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Gevão é medicinal da raiz às floresUma plantinha que abunda em todo o Brasil, da caatinga ao cerrado, nas restingas litorâneas e nos campos abertos, o gervão, é medicinal da raiz às flores. As qualidades medicinais desta planta são reconhecidas já a muito tempo aqui na nossa terra pois, a mesma sempre fez parte da farmacopeia indígena brasileira e do uso ritualístico das religiões afrobrasileiras, umbanda e candomblé. Portanto, a história do gervão já está “na boca do povo” há séculos. Para ser mais exata, desde a primeira metade do século XIX está documentado o seu uso para diversos problemas de saúde.

“Essa espécie, que cresce por toda a parte, foi necessariamente uma das primeiras que os brasileiros experimentaram nas suas enfermidades; mas, como tais experiências foram tentadas num monte de doenças que nada têm de comum entre si, e sempre se louva o remédio quando ele é acompanhado pela cura, é natural que se tenha acabado por atribuir ao Gervão propriedades muito diferentes nas diversas partes do Brasil. Essa planta é, pois, considerada, ora como estimulante, ora como febrífuga, ora vulnerária, etc, e recomenda-se àqueles que receberam fortes contusões beber o suco que se obtém de suas folhas ou beber uma infusão que se faz com elas.” (A. de Saint-Hilaire Plantas Usuais dos Brasileiros, 1824)

Para evitar confundir o gervão com outras ervas saiba que esta planta é uma Stachytarpheta cayennensis, da família botânica das Verbenaceae e no Brasil, por onde pode ser encontrada em todos os lados, tem uma infinidade de outros nomes populares: gervão-roxo, gervão-azul, chá-do-brasil rinchão, verbena, verbena bastarda, verbena silvestre, verbena azul, aguarapongá, aguará-ponda, erva-dos-sumidouros, vassourinha-de-botão, verônica, e muitos outros, variando de lugar para lugar.

No mundo científico esta plantinha tão linda, que cresce como mato na beira dos caminhos brasileiros, é estudada para controle da leishmaniose, pela Fiocruz, como antifúngica (aqui neste artigo) e qual o seu efeito na mucosa do aparelho gástrico.

Usos mais comuns do gervão

O gervão possui vários compostos químicos que são benéficos para o organismo e são esses compostos que dão a esta planta nativa as suas propriedades analgésicas, febrífugas, diuréticas, hepáticas, tônicas, antibacterianas, anti-inflamatórias e muitas outras qualidades.
Você pode fazer um chá de gervão para dores abdominais e de estômago, para febres e prisão de ventre. Também é um eficaz diurético e um tônico estimulante. Tradicionalmente o gervão é usado em casos de bronquite e catarro preso no peito.

Para ajudar a menstruação a descer, basta lavar a cabeça com a água de gervão - cozinhe a planta toda na água, deixe amornar, coe e enxágue seus cabelos.

E macerado com sal, o gervão pode ser aplicado sobre abcessos e furúnculos para os fazer reduzir.

O cozimento das raízes de gervão é um ótimo cicatrizante podendo ser usado como emplastro sobre as feridas abertas. Mas também pode ser usado o macerado de folhas e raízes frescas, que deverá ser aplicado na pele a cicatrizar.

O xarope de gervão é ótimo para o tratamento de tosses, resfriados, rouquidão e outros desconfortos do trato respiratório.

O chá de gervão é feito assim: em 500 ml de água fervida coloque duas colheres de sopa de folhas e flores de gervão fresco. Se usar o gervão seco, ponha a metade da quantidade de erva. Deixe em infusão, coberto, por 10 minutos depois do que, coe e tome uma a três xícaras por dia.

Mas, cuidado, toda planta tem suas contraindicações
O gervão pode ter efeito abortivo, portanto evite se estiver grávida. Também é um grande hipotensor pelo que, se você já tem a pressão arterial baixa, use com muito cuidado e observe a reação do seu organismo.

Como esta planta tem em sua composição traços de ácido acetilsalicílico pode causar alergia àqueles que são sensíveis demais à aspirina. 

