15 de jul de 2018

Aprenda a manter o jardim no outono e inverno

Aprenda a manter o jardim no outono e inverno


Um dos principais cuidados que se deve ter é com a rega, já que o frio reduz a necessidade de água. As plantas devem ser hidratadas sempre pela manhã, isso em qualquer estação, mas, principalmente, nos meses mais frios. 

Aprenda a manter o jardim no outono e inverno
Boca-de-leão 
De acordo com Denise Kampmann, técnica em floricultura e jardinagem em Joinville, muitas espécies não florescem nesta época, porém, suas folhagens se mantêm verdes e bonitas se forem bem cuidadas. 

Mas engana-se quem acha que flores não suportam as temperaturas mais baixas. Há espécies resistentes, que florescem justamente nesta época e garantem um jardim colorido no outono e no inverno, como a boca-de-leão, o amor-perfeito, o beijo rajado e as azaleias. 


— A planta não vai absorver a água durante a noite e qualquer umidade em excesso que fique nas raízes pode causar pragas e doenças —, explica Denise. 
Outra dica importante é não podar plantas que vão florir no inverno ou início da primavera, pois sua floração pode ser prejudicada. 

Aprenda a manter o jardim no outono e inverno
Cravina
Quem quer ter um jardim bonito o ano inteiro deve mesclar flores. 
— O ideal é misturar plantas perenes – que podem viver mais de dois ciclos sazonais sem que as suas folhas caiam – e plantas da estação. Assim, o jardim fica sempre verde e com flores —, sugere. 

O que plantar: 

-Boca-de-leão 
-Cravina 
-Sálvia 
-Amor-perfeito 
-Begônia 
-Beijo-rajado 
-Beijo-americano 
-Beijo-americano-dobrado 
-Jacatirão-anão 
-Lavandas 
-Azaleia 
-Ipomeia (trepadeira) 
-Senna macranthera (aleluia) 
-Bauhinia (pata de vaca) 
-Frutíferas em geral 
-Roseiras 

12 de jul de 2018

Para que servem as Estufas Agrícolas

Para que servem as Estufas Agrícolas

Para que servem as Estufas Agrícolas
Foi então que surgiu a estufa agrícola, com a divulgação do sucesso obtido em plantios protegidos, as estufas, construídas com o auxílio do plástico difundiu-se rápido em todo o mundo. O aumento na produção obtido na agricultura moderna, nos últimos anos, é devido à utilização de estufas com o uso do plástico.
Essa combinação casou-se perfeitamente, pois a aplicação de diferentes filmes plásticos na agricultura proporcionou inúmeras vantagens em diferentes cultivos. Ao longo dos anos foram surgindo diferentes modelos de estufas e técnicas que favorecem regiões de climas completamente diferentes.
As técnicas foram constantemente melhoradas para atender particularidades de cada região do país, e hoje vemos resultados bastante significativos em plantios que proporcionam excelentes ganhos aos agricultores, com grandes plantações, colheitas nas entressafras e produto com melhor aspecto e qualidade.

Surgimento da Estufa Agrícola 

No ano de 1848 o então arquiteto Decimus Burton inaugurou em Londres o famoso Palm House, uma grande construção de vidro. Consta-se que três anos depois, outro arquiteto, joseph Paxton concluiu a construção do famoso Palácio de Cristal. 
Nos dias atuais as duas construções podem ser vistas e admiradas. Na época foram ambas construídas para atender a classe de pessoas mais ricas que produziam plantas exóticas naquele clima. Produziam principalmente laranjeiras, tanto é que essas construções eram conhecidas por “orangeries”.
O emprego das estufas para o cultivo de hortaliças, difundiu-se primeiramente na Holanda, e depois espalhou-se para outros países onde o clima não favorece o cultivo e desenvolvimento normal de plantas, principalmente as hortaliças.
Com o surgimento dos materiais plásticos, a estufa deixou de ser uma complexa obra de engenharia  e privilégio da classe mais favorecida, tornou-se ao alcance da maioria dos horticultores. Sua utilização foi aumentando conforme surgiam novas técnicas na construção e manejo. Novos plásticos surgiram para atender as necessidades das diferentes espécies de plantas.
Atualmente a produção de plantas hortícolas dentro de estufas é uma prática consagrada em todos os países de agricultura forte, e passou a ser produto de interesse nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.

