%. O açúcar presente está na forma de açúcares invertidos. Nos figos secos, a distribuição de açúcares é em torno de 50% de glucose, 35% de frutose e 10% de sacarose.

O ácido principal nos figos maduros é o ácido cítrico, contém também ácidos: acético, málico, ascórbico, aspártico e oxálico. Das enzimas presentes, a masi importante, é a ficina que tem uso como amaciador de carne. Outras enzimas isoladas são peroxidase e lisozimas.

A proteína do figo é de bom valor biológico, contendo todos os aminoácidos essências. Os mais abundantes são o ácido aspártico e ácido glutâmico, sendo pobre nos aminoácidos triptofano e metionina.

A textura do fruto vai mudando com o amadurecimento, ficando mais macio quando está pronto para ser consumido. Isto acontece por ação de enzimas que atuam na hidrólise do amido; na transformação dos constituintes da celulose e pela conversão da protopectina solúvel.

É importante consumir o figo com a sua pele - pois ela é rica em fibras, proteínas, sais minerais, goma e mucilagem - tendo o cuidado de lavá-lo bem, para retirar o pó branco que é colocado para proteger o fruto de fungos.

O conteúdo do látex do figo é maior na fruta verde e serve para coalhar o leite, sendo de 30 a 100 vezes mais potente que o coalheiro preparado do fato dos animais ruminantes.

Uso medicinal

As folhas em cozimento são usadas para dor de estômago.

Em Porto Rico e Argentina, usam 3 folhas secas fervidas por 15 minutos, para baixar a glicemia. Por enquanto, em Cuba, Venezuela, Colômbia e Curaçao, o cozimento das folhas é usado para tosse e problemas do peito, como bronquite. Folhas aquecidas em água fervendo são usadas como cataplasma sobre calos. O fruto é considerado um laxativo suave, acredita-se que esse efeito seja provocado pela presença da sacarose no fruto fresco e na fruta seca, pelas sementes que não são digeridas, como também pela pele rica em fibras. Na farmacopéia Britânica existem laxativos preparados a base de figo - sena -casca sagrada e ruibarbo. Os figos cozidos no leite, usar na forma de bochechos e gargarejos.

Na coqueluche, para aliviar a tosse, em jejum, utilizar um figo deixado de molho no vinho ou álcool de cereais. Os figos são também úteis na prevenção das anemias nutricionais, por serem ricos em cobre e ferro.

Na china, os frutos ainda verdes cozidos com carne de porco, são usados como tônico e também para aumentar o leite nas lactantes.

O leite e o látex que saem do fruto verde e do talo, são cáusticos e utilizados sobre calos e verrugas. No México, é usado para obstrução intestinal e aplicado em feridas e abscessos. Por via oral, na Índia, é utilizado contra vermes (trichiuria e áscaris), esse fato deve-se a ficina, enzima proteolítica que digere vermes vivos. Deve ser administrado com bicarbonato de sódio para evitar ser destruído pelo ácido clorídrico do estômago.

A casca do tronco cortada fina e colocada dentro da narina, serve para estancar hemorragias.

Outros Usos

As folhas amassadas são aplicadas no rosto para clarear manchas. Obs.: Não ficar no sol para evitar a dermatite causada pelo efeito tóxico do bergapteno.

Composição Química

A folha contém grande número de compostos entre eles: xantotaxol, marmesina, bergapteno, quercitina, rutina, isoquercitina, estiguimasterol, sitosterol, tirosina, ácido cerotírico, ficusina, glutamina e papaína. Sais Minerais como cálcio sílica e potássio. Enzimas como protease, lipase e diastase. O látex ou leite, contém enzimas proteolíticas e ficina.

Na fruta fresca, os principais ácidos são: cítrico, acético, pequenas quantidade de ácido málico, bórico e oxálico. O conteúdo de ácidos vai de 0.1% a 0.44%, como o ácido cítrico. Contém também goma, mucilagem e pentoses. As sementes produzem um óleo com predominância de ácidos insaturados 85,66% e saturados 8,46%, sendo os principais ácidos: oléico 18,99%, liniléico 33.72%, linolênico 32,95%, palmítico 5,23%, esteárico 2,18% e araquídico 1,05%.

