20 de ago de 2017

A  vida sexual das plantas

A vida sexual das plantas

A  vida sexual das plantas

Vegetais competem por oportunidades de acasalamento e ‘escolhem’ seus parceiros sexuais. 

Artigo de capa da Ciência Hoje mostra como essas estratégias reprodutivas evoluíram ao longo do tempo, gerando flores de cores, formas e cheiros variados.

As plantas exibem imensa diversidade sexual: em algumas, é possível reconhecer claramente machos ou fêmeas, mas na maioria delas os indivíduos exercem tanto o papel feminino quanto o masculino. (foto: Sxc. hu)
Em se tratando de sexo, as plantas são escandalosamente liberais. Muitas só fazem sexo consigo mesmas. Outras fazem sexo simultaneamente com vários vizinhos ou com parceiros casuais que vivem a centenas de quilômetros de distância. Em algumas plantas, é possível reconhecer claramente machos ou fêmeas, mas na maioria dos vegetais os indivíduos exercem tanto o papel feminino quanto o masculino.
Muitas espécies ostentam órgãos sexuais exageradamente avantajados e coloridos, e fazem questão de exibi-los
Algumas plantas, sem nenhum pudor, trocam de sexo durante a vida. Outras são ‘conservadoras’ e se recusam a fazer sexo com indivíduos aparentados, e há ainda as que nunca fazem sexo. Muitas espécies ostentam órgãos sexuais exageradamente avantajados e coloridos, e fazem questão de exibi-los. Mas também é verdade que algumas plantas têm aparelhos sexuais minúsculos ou ocultos.
A evolução dessa grande diversidade reprodutiva deve-se a intensas disputas sexuais entre os indivíduos. Esses embates vêm sendo confirmados, mas por muito tempo foram desconhecidos – até pelo maior evolucionista de todos, Charles Darwin (1809-1882) – ou contestados. Pesquisas mais recentes constataram não apenas que a seleção sexual é uma força importante na evolução e diversificação das plantas superiores, mas também que a variedade é essencial para o funcionamento de comunidades vegetais na natureza e para atividades humanas, como a agricultura, a jardinagem e as indústrias de madeira, alimentos e medicamentos.


A chave do enigma 

Ao elaborar sua teoria da evolução por meio da seleção natural, Darwin enfrentou uma grande dificuldade teórica: como explicar que, além de apresentar diferenças em seus aparelhos reprodutivos (características sexuais primárias), machos e fêmeas exibem óbvias diferenças em outros aspectos de seu corpo e em seu comportamento, chamadas de características sexuais secundárias?
Por que os leões são maiores que as leoas? Por que pavões machos exibem plumas longas e ornamentadas, enquanto as fêmeas dessas aves são basicamente cinzentas? Por que os alces irlandeses machos, extintos na última era glacial, exibiam galhadas de até 3,5 m, inexistentes em fêmeas? Por que os sapos machos cantam e as fêmeas se calam? Para Darwin, a seleção natural, por agir de modo semelhante nos dois sexos, não podia explicar a evolução das características sexuais secundárias. Afinal, machos e fêmeas em geral vivem no mesmo lugar e sob o mesmo clima, comem a mesma comida e são atacados pelos mesmos predadores e parasitas.
Darwin reconheceu dois principais mecanismos de seleção sexual: ‘competição entre machos’ e ‘escolha pelas fêmeas’
O conceito de ‘seleção sexual’ foi a chave encontrada por Darwin para resolver o enigma. Segundo ele, a seleção sexual seria a “vantagem que certos indivíduos têm sobre outros indivíduos do mesmo sexo e espécie exclusivamente em relação à reprodução”. Esse conceito, embora proposto por Darwin em 1859, no livro A origem das espécies por meio da seleção natural, só seria discutido a fundo por ele em 1871, no livro A origem do homem e a seleção sexual.
Darwin reconheceu dois principais mecanismos de seleção sexual: ‘competição entre machos’ e ‘escolha pelas fêmeas’. Na competição entre machos, estes lutam entre si, em combates diretos (às vezes mortais) ou por meio de ritualizações (exibições físicas, rituais de cortejo e outras), para ter acesso a mais e melhores oportunidades de acasalar. Na escolha pelas fêmeas, estas comparam a qualidade dos machos disponíveis, com base no aspecto físico ou no comportamento, e escolhem os aparentemente mais fortes ou mais saudáveis como parceiros reprodutivos.
Esses mecanismos foram descritos a partir de comportamentos de disputas, brigas, cantos, danças, discriminação, gostos e escolhas que pareciam, a princípio, exigir um mínimo de movimentação, capacidade mental e percepção. Assim, embora o conceito de seleção sexual tenha sido um avanço extraordinário para a teoria da evolução, ele ficou restrito ao reino animal. Um século se passou até que a biologia conseguisse aplicar o conceito de seleção sexual às plantas.


Guerra do sexo 

A  vida sexual das plantas
Os grãos de pólen levados pelo vento, por insetos ou por outros meios,
precisam enfrentar disputas para fertilizar os óvulos. (foto: Sxc. hu)
Em 1979, um artigo pioneiro – ‘Seleção sexual em plantas’ – foi publicado pela ecóloga norte-americana Mary F. Willson, apontando evidências científicas de que tanto a competição entre machos quanto a escolha pelas fêmeas são importantes forças evolutivas também para as plantas, e que a imensa diversidade de flores decorre desses processos. 