Finalidade da Estufa Agrícola

Para que as plantas se desenvolvam melhor existem faixas ideais de temperaturas. Com o frio, a germinação das sementes são precárias e há um alto percentual de abortamento das flores, e o crescimento é lento e irregular.
As geadas podem acabar por completo com uma plantação. No entanto, quando a temperatura é alta, as plantas transpiram demais, ocasionando uma sensível diminuição no rendimento. Entretanto, com a baixa umidade relativa do ar, as plantas se desidratam com facilidade, havendo a necessidade de irrigações mais eficientes.
Quando a umidade relativa do ar for acima do limite exigido pelas plantas, o desenvolvimento fica igualmente prejudicado, e tornam-se mais susceptíveis às doenças. 
As intempéries são uma constante ameaça aos cultivos. O excesso de chuva pode provocar um desiquilíbrio nas culturas. O vento frio desacelera o crescimento, e quando forte pode provocar danos físicos às plantações. Poucos cultivos resistem à uma chuva de granizo, que pode acabar em poucos instantes com uma lavoura.
Em algumas regiões a forte insolação impede o desenvolvimento normal de uma grande parte dos cultivos. A estufa pode evitar todos estes danos. Tem por finalidade controlar o ambiente das plantas, no que se refere à temperatura e umidade relativa do ar, e protegê-las dos danos causados pelas intempéries.


Plantio em estufa agrícola
Plantio em estufa agrícola

Vantagens das Estufas Agrícolas nos cultivos

Quando a planta é protegida, torna-se mais resistente, produz mais, e os frutos são de melhor qualidade. A utilização correta de uma estufa proporciona inúmeras vantagens, tais como :
1 – Obtenção de colheitas fora de época
Uma grande parte do território brasileiro possui períodos favoráveis para o plantio de hortaliças, mas há épocas do ano que as condições climáticas não favorecem o seu desenvolvimento. Na região Amazônica por exemplo, a alta precipitação pluviométrica impede a produção hortícola durante quase todo o ano. No Cerrado chove muito durante 6 meses e o resto do ano permanece quase sem chuvas. Tanto no período de chuvas ou seca, as condições para produzir hortaliças são precárias. O inverno rigoroso da região sul permite que a maior parte dos cultivos seja desenvolvido apenas 4 meses do ano, geralmente setembro a dezembro, restando uma longo período de 8 meses de entressafra. na época de colheitas a oferta acima da demanda faz baixar o preço este volta a subir, logo que seguem os meses de escassez.  Com o emprego da estufa agrícola, é possível produzir durante todo o ano, independente das condições climáticas externas. Muitos agricultores que já utilizam esta técnica, plantam somente nos períodos de entressafra para obterem os melhores lucros na comercialização.
2 – Maior Qualidade dos Produtos
Agricultores que oferecem produtos com melhor aspecto, encontram facilidade de colocação e obtém preços mais compensadores. Como em tudo, a apresentação é fundamental para uma venda bem-sucedida. Um relação ao europeu, o brasileiro tem um baixo consumo de produtos hortigranjeiros, e isso é explicável por dois aspectos : a instabilidade de oferta e a má qualidade das hortaliças. Dentro de um ambiente protegido como a estufa, as condições de produção favorecem a obtenção de produtos sadios, com maturação uniforme, mais saborosos, e com excelente apresentação, qualidade estas que estimulam sensivelmente o consumo. 
3 – Precocidade das Colheitas
Os ganhos do produtor dependem da produtividade do cultivo, da qualidade dos produtos e da época de comercialização. Os lucros podem ser aumentados quando o agricultor consegue desenvolver um número maior de ciclos durante o ano. As condições de cultivo dentro de uma estufa permitem que as plantas tenham um desenvolvimento acelerado, com saliente diminuição do tempo do ciclo vegetativo. Isso possibilita, dependendo do tipo de cultura, obter 2 a 4 colheitas mais, na mesma área, em relação aos plantios comuns, aumentando consideravelmente a receita dos produtores.
4 – Melhor Controle de Doenças e Pragas
Quando a plantação é desenvolvida a céu aberto, os danos do clima interferem negativamente na produção, enfraquecendo as plantas e tornando-as susceptíveis às doenças. Muitas vezes os agricultores arcam com volumosos gastos para salvar a lavoura, diminuindo seus lucros, e correndo os riscos das inconveniências da utilização dos defensivos. As plantas cultivadas em estufas são mais vigorosas e resistentes às doenças, e são protegidas, a maior parte do tempo, dos ataques de insetos. Utilizando a estufa o agricultor economiza defensivos e mão-de-obra, protege a sua saúde, e diminui a possibilidade de oferecer produtos com resíduos tóxicos. Muitas das doenças das plantas podem ser combatidas ou evitadas, com um correto controle do ambiente.
5 – Economia de Insumos
Nos cultivos comuns uma grande parte dos adubos e corretivos são lavados pelas águas das chuvas, reduzindo a fertilidade da terra. A impermeabilidade do plástico evita que a chuva se precipite diretamente sobre os cultivos, impedindo assim a lixiviação dos insumos, proporcionando maior economia ao agricultor e melhor aproveitamento alimentar das plantas.
6 – Economia de Água
No ambiente da estufa, a transpiração é mínima, e o solo não se desidrata pela ação do vento e insolação direta. As regas são menos constantes em relação aos plantios convencionais. Isso é importante para as regiões onde a água é escassa, e nos casos onde o agricultor não dispõe de equipamento de recalque e condução. Muitas vezes a lavoura é localizada longe da água, fato que encarece a irrigação. dentro da estufa o produtor tem todas as condições de controle da umidade dos solo , sem a intervenção da chuva, que pode causar o desiquilíbrio hídrico.
7 – Preserva a Estrutura do Solo
A precipitação da chuva, seguida de uma insolação forte, provoca a compactação da terra, impedindo uma penetração regular de oxigênio e o alastramento correto das raízes. Além disso, o solo desprotegido fica propenso à erosão. Em ambiente protegido, a terra permanece bem estruturada, fofa, e não sofre consequências da erosão. O sistema radicular das plantas se desenvolve mais eficiente, recebe mais oxigênio, e as bactérias de defesa da planta se multiplicam facilmente. No cultivo seguinte haverá menos emprego de mão-de-obra na preparação da terra. 
8 – Plantio de Variedades Selecionadas
Nos países de agricultura mais evoluída, a pesquisa genética desenvolveu variedades de altos rendimentos, que exigem condições climáticas especiais, e seu desenvolvimento somente se viabiliza em estufas. No Brasil com o aumento da utilização de estufas certamente este setor de pesquisas está em crescimento e visa desenvolver variedades de diferentes espécies para diferentes regiões.