Toxidade

A furanocumarina bergapteno, presente nas folhas, apresenta fototoxicidade, produzindo dermatite, bolhas e hiperpigmentação como resultado de contato com a planta e exposição ao sol.

Flores Silvestres

As Flores


Botão de ouro (Ranunculaceae repens)





Narciso (Narcissus triandrus)




Tulipa brava (Tulipa sylvestris subsp. australis)





Tomelos/Salgadeira (Alyssum) serpyllifolium lusitanicum






Fumária (Fumaria officinalis)





Ballota nigra



Cerastio (Cerastium glomeratum)


Myosotis discolor

Violeta brava (Viola canina)


Citronela

Nomes populares e científicos: citronela-de-java (Cymbopogon winterianus) e citronela-do-ceilão (Cymbopogon nardus)
Família: Gramíneas
Clima: tropical
Solo: não é muito exigente, mas recomenda-se plantio em solo fértil e úmido
Luminosidade: exige sol pleno, a planta não vai bem à sombra ou meia-sombra
Propagação: divisão de touceiras, em qualquer época do ano
Regas: quando não há chuvas, regar 4 vezes por semana
Espaçamento para plantio: 1 metro entre as mudas

Replantio: a cada 3 anos

A citronela é uma planta aromática que ficou bem conhecida por fornecer matéria-prima (óleo essencial) para a fabricação de repelentes contra mosquitos e borrachudos. Considerado um ótimo repelente, o óleo da citronela é rico geraniol e citronelal.
Há quem pergunte se apenas cultivando a citronela no jardim é possível usufruir do poder repelente da planta. A resposta é sim, mas com uma ressalva: para que o resultado seja positivo, é preciso plantar a citronela no caminho percorrido pelo vento, de forma que leve o aroma até o local de onde desejamos manter os mosquitos afastados.
Uma outra forma de aproveitar o poder repelente da planta é fazer um chá com as folhas da planta e usá-lo para limpar o chão, passar em parapeitos de janelas, etc.

Velas, cremes e loções

No mercado, podemos encontrar vários produtos fabricados com óleo de citronela, entre eles:

* velas utilizadas como repelentes de insetos

* loções e óleos repelentes, utilizados principalmente no verão, em regiões litorâneas, onde há grande incidência de mosquitos e borrachudos

O método industrial de extração do óleo essencial da citronela é conhecido como "arrasto de vapor". As folhas são colocadas em um recipiente e passam a receber vapor d'água constantemente. A água é aquecida em uma caldeira. Ao passar pelas folhas da citronela, o vapor leva junto o óleo essencial, separado da água, em seguida, por condensação.

Já a extração caseira do óleo essencial da citronela não é muito simples. Segundo informações da Seção de Plantas Aromáticas do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), pode-se colocar as folhas com um pouco de água num panela de pressão: o vapor que sair de lá também vai conter óleo essencial. O problema é recolher este vapor, para daí extrair o óleo.

Uma outra dica é que o óleo essencial da citronela é também solúvel em álcool. Assim, se misturarmos as folhas ao álcool, naturalmente o óleo essencial vai ser liberado. Aqui o problema é o seguinte: outras substâncias presentes na folha, como clorofila e pigmentos, também são solúveis em álcool e, neste caso, não teríamos o óleo puro como se obtém por meio do vapor d'água.

Vale destacar mais um detalhe importante: as folhas de citronela possuem uma concentração mínima de óleo essencial, em torno de 0,5% a 0,6%. Para cada 100 quilos de folhas, extraem-se no máximo 600 gramas de óleo. Ou seja, tentar extrair pequenas quantidades não é nada viável.


Não confundir com o capim-limão

Ainda é muito comum a confusão entre a citronela e o capim-limão (Cymbopogon citratus) – pelo nome científico, já deu para perceber que ambas as plantas pertencem ao mesmo gênero. Embora a aparência seja realmente muito próxima, dá para diferenciá-las pelo aroma: o capim-limão apresenta um cheiro mais suave, que lembra o limão; enquanto o aroma da citronela é bem intenso.