O trabalho quebrou a visão ingênua de que plantas da mesma espécie colaboram entre si para reproduzir e competem apenas com as de outras espécies pelos polinizadores.
A competição evolutivamente importante ocorre entre indivíduos geneticamente diferentes da mesma espécie e, em particular, entre os do mesmo sexo. As outras espécies apenas modificam a arena ecológica onde ocorre o embate evolutivo.
Quando chega a estação reprodutiva de determinada espécie de árvore, há um conflito aberto por sucesso reprodutivo. Alguns indivíduos, porque são maiores, mais vigorosos e com adaptações que favorecem seu sucesso reprodutivo, conseguirão aumentar a frequência de seus genes na próxima geração. Os menos favorecidos tenderão a ser eliminados pela seleção sexual. Ou seja, a ‘guerra do sexo’ é intensa mesmo entre espécies que não se movem e não têm um comportamento evidente, como as plantas.
Expoflora 2017

Expoflora 2017

Expoflora 2017A Expoflora é a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, realizada anualmente em Holambra (junção das palavras Holanda, América e Brasil) para dar as boas-vindas à primavera. O evento não se caracteriza como feira, pois o seu objetivo não é vender, mas, sim, mostrar ao público as flores e plantas ornamentais cultivadas por mais de 400 produtores que atuam em Holambra.
A antiga colônia holandesa, hoje uma cidade que, apesar de contar com pouco mais de 12 mil habitantes, é o maior centro de cultivo e comercialização de flores e plantas ornamentais do país, e responde por cerca de 50% das vendas do setor. Os produtores aproveitam a exposição para lançar novas variedades de flores e plantas, ditar tendências no paisagismo e decoração e para avaliar a sua aceitação pelo consumidor.
A Expoflora tem como atrações a Exposição de Arranjos Florais; a Mostra de Paisagismo; a Parada das Flores e a Chuva de Pétalas; o Shopping das Flores; o passeio turístico por Holambra, que inclui a visita a um campo de flores; as danças típicas e culinária holandesas, além de parque de diversões e visita ao Museu de Holambra.
Serviço:
Localização: Holambra/ SP
Data: 25 de agosto a 24 de setembro de 2017, de sexta a domingo, e também no dia 7 de setembro (Feriado da Independência do Brasil).
Horário: das 9 às 19 horas
Ingressos: R$ 46,00 na bilheteria – Descontos escalonados até 14 de agosto

17 de ago de 2017

Pequenos jardins para você criar

Pequenos jardins para você criar

Pequenos jardins para você criar

Com o ritmo de crescimento imobiliário, as casas e apartamentos estão ficando cada vez menores. Ter um jardim em casa é o sonho de muitas pessoas, mas num ambiente pequeno pode parecer difícil. 
Para te ajudar a construir um jardim pequeno na sua casa, preparamos algumas dicas super fáceis para você aplicar na sua casa.Se não couber uma planta maior no seu jardim, não insista, invista em plantas menores que são igualmente graciosas. Para que dessa forma seu jardim fique sempre saudável e bem cuidado. Apostar em treliças pode ser a saída para ganhar alguns centímetros de espaço e ter ainda mais vasos e espécies de plantas no seu jardim.
Usar espécies trepadeiras e pequenos vasinhos vão deixar qualquer parede mais bonita além de aumentar as possibilidades de ter mais plantas no seu jardim. Abuse das paredes para construir um jardim vertical ou para instalar uma jardineira com pequenas espécies.
Uma iluminação bacana, pode fazer toda diferença num jardim pequeno. A iluminação pode preencher o ambiente e deixá-lo mais aconchegante. Alguns focos de luz, uma luz amarela e alguns efeitos podem deixar o ambiente mais agradável e valorizado. Você pode reutilizar materiais naturais como madeira e vasos de barro, você pode criar um mundo em miniatura em casa vaso.
Você pode decorar o seu jardim com alguns móveis, para deixar o ambiente mais aconchegante. Móveis confortáveis são ideais, se o jardim ficar com uma parte sem cobertura, é ideal que os móveis sejam resistentes à água. Você pode optar por uma poltrona confortável, futtons e almofadas, mas antes de tudo escolha o estilo que deseja decorar o jardim.


Pequenos jardins para você criar

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Aprenda a utilizar de forma segura as plantas medicinais

Aprenda a utilizar de forma segura as plantas medicinais

Aprenda a utilizar de forma segura as plantas medicinaisOs medicamentos desenvolvidos a partir de plantas mostram o enorme poder da natureza para curar doenças. Para divulgar alguns métodos, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Polo Regional Vale do Paraíba da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), ensina a forma segura para o uso de plantas medicinais.

A pesquisadora Sandra Maria Pereira da Silva, da Apta, explica que a fitoterapia tende a ser segura e eficiente. “Todo mundo deveria conhecer estas plantas e utilizá-las com os devidos cuidados. É preciso avaliar se a planta é fresca e de fonte segura com a devida identificação botânica, ter atenção na coleta e manipulação, bem como evitar exageros e o uso prolongado”, disse.

Além dos cuidados, é recomendável a procura por um profissional de saúde para prescrever as receitas das plantas medicinais, pois as substâncias não deixam de ser remédios. Confira algumas plantas que podem ser utilizadas em casa para solucionar dores e problemas de saúde comuns no dia-a-dia.

As informações fazem parte da publicação “Construindo o Programa de Plantas Medicinais e Fitoterápicos do Município de Pindamonhangaba-SP”, da secretaria, baseada em informações do “Formulário de Fitoterápicos - Farmacopeia Brasileira”, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).