2 de jul de 2018

Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim

Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim

Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardimAmanda Shiffler

Como consumidores, várias pessoas estão constantemente à procura de formas de reduzir sua  "pegada" ambiental – reciclando, reutilizando, reaproveitando – em um esforço para ajudar mais o meio ambiente. Também há um tendência crescente de moradores que plantam seus jardins em casa para reduzir os impactos ambientais das substâncias químicas e para minimizar os resíduos químicos no produto. Dessa forma, faz sentido que as pessoas tenham criado ideias mirabolantes para reutilizar itens comuns em seus jardins.
Essas nove ideias maravilhosas reutilizam garrafas plásticas de uma forma criativa em seu jardim, evitando que elas sejam jogadas fora ou enviadas para reciclagem.
1. Mini estufa
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim
2. 
Plantas sensíveis, especialmente mudas, se beneficiam quando são cultivadas dentro de garrafas plásticas limpas. Corte o fundo de uma garrafa limpa e coloque a metade superior dela sobre a planta, empurrando ela no solo. Essa mini estufa ajudará a proteger a planta do frio, da chuva e dos ventos.

2. Alimentador profundo
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim

Você não precisa instalar um sistema de irrigação caro para regar suas plantas de forma automática. Abra/fure buracos nas laterais de uma garrafa plásticas grande e limpa, e enterre ela do lado de uma planta, deixando seu gargalo levemente para fora da superfície do solo. Preencha ela com água como necessário.
3. Regador
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim
Não há a necessidade de se comprar um regador se você tem uma garrafa plástica dando sopa. Limpe ela e use uma pequena broca para abrir buracos na tampa. Encha a garrafa com água, rosqueie a tampa de volta e você terá um regador artesanal.