Capim-limão - Cymbopogon citratus

Nome Científico: Cymbopogon citratus

Sinonímia: Andropogon ceriferus, Andropogon citratus, Andropogon citratus, Andropogon citriodorum, Andropogon nardus ceriferus, Andropogon roxburghii, Andropogon schoenanthus, Cymbopogon nardus citratus, Elionurus candidus

Nome Popular: Capim-limão, Capim-cidró, Capim-cheiroso, Cidró, Chá-de-príncipe, Capim-cidreira, Príncipe, Capim-santo, Belgate, Belgata, Chá-do-gabão, Capim-cidrão, Capim-cidrilho, Capim-de-cheiro, Capim-marinho, Capim-membeca, Palha-de-camelo, Esquenanto, Chá-de-estrada, Chá-de-caxinde

Família: Poaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: Índia

Ciclo de Vida: Perene

O capim-limão forma uma touceira densa, suas folhas são longas, com bordas cortantes e de coloração verde clara. Devido ao aroma, é muito confundido com a erva-cidreira (Melissa officinalis), embora em nada mais se pareça com esta planta. Contém grandes quantidades de óleo essencial citral, responsável por muitas de suas utilizações aromáticas e medicinais.

É extremamente rústica, adaptando-se a variadas condições de clima e solo. Pode ser plantada em vasos e jardineiras, assim como em canteiros adubados ou como bordadura em áreas grandes. É indispensável no jardim de ervas, seja pelo seu aroma ou pelas utilizações medicinais. É muito atrativa para abelhas, sendo bastante utilizada para capturar enxames.
Deve ser cultivada a pleno sol, em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica para uma boa produção. Seu crescimento é bastante rápido, o que pode requerer um desbaste periódico. Utilize sempre luvas ao trabalhar com o capim-limão, pois as bordas das folhas produzem cortes superficiais na pele. Não tolera geadas fortes, mas rebrota na primavera. Multiplica-se facilmente pela divisão das touceiras.

Medicinal

Indicações: Insônia, nervosismo, cólicas, resfriados, gripes, mialgias, febres, infecções da pele.

Propriedades: Calmantes, sedativas, antipiréticas, anti-depressivas, diuréticas, expectorantes, bactericidas, analgésicas, ansiolíticas, digestivas, entre outras.

Partes usadas: Folhas e colmos.

As dálias podem agrupar-se em dois grupos principais: as anuais, que se desenvolvem a partir de semente, e as que se desenvolvem a partir de tubérculos. As sementes vendem-se habitualmente em misturas de diferentes cores; para a obtenção de flores de uma determinada cor, é preferível optar pela plantação de tubérculos.
As plantas podem crescer desde 30 cm até 1,5 m de altura, com flores singelas ou dobradas de 5 a 25 cm de diâmetro, dependendo do tipo. As dálias florescem dos fins de Julho até ao fim do Outono.
Preparação do solo: As dálias precisam de luz abundante e, de preferência, canteiro próprio. Solo ligeiro bem drenado é o ideal, mas as plantas dão-se cm qualquer solo razoável. Se o solo for compacto, junte-lhe um pouco de areia e de terriço. Prepare o solo, estrumando-o bem no Outono para as plantar na Primavera seguinte.

Selecção: Compre os tubérculos maiores que conseguir, pois são esses os que mais provavelmente produzirão as flores maiores e mais abundantes. Certifique-se de que são saudáveis — rejeite os que tiverem cortes, pontos moles, sinais de apodrecimento ou zonas secas ou manchas poeirentas.
Plantação: Todas as dálias, excepto as anãs, necessitam de estacas. Abra um buraco de 15 cm para cada planta e espete nele uma robusta cana de 1,5 m até à profundidade de cerca de 30 cm.
Coloque o tubérculo cuidadosamente para não o danificar e deixando para cima a parte que irá dar origem ao caule. Misture o solo extraído com farinha de ossos e um pouco de turfa — Utilize-o para tapar o buraco e depois regue a planta.
Se quiser obter dálias em vasos, proceda do mesmo modo, colocando estacas e plantando o tubérculo. Regue depois de plantar e novamente passados dois dias, se o tempo estiver seco.