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Plantas potencialmente abortivasAlguns chás preparados com plantas medicinais não são aconselhados pra consumir durante a gestação porque podem prejudicar o desenvolvimento do bebê, como é o caso da Aloe Vera, Hera e Guaco, por exemplo.
Além disso, para evitar correr o risco de prejudicar a própria vida e também a do bebê, a gestante só deve tomar remédios e chás recomendados pelo obstetra, até porque em muitos casos, além da toxidade característica da própria planta, ervas que crescem na beira de estradas e as que são colhidas na lavoura podem estar contaminadas com a poluição do escape dos carros e de pesticidas.

Lista completa de plantas prejudiciais durante a gravidez

Outras plantas que também são consideradas tóxicas e por isso podem ser abortivas são:
CatuabaAngélicaJarrinhaArnica
Artemísia (Losna)SeneMata-pastoErva-de-Santa Maria
CanelaLágrima-de-Nossa SenhoraMirraCopaíba
TrombetaCravo-dos-jardinsErva-grossaErva-andorinha
Erva-de-MacaéAzedaraqueHortelã (Menta Piperita)Noz-moscada
Quebra-pedraPeóniaJaborandiTanchagem
Erva-de-bichoBeldroegaPessegueiroRomã
JequiritiCarrapichoGuaçatongaFlor-da-boa-noite
BoldoPoejoManjericãoComigo-ninguém-pode
CavalinhaAgoniadaCinamomoArruda
SálviaConfreiSaiãoMelão-de-são-caetano
Cipó-jarrinha (Cipó-mil-homens)Pinhão-de-purgaAlgodoeiroBuchinha-do-norte
Cáscara-sagradaRuibarboSalsaparrilhaJurubeba
Existem maiores chances de complicações quando a mulher consome regularmente estas plantas durante a gestação ou quando ingere uma grande quantidade destes chás de uma só vez, especialmente no primeiro trimestre de gravidez. Mas os riscos, apesar de menores, também existem no segundo e terceiro trimestre de gestação.