4. Aspersor
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim
Abra ou perfure buracos nas laterais de uma garrafa plástica de dois litros vazia e limpa para criar um aspersor para jardim e quintal. Adicione uma extremidade fêmea para mangueira, um adaptador giratório fêmea e arruelas para mangueira para conectá-lo diretamente à sua mangueira de jardim.

5. Pegador de Fruta
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim

Alcançar galhos mais altos de árvores frutíferas ficou incrivelmente mais fácil com essa ideia. Abra um buraco na lateral da parte inferior de uma garrafa de 2 litros e encaixe um cabo na boca da garrafa. Deslize a fruta para dentro do buraco, puxe para baixo e assista pêssegos, peras e maçãs caírem facilmente dentro da garrafa.

6. Armadilha para vespas

Algumas fontes, como o State-By-State Gardening, encorajam que jardineiros deixem que vespas voem livremente pelo jardim para afastar outras pragas e aumentar a polinização. Mas se você não quiser correr risco e acabar levando uma picada, você pode fazer facilmente uma armadilha para vespas artesanal com uma garrafa plástica, usando uma faca e um grampeador. As vespas entram para chegar à solução, mas não conseguem sair.
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim

7. Pá plástica
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim
A jardinagem pode ser simplificada com algo tão simples quanto uma pá de jardim. Use ela para cavar os buracos para plantio ou para distribuir fertilizante pelas plantas. Pegue uma garrafa grande de vinagres, de detergente ou outro tipo de garrafa plástica resistente e corte cuidadosamente o fundo/laterais para criar uma pá.

8. Encher vasos de plantas

Os vasos de plantas podem ficar bem pesados se pedras/pedregulhos forem colocados para aumentar a drenagem. Para manter o vaso mais leve, facilitando assim sua movimentação, preencha o fundo dos vasos com garrafas plásticas limpas e vazias (fechadas com tampas) e adicione a terra até a altura desejada. Gardening Know How recomenda o uso de garrafas marcadas com a classificação 1, 2, 4 ou 5 de segurança.
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim


9. Vaso com garrafas penduradas
Guarde suas garrafas plásticas – você precisará delas para seu jardim
Crie um jardim suspenso eclético reutilizando garrafas plásticas como vasos de plantas. Remova o fundo com uma faca afiada. Decore com fitas, faça furos para pendurar e coloque sua planta favorita.

Fonte: http://diyeverywhere.com

19 de jun de 2018

Jardim estilo mediterrâneo

Jardim estilo mediterrâneo

Jardim estilo mediterrâneo

A cultura mediterrânea se espalhou pelo mundo contemporâneo através de livros e filmes. Desde as paisagens da Sicília em O poderoso chefão, passando pela mitologia grega e seus oceanos e olivais, até o incessante comércio que ocorre desde tempos imemoriáveis até o dia de hoje. Quem nunca se encantou com as paisagens da Toscana, a costa croata e essa atmosfera de pedra, sol, praia?

Para criar um pouco dessa ambientação em seu jardim é necessário pensar em diversos elementos, dos mais estruturais até os mais singelos. Uma parede de pedra certamente fará qualquer um entrar nessa atmosfera, mas mesmo um balde de metal com um lindo girassol pode ajudar. Algumas características dessa área marcam a arquitetura e decoração, como a grande quantidade de luz, e a escolha de materiais mais puros, e o pouco acabamento. Dessa forma, as cores que mais nos remetem ao universo mediterrâneo são o branco da cal, o marrom terracota e o azul. Assim como a madeira, a pedra e o metal com pouco acabamento.

Parte do mediterrâneo foi dominado por séculos a fio pelos mouros, dessa forma há uma herança cultural presente proveniente da cultura árabe. A disseminação de azulejos por exemplo, a presença de janelas pequenas, e dos muxarabis, que mais tarde foram reinterpretados no cobogó. 

O mar mediterrâneo une, a uma só vez, a parte sul da Europa, a África e a Ásia. É um dos mares mais importantes e mais navegados, aportando todo o imaginário da atraente mescla dessas três culturas. A proximidade tanto cultural quanto física, da Grécia e da Turquia por exemplo, nos remete a essa ideia. Dessa forma, uma maneira interessante para criar um jardim mediterrâneo é misturar com elegância elementos europeus, africanos e asiáticos. 