Chá ajuda homens a perderem a barriguinha

Se a barriguinha masculina, principalmente conquistada pelo exagero da cervejinha incomoda, uma solução para os rapazes é beber chá.

De acordo com um estudo norte-americano da Queen's University in Kingston, homens que bebem pelo menos duas xícaras de chá por dia têm maior perda de gordura na região do abdômen do que aqueles que consomem café ou nenhuma das duas bebidasA pesquisa, apresentada no 1° Congresso Internacional de Obesidade Abdominal, avaliou quase 4 mil adultos entre 2003 e 2004. "A chamada gordura visceral, em torno da cintura, que acomete principalmente os homens, é fator de risco para doenças cardiovasculares, derrames, diabetes e hipertensão", explica o endocrinologista João Cesar Castro Soares, da Unifesp.

O consumo de chá normalmente é um hábito de quem tem sobrepeso, mas pouco se sabe como este costume pode acarretar na perda de medidas de uma maneira positiva.

Segundo os pesquisadores, a relação entre obesidade e consumo de chá não é comum, considerando que mais de 60% da população são adeptos das bebidas, e a frequência pode chegar a dez vezes por dia. Além disso, uma grande parte dos que bebem faz o uso de açúcar ou adoçantes artificiais. Porém, a pesquisa mostrou que o consumo do café não esteve relacionado à gordura abdominal em homens e mulheres.

Por outro lado, os resultados mostraram que a relação entre perda de cintura e o consumo do chá era diferente entre homens e mulheres.

Neles, o uso de açúcar significa perda de, aproximadamente 2,5 cm, enquanto o uso de adoçantes artificiais gerou redução de até 5 cm. Já nas mulheres, o consumo de chá com leite está ligado a uma perda de apenas 1,5 cm e as bebidas com adoçantes representavam uma perda de até 2,5cm

CRISÂNTEMO

Características

Cultivado há mais de 2.000 anos no Oriente, onde é tido como uma planta muito nobre, o crisântemo possui muitos tipos e cores, e exige alguns cuidados especiais de irrigação e luminosidade.

A rega do Crisântemo deve ocorrer enquanto ele está florido, a cada dois dias, uniformemente, sem excessos, o que poderia que lhe causar danos e até o levar à morte. Ele necessita de abundância de luz do sol, mas de forma indirecta, o que incentiva as flores se abrirem. A luz solar intensa e directa pode queimar as flores.
São da família da Compositae, o género possui mais de 100 espécies e mais de 800 variedades comercializadas mundialmente.
Originário da Ásia, foi adoptado como símbolo nacional pelo Japão. Chegou na Europa por volta de 1700 onde foi melhorado geneticamente, para chegar às variedades actuais. Quanto ao tamanho, dividem-se entre crisântemos, largos, médios e minis, dependendo da finalidade (corte ou vaso). As cores podem ser as mais diversas possíveis, destacando-se: o branco, amarelo, vermelho, lilás, roxo, salmão e a mistura dessas cores em tais variegados.

Chrysanthemum, de nome vulgar crisântemo, é um género botânico pertencente à família Asteraceae.

Simbologia

Essas flores representam a protecção, a esperança e a compreensão dos limites da vida.

Em grego, crisântemo significa "flor de ouro". Esta planta é cultivada há mais de 2.500 anos na China e é considerado uma das plantas nobres chinesas (as outras são o bambu, a ameixeira e a orquídea). Era o distintivo oficial do exército e uma exclusividade da nobreza.

Foi levado ao Japão pelos budistas. Por sua semelhança com o sol nascente, acabou por se tornar um símbolo do país, inclusive o trono do imperador era conhecido como o "Trono do Crisântemo". Existia a lenda de que uma única pétala da flor, colocada no fundo de uma taça de vinho, traria vida longa e saudável.

Foi levada para o ocidente no século XVII. O nome foi-lhe atribuído por Carolus Linnaeus, combinando o prefixo grego chrys-, que significa dourado (a cor das flores originais), e -anthemon, que significa flor.