O que pode acontecer se tomar

Se a mulher estiver grávida e consumir alguma destas plantas medicinais o que pode acontecer é o aumento das contrações uterinas, que provoca intensa dor abdominal, podendo haver perda de sangue pela vagina e consequentemente perda do feto. No entanto, em algumas mulheres o aborto não acontece mas a toxidade que chega até o bebê pode ser suficiente para causar graves alterações, comprometendo seu desenvolvimento motor e cerebral.
Por vezes, a toxidade leva a uma contração tão forte que promove a saída do feto, mas este pode ser um aborto incompleto e os restos do feto e da placenta podem permanecer retidos no interior do útero, levando a uma infecção, que pode até mesmo levar à morte da mãe. Sinais de infecção após um aborto retido podem incluir intensa dor abdominal, febre e calafrios e neste caso deve-se ir ao pronto-socorro rapidamente para conter a infecção.
A toxidade das plantas impróprias para uso durante a gravidez também pode causar graves complicações renais, podendo ser necessário ainda um transplante de rins.
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Castas viníferasExiste, provavelmente, mais de 1000 variedades da vitis vinífera cultivadas por todos os cantos do planeta. 
Nos países mais tradicionais na produção de vinhos: França, Espanha, Itália e Portugal, o número de castas chegam as 1000. Em todo o mundo existem mais de 3000 denominações, ou seja, outros nomes para uma mesma uva.
Nesta página destacamos as mais conhecidas  e tradicionais.
Entre as principais uvas conhecidas no mundo, seguem à frente a Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Chardonny e sua rival Riesling.
AIRÉN – Uva comum na Espanha, aparece mais nas regiões mais quentes; produz vinhos brancos jovens e frutados. Esta casta mistura-se a outras uvas para a produção de vinhos assemblage (o mesmo que corte, mistura).
ALBARIÑO (alvarinho em Portugal) – Uva branca aromática e de personalidade marcante da região da Galícia na Espanha. Utilizada em Portugal para a elaboração do vinho verde.
ALICANTE BRUSCHET – Esta casta é usada na França, e na Califórnia (EUA) para “tingir” com seu mosto vermelho os tintos mais claros.
ALICOTE – Uva branca considerada a segunda uva da Borgonha, produz vinhos de média aceitação no mundo.
ARNEIS – Uva branca encontrada facilmente no Piemonte (Itália) que produz vinhos secos, muito ácidos, com notas de pêssego.
BACO NOIR – Uva muito usada no leste dos EUA, mas sem muita expressão.
BARBERA – Uva tinta italiana do Piemonte que produz os bons vinhos Barbera D’Alba e Barbera D’Asti.  Envelhece bem em barris de carvalho.
CABERNET FRANC – Uva da família do Cabernet Sauvignon. Pertence ao grupo das 5 principais variedades mais comuns de tintas de Bordeaux onde aparece também a Sauvignon Blanc.
CABERNET SAUVIGNON – A uva tinta por excelência.  A mais comum em todo o mundo, sendo considerada a rainha de Bordeaux, e em Bordeaux (sub-regiões: Pauillac, Saint-Julien, Saint-Stephe, Margaux, e Péssac-Léognan ), e nas sub-regiões do Médoc, produz seus melhores vinhos.  Na Itália produz os super-toscanos de alta aceitação. Normalmente produz vinhos de guarda entre os melhores do mundo. Seus tintos apresentam aromas e sabores de cereja e groselha-preta.  Pode apresentar toques de ervas, cedro e outros elementos.
CARIGNAN (Cariñena na Espanha) – Uva tinta muito cultivada na Espanha e sul da França, que produz vinhos de qualidade, mas ultimamente seu mosto é misturado à outras variedades.
CARMÉNÈRE – Uva tinta muito bem desenvolvida no Chile. Produz vinhos escuros de qualidade próximo do nível de um Merlot  e Cabernet Sauvignon.
CHAMBOURCIN – Uva franco-americana que produz vinhos de qualidade no leste da América do Norte e na França.
CHARDONNAY – Uva branca considerada a rainha da Borgonha (França) senfo a mais plantada no mundo.  Os vinhos da chardonnay apresentam notas de maçã, de limão, óra de manteiga, carvalho novo. Ótima maciez e reflexos dourados na taça.
Na região da Champagne – França entra como coadjuvante na elaboração da famosa champagne.  Na Borgonha  produz os melhores vinhos brancos de Montrachet, Meursault e Chablis.
CHENIN BLANC – Uva branca clássica que produz vários tipos de vinho: jovem, vivaz e seco ou doce e espumante. Nas regiões frias apresenta aroma pronunciado e frutado lembrando pêras, maçãs e florais. Sua cor na taça é dourado.
CORTESE – Uva branca muito conhecida no nordeste da Itália, em Gavi. Produz bons vinhos – delicados – no Piemonte e Lombardia.
CORVINA  (corvina Veronese) – Uva tinta italiana que produz os famosos vinhos Bardolino e Valpolicella. São bem estruturados e apresentam sabores com notas de cereja.  Também, compõe bem com a molinara e a rondinella para fazer os vinhos Amarone e Valpolicellas no Vêneto.
DOLCETTO – Uva do Piemonte – norte da Itália. Produz vinhos leves de cor rubi profundo. Apresenta aromas de frutas frescas e alto teor alcoólico, e taninos leves.