A pedra bruta do litoral, a parede branca com detalhes azuis da Grécia, os girassóis da Toscana, os balcões e arcos asiáticos, os azulejos da cultura árabe, aqui você pode encontrar diversas sugestões para te auxiliar na criação do seu jardim mediterrâneo!

Jardim estilo mediterrâneoO pilar, ou a coluna, são elementos arquitetônicos que existem para suportar uma carga vertical, passando-as para o solo. A arquitetura que mais aportou conhecimento e variedade ao uso de colunas e pilares foi a clássica, grega e romana, que deu as bases para a cultura mediterrânea. 

Desse modo, o uso de colunas e pilares estão na base desse tipo de arquitetura e construção. Na arquitetura clássica discriminaram diversas ordens, com suas colunas, como as dóricas, jônicas, etc… Com o tempo esse elemento construtivo foi se modificando, e tornando-se, via de regra, mais simples. As colunas que nos remetem ao jardim mediterrâneo contemporâneo, por exemplo, não tem sulcos ou desenhos, e são feitas de material mais bruto, como a madeira ou a pedra.
Jardim estilo mediterrâneoO termo mediterrâneo vem do latim mediterraneus, que significa entre as terras. Durante toda a história do homem, desde a antiguidade até a idade moderna, a localização especial desse mar tornou-o extremamente importante. A influência asiática na sociedade ocidental veio por muito tempo apenas por essa rota. Ao longo da história muitos povos asiáticos importantes trouxeram sua cultural através do mediterrâneo, como os: egípcios, cartaginenses, macedônios. Essa importante influência pode ser utilizada na decoração de diversos modos: com o uso de objetos de decoração típicos, como o olho egípcio; o uso de paredes brancas e paredes com poucas janelas; o uso de muxarabis, etc…

Desde as muralhas romanas, até as construções medievais, a pedra foi sempre escolhida como material. Isso por que simplesmente era o único material possível em termos de oferta e força. Através dos tempos as paredes e construções de pedra se imprimiram por todo o mediterrâneo, em diversas época e tipos de construção. Hoje em dia há muitas outras opções viáveis para a construção, como a madeira e o cimento, mas a construção em pedra ainda tem charme e nos remete imediatamente às cidades do mediterrâneo. 

Se você não tem as condições materiais para criar uma parede de pedra, você pode fazer um caminho de pedra. Se bem feito pode ser tão charmoso quanto a primeira opção!
Em cada zona climática há plantas que se desenvolvem de maneira natural, adaptadas a cada tipo de clima e solo.


Jardim estilo mediterrâneo
No entanto, as diversas espécimes botânicas típicas de cada nicho podem ser cultivadas em outros climas, desde que se tenha a devida atenção e cuidado com informações como necessidade de rega, sol, substratos, etc. Algumas espécimes mediterrâneas que podem ser cultivadas em um nicho atlântico, tropical ou temperado são: figueiras, girassóis, caqui, limoeiro, laranjeira, alguns tipos de palmeira, o hibisco, a jasmim, o Aloé vera, as margaridas, entre muitos outros.

A palavra azulejo vem do árabe e quer dizer pequena pedra polida. Há indícios da utilização de azulejos desde a longínqua antiguidade egípcia, mas esse elemento construtivo se popularizou no ocidente apenas na idade média, com a invasão moura na península ibérica. 

Uma vez que a iconografia era proibida no mundo árabe o azulejo era, e continua sendo, um elemento estético importante, construindo lindos desenhos com sua geometria colorida. Desse modo, o azulejo tornou-se um elemento base da cultura portuguesa, e portanto, do mediterrâneo. Há muitas maneiras de usar o azulejo, os que utilizam principalmente as cores branco e azul nos remetem a tradução portuguesa, enquanto o uso de cores e geometrias ao mundo árabe. 

Jardim estilo mediterrâneoO estonteante litoral grego tem algo de charmoso para além do mar e de uma das culturas mais antigas do mundo, as famosas casas brancas. Essas construções estão na base do imaginário sobre o universo grego, e quase todos quando vêem essa imagem pensam imediatamente no mediterrâneo. Devido às elevadas temperaturas que podem ser alcançadas no verão, essas casas são pintadas de branco com cal, e algumas tem detalhes em azul, remetendo à bandeira grega. Uma maneira interessante de trazer essa atmosfera grega para seu jardim é o uso de cal nas paredes, janelas pequenas e detalhes azuis.