Existem mais de 100 espécies e mais de 800 variedades comercializadas no mundo. Seu porte é herbáceo e geralmente de 1 metro. Sua propagação se dá por estacas em estufas e sementes, e dá flores o ano inteiro.

Precisa de muita luz, porém, não suporta sol directo. Prefere clima quente e húmido.

Essas flores são símbolo do Japão, pais no qual o imperador se senta no “trono do crisântemo”. Essas flores também estão associadas à bandeira japonesa, a qual possui uma esfera que representa o coração do crisântemo (uma flor sem as pétalas) que, por sua vez, representa, para os japoneses, o símbolo do sol.

Na Europa, por sua vez, como também em países culturalmente seus descendentes, o Crisântemo está associado à morte, sendo as flores preferidas nos velórios e para representar os pêsames.

Enquanto alguns a utilizam como consolo para a perda de alguém querido, outros cultivam o hábito de brindar a vida e saúde com uma pétala de Crisântemo no fundo da taça.

No Brasil, essas flores são utilizadas para representar tanto a vida quanto a morte, o sol e a chuva, sendo essas as flores preferidas para ser oferecida no dia de finados e no dia de todos os santos. No México, presentear com flores Crisântemo representa uma declaração explícita de amor.

Alguns significados específicos de suas cores quando oferecidos como presente:

Flores Amarela: amor frágil, desdenhado; fortuna.

Flores Branca: sinceridade, saúde.

Flores Vermelha: declaração de amor, paixão e amor, como ocorre quase sempre com flores dessa cor.



Algumas vezes, tudo o que precisamos é uma alegria vinda de um gesto de amizade, flore como presente é um destes grandes gestos. Flores Crisântemo como presente também leva consigo a seguinte mensagem: “Você é um grande amigo!”.

Como plantar

O crisântemo é uma planta de dia curto, florescendo naturalmente no Inverno. Para obter uma produção durante o ano todo é necessário fazer a plantação em estufas durante o verão, onde técnicas de escurecimento permitem a obtenção artificial de plantas floridas. Dependendo da época do ano e da variedade, o ciclo pode ser de 12 a 14 semanas. O primeiro passo é a obtenção de mudas; pequenas estacas de 5 cm que são retiradas das ponteiras das plantas matrizes. Estas mudas são tratadas com reguladores de crescimento, sendo posteriormente plantadas em substrato adequado, como palha de arroz carbonizada. Após 2 semanas, as mudas enraizadas vão para o local definitivo (terra de canteiros ou de vasos).

Dependendo da variedade e da época de plantação, as plantas devem receber iluminação nocturna por 2 a 4 semanas para estimular o crescimento vegetativo. Quando as plantas atingem cerca de 40 cm (vaso) ou 80 cm (corte), inicia-se (o verão) a indução ao florescimento através do fechamento da estufa com plástico preto durante algumas horas do dia, pois nesta fase as plantas necessitam de aproximadamente 14 horas de escuridão/dia. Esta fase dura de 3 a 4 semanas, retirando-se o plástico preto quando os botões florais começarem a mostrar cor. Depois são mais 2 semanas para as flores abrirem completamente.

Cuidados que devemos ter em casa:

Flor de vaso: Colocar as plantas em local bem iluminado e arejado, porém não sob luz directa.

Regar de 2-3 vezes por semana evitando encharcar a planta.

Eliminar flores e folhas secas/murchas.

Papoula

A papoula é conhecida há mais de 5 mil anos - os sumérios já a utilizavam para combater problemas. Os antigos comiam a flor inteira ou a maceravam para obter o sumo. Na Mesopotâmia, curavam-se doenças como insônia e constipação intestinal com infusões obtidas a partir da papoula.

A papoula foi muito conhecida nos tempos remotos, tinha muito prestígio entre os médicos da Grécia antiga. Na mitologia grega era relacionada a Hipnos, o deus do sono, pai de Morpheu - que a tinha como planta favorita e, por isso, era representado com os frutos desta planta na mão.

Há também uma estreita relação entre a papoula e a deusa grega Nix, a Noite. Deusa das Trevas, filha do Caos, é na verdade a mais antiga das divindades. Freqüentemente, ela é representada coroada de papoulas e envolta num grande manto negro e estrelado. Em muitas referências ela se localiza no Tártaro, entre o Sono e a Morte, seus dois filhos. Os romanos não a representavam em um carro, mas sempre adormecida.

A papoula é conhecida há mais de 5 mil anos - os sumérios já a utilizavam para combater problemas. Os antigos comiam a flor inteira ou a maceravam para obter o sumo. Na Mesopotâmia, curavam-se doenças como insônia e constipação intestinal com infusões obtidas a partir da papoula. Mais tarde, os assírios e depois os babilônios herdaram a arte de extrair o suco leitoso dos frutos para fazer remédios.

Hipócrates foi um dos primeiros a descrever seus efeitos medicinais contra diversas enfermidades. Há quem defenda que mais tarde, um médico grego em Roma, padronizou a preparação do ópio com uma fórmula (o mitridato) e a receitava aos gladiadores. O uso do ópio difundiu-se pela Europa no início do século XVI, mas sofreu forte combate quando a Igreja Católica começou a controlar os remédios. Foi por essa época que Paracelso, o famoso médico e alquimista suíço, elaborou um concentrado de suco de papoula - o láudano, que teria o poder de curar muitas doenças e até de rejuvenescer. A disseminação desta crença levou à popularização do seu uso em todo o mundo ocidental. Com o tempo e com a expansão das rotas comerciais, o ópio acabou por se tornar uma droga universal.

Por volta de 1803, o cientista alemão Frederick Sertuener, observando que os diferentes subprodutos da papoula produziam efeitos diversos, procurou isolar os elementos narcóticos do ópio. Assim, ele obteve um cristal alcalóide de efeito muito intenso: era a morfina.

 
Dormideira

A papoula é uma planta da Família das Papaveráceas, também conhecida como dormideira. É uma herbácea anual que apresenta propriedades alimentares, oleaginosas e medicinais. A planta apresenta um caule alto e ramificado, com folhas sésseis e ovaladas. As flores são grandes, brancas, rosas, violáceas ou vermelhas, e o fruto é uma cápsula. Por toda a planta circula um látex branco. Todas as partes da papoula são consideradas venenosas, com exceção das sementes maduras.



O ópio é retirado a partir do látex encontrado nas cápsulas que não atingiram a maturação. Ao se fazer cortes na cápsula da papoula, quando ainda verde, obtém-se um suco leitoso, o ópio (em grego, refere-se a suco), que contém cerca de 25 alcalóides - o mais importante deles é a morfina, presente em até 20% no ópio.



Os nomes relacionados à papoula são bem sugestivos O nome científico da planta "somniferum" (relacionado a sono) e a origem do nome "morfina" (relacionada ao deus da mitologia grega Morfeu, o deus dos sonhos) nos levam a compreender os efeitos que o ópio e a morfina podem produzir: são depressores do sistema nervoso central. Além disso, o ópio ainda contém outras substâncias, como a codeína, e é dele também que se obtém a heroína, uma substância semi-sintética, resultado de uma modificação química na fórmula da morfina.



Todos os alcalóides do ópio são narcóticos. O maior problema dos opiáceos é o seu poder de provocar dependência. Tanto a morfina, como o seu derivado, a heroína, criam uma euforia de sonhos, seguida de uma sedação associada a uma sensação de bem estar. Entretanto, o uso constante e prolongado leva a um envenenamento crônico que pode causar deterioração física e até a morte. Os períodos de abstinência da droga são marcados por náuseas, insônia e intensas dores musculares.



Em alguns lugares do mundo o cultivo da papoula é permitido. É o caso da Tasmânia e da Tailândia. Lá, os membros do grupo dos Hmong (oriundos da China) cultivam a papoula e usam uma parte da flor para suas cerimônias religiosas. O governo da Tailândia lhes deu permissão especial para cultivar esta planta. Entretanto, se algum membro da tribo é encontrado fora da comunidade com a papoula, é detido imediatamente, o que gera conseqüências para toda a comunidade.



Ficha da Planta:



Papoula

Nome científico: Papaver somniferum

Família: Papaveráceas

Origem: Ásia

Floração: verão

Propagação: por sementes

Mistura de solo ideal para cultivo: rica em matéria orgânica, pode-se usar uma mistura de 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de composto orgânico

Luminosidade: precisa de muita luz, o ideal é que receba luz solar direta apenas nos horários mais amenos do dia (pela manhã ou à tarde)

Clima ideal: ameno

Regas: deve ser regada regularmente, mas o solo não deve nunca ficar encharcado.

Coentro

NOME CIENTIFICO

Coriadrum sativum

DESCRIÇÃO DA PLANTA

Esta planta que atinge entre 15 a 50 cm de altura tem folhas verdes, apesar de mais arredondadas, são parecidas com as da salsa. Suas flores são brancas e rosadas.

AROMA E SABOR

Extremamente aromático, o coentro tem sabor um tanto picante e ardente.

ORIGEM

Egito.

COMPOSIÇÃO

PROPRIEDADES

- sedativa

- digestiva

- anti-térmica

FUNÇÕES TERAPÊUTICAS

Compressas feitas com suas folhas, aliviam dores nas juntas.

O chá de coentro é indicado para aliviar dores de estômago.

HISTÓRICO E CURIOSIDADES

Esta erva foi levada para a Europa pelos romanos, que segundo a Bíblia, já a agregavam ao cominho e vinagre, para conservar carnes.

Na China, atribuía-se ao coentro o poder da imortalidade.

Na Idade Média, por ser considerado afrodisíaco, era colocado em poções de amor.

No Egito, era colocado no túmulo dos nobres, para ajudar a alma a encontrar o seu caminho.

Na Babilônia, arranjos florais com coentro e rosinhas, decoravam as festas.



PARTES USADAS

Folhas frescas e secas.

Frutos secos. Sementes e talos.

FORMAS EM QUE SE ENCONTRA

Folhas – frescas e secas.

Caule e raiz – frescos

Sementes – secas.

COMO CONSERVAR

Fresco – As folhas, assim como caule e a raiz, depois de bem lavados devem ser guardados em recipientes fechados ou plásticos próprios para alimentos, conservando-se na geladeira por alguns dias.

Seco – guarde em recipiente fechado, em local protegido da luminosidade e umidade.

CURIOSIDADES MISTICAS

USO GERAL

Ótimo tempero. Suas sementes são muito usadas na medicina caseira. Na cosmética, o coentro faz parte da composição de cremes para o rosto e corpo.

USO INDICADO EM ALIMENTOS

(As folhas desta planta devem ser utilizadas de preferência secas. O caule e a raiz, quando adicionados ao alimento, devem ser retirados antes de servir. As sementes moídas são ótimas para esfregar na carne de porco antes do cozimento.)

- saladas

- legumes

- sopas

- frutos do mar

- peixes

- carnes com forte sabor

- guisados

- arroz

- feijões

- molhos

Espinafre

O espinafre é uma excelente fonte de antioxidantes e antagonistas do câncer. Ele contém quatro vezes mais betacaroteno e três vezes mais luteína do que o brócolis. É rico em fibras que ajudam a diminuir o colesterol, além de ser uma verdura que possui um alto valor nutritivo.

O espinafre é também uma fonte notável de clorofila e vitamina A. Seu uso interno é considerado um ótimo auxiliar nos tratamentos cosméticos, pois ele ajuda a restaurar o funcionamento do intestino. Assim, reduz os índices de impureza da pele, deixando-a mais clara e facilitando a remoção das manchas do rosto produzidas pelos elementos biliares.

O espinafre é rico em ferro, por isso, é recomendado às pessoas anêmicas, escleróticas e desnutridas, pois revigora o sangue e vence a fadiga. Esta verdura é boa também para combater a pressão arterial alta, a hemofilia, cálculos renais, menstruação escassa e dolorida, artrites, escoburto e diarréias.

As folhas verde-escuras do espinafre contêm muitos outros nutrientes valiosos, especialmente antioxidantes e bioflavonóides que ajudam a bloquear as substâncias causadoras de câncer. Por exemplo, o espinafre é rico em carotenóides — pigmentos das plantas responsáveis pela sua cor verde-escura. Entre esses carotenóides está o beta-caroteno, fonte de vitamina A da planta, e a luteína. Ambos ajudam a prevenir o câncer de pulmão e da próstata.

Embora apresente inúmeros benefícios nutricionais, o espinafre contém alta concentração de ácido oxálico, o que atrapalha a absorção de ferro, cálcio e outros minerais. Para anular este efeito, coma espinafre com outros alimentos ricos em vitamina C. O consumo de espinafre em excesso não é recomendado para pessoas com problemas renais.

COMO CONSERVAR


O espinafre deve ser mantido preferencialmente na geladeira, pois tem durabilidade muito baixa. Sob refrigeração, pode ser mantido por no máximo 5 dias. Em condição ambiente, pode ser mantido de um dia para o outro, desde que o maço seja imerso em uma vasilha com água e mantido em local fresco. Antes de colocá-lo na geladeira, lave as folhas, escorra o excesso de água e coloque-o em sacos de plástico perfurados ou em vasilha de plástico rígido.

O espinafre não deve ser colocado no mesmo saco de plástico onde estão frutas maduras ou hortaliças como o tomate, pois neste a cor mudará de verde para amarelo mais rapidamente. Para congelar, lave bem o espinafre, seque-o com um pano limpo ou deixe escorrer naturalmente. Embale-o em saco de plástico e retire o ar. Pode ser conservado por 30 dias.

Receitas


Tortinhas de espinafre e queijo

Ingredientes:

* 1/2 maço de espinafre picado, aferventado rapidamente por 2 minutos e escorrido

* 1/2 xícara (chá) de queijo prato ralado

* 5 colheres (sopa) de farinha de trigo

* 1 cebola grande picada

*4 colheres (sopa) de margarina

* 1 colher (sopa) de margarina para untar a forma

* 3 ovos batidos ligeiramente

* 1 xícara (chá) de creme de leite fresco

* 4 colheres (sopa) de cheiro verde picado

* Sal e pimenta a gosto

* 2 dentes de alho picados


Modo de fazer:

* Numa panela refogue a cebola e o alho na margarina, junte o espinafre e refogue;

*Misture o espinafre com queijo ralado e a farinha de trigo e reserve;

*Numa vasilha coloque os ovos, o creme de leite e o cheiro verde, tempere com sal e pimenta;

*Coloque a mistura com ovos sobre o refogado de espinafre e mexa bem;

*Coloque em forminhas individuais untadas com margarina e leve para assar em forno pré-aquecido em temperatura moderada (180ºC) em banho-maria pelo tempo necessário para que as tortinhas fiquem bem assadas (cerca de 20 minutos).

*Sirva-as quentes.

Rendimento: 14 tortinhas.

Tempo de preparo: 50 minutos.

Sugestão: se quiser, acrescente carne moída, frango ou presunto.

Arroz com espinafre

Ingredientes:

* 2 xícaras (chá) de arroz

* 2 xícaras (chá) de espinafre

* 2 colheres (sopa) de cebola ralada

* 1 dente de alho picado

* 3 colheres (sopa) de azeite

* sal a gosto

* 4 colheres (sopa) de queijo minas meia cura ralado no ralo grosso.

Modo de fazer:

* Pré-cozinhe o espinafre por 2 minutos com uma xícara de chá de água;

* Bata o espinafre no liqüidificador com parte da água do pré cozimento; reserve;

* Coloque o óleo numa panela, frite a cebola e o alho, adicione o arroz misture e refogue;

* Junte o espinafre batido ao arroz e cubra com a água restante do pré-cozimento, tempere com sal e deixe cozinhar em fogo baixo, com a panela meio destampada.

* Se necessário, acrescente mais água para completar o cozimento. Quando o arroz estiver cozido, acrescente o queijo e sirva quente.

Tempo de preparo: 35 minutos

Rendimento: 6 porções.

Sugestão: se desejar, refogue as folhas sem batê-las no liqüidificador juntamente com o arroz.
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