FURMINT – Uva branca aristocrata, rara, licorosa e sedutora. Alguns dos seus vinhos aparecem entre os grandes do mundo.
GAMAY – Uva tinta que produz de vinhos leves à médio. Os vinhos tintos Beujolais se destacam: podem ser excelentes vinhos que envelhecem bem.
GARGANEGA – Uva branca da região do Vêneto (Itália) que provêm de vinhos conceituados.
GARNACHA – Uva tinta espanhola de Rioja de alta aceitação. A mais cultivada. Também produz bons vinhos em Navarra, Priorato e Penedès na Catalunha. Seus vinhos são encorpados, porém, com baixo teor de taninos e de sabor agradável.
GRENACHE – É a outra denominação da garnacha, cultivada na região do Rhône na França. Na Sardenha (Itália) leva o nome de cannonau.
GEWURZTRAMINER – Variedade de uva branca com casca rosada. Apresenta aroma pronunciado e incomparável com notas florais  e de rosas, e sabores frutados lembrando peras e maçãs. É famosa na Alsácia. Tem alto potencial de envelhecimento. Ideal para escoltar pratos fortes.
GRUNER VELTLINER – Uva branca que produz de vinhos simples e leves até os ricos e potentes, muito apreciados na Austria.
LAMBRUSCO – Uva tinta do vale do Pó – Itália, onde produz o frisante de mesmo nome.
LEMBERGER – Uva tinta da Alemanha, de coloração intensa e que produz excelentes vinhos de corpo médio, ou encorpados e aromáticos.
MACABEO (viúra) – Uva branca da Espanha (Rioja e Penedès) coadjuvante na elaboração da famosa cava “a champanhe de Espanha”. Possui sabor leve.
MALBEC – Uva tinta perfeitamente adaptada na Argentina; produz vinhos de aroma e sabor acentuados de cereja, framboesa e canela.
MARSANNE – Uva branca que entra na composição com outras variedades no Rhône – França – sempre aparecendo como a principal nesse contexto.
MERLOT – Uva tinta de Bordeaux , mais precisamente da sub-região de Pomerol, que produz o famosíssimo Château Petrus de altíssimo custo – alto luxo – e que também produz outros vinhos macios,redondos, plenos de frutas como o Château Haut-Brion do Médoc. Apresenta  sabores de ameixa e cereja, e de textura mais suave do que a do cabernet sauvignon, uva da qual é sua rival. Rápida e macia, a merlot brota, floresce e amadurece pelo menos uma semana antes da Cabernet Sauvignon plantada na mesma época. Adaptada ao Brasil, é muito usada para “amaciar” vinhos muito tânicos, feitos de uvas como a Tannat.
MONTEPULCIANO – Uva tinta encontrada no centro e no leste da Itália. Curiosamente  na toscana é nome de um vilarejo que cultiva a sangiovese.
MOSCATO (muscat e moscatel) – Uva branca da Itália que produz vinhos aromáticos, florais e espumantes ou doces.
MUSCADELLE – Uva branca bem aromática que entra na composição dos brancos de Bordeaux e  dos Sauternes.
NEBBIOLO (spanna) – Uva tinta italiana (Piemonte) que produz os famosos e clássicos vinhos Barolo e Barbaresco, que são vinhos potentes e às vezes complexos, de alta adstringência quando jovens. Possui alta capacidade de envelhecimento – sempre melhorando.
PERIQUITA – Uva tinta portuguesa que produz vinhos de médio corpo. Seu melhor representante leva o seu próprio nome.
PETIT VERDOT – Uva tinta de Bordeaux , tem cor profunda e ricos taninos, e faz parte do ”time” das 5 uvas famosas de Bordeaux.
PINOT BLANC – Variação na família de uvas onde aparece a Pinot Noir e a Pinot Gris. Seus vinhos apresentam toques adocicados lembrando os chardonnays. Vinhos brancos.
PINOT GRIGIO  (pinot gris) – Uva branca que produz vinhos simples, frescos e de corpo leve na Itália, e potentes, encorpados, frutados na França (Alsace)  e na Alemanha.
PINOT MEUNIER – A uva tinta mais cultivada na região da Champagne. Entra na elaboração de champagnes de primeira linha dando-lhes equilíbrio e estrutura.
PINOT NOIR – Uva tinta da Borgonha (França) desde o século XVI, e de difícil aclimatização. Produz vinhos que podem expressar complexidade com refinamento, dignos de seu maior astro: o famoso vinho Romanee-Conti. Outros vinhos tintos da pinot noir apresentam corpo médio e textura macia. Seus sabores passa de morango  e ervas, até os de cereja e cogumelo, e quando amadurece em barris de carvalho novos apresenta notas de canela. Dá destaque a pratos como pato assado e pombo grelhado,  e outras aves afins.  Os vinhos da pinot noir, se bem feitos, são a perfeita expressão de terroir.
PINOTAGE – Uva tinta resultante do cruzamento da cinsaut com pinot noir. É muita cultivada na Africa do Sul. Seus vinhos apresentam sabores de frutas escuras e toques terrosos e aromáticos.
PROSECCO – Uva branca do Vêneto que produz espumantes leves e pouco doces com grau alcoólico de apenas 9%.  Podem ser encontradas outras versões de vinhos da prosecco, como secos e meio-frisantes.
RIBOLA GIALLA – Uva branca do norte da Itália e também da Grécia e Eslovênia. Produz um vinho aromático e cor dourada.
RIESLING – Uva branca considerada a mais importante da Alemanha. Seria a mais perfeita das uvas brancas suplantando a chardonnay. Há quem não aceite essa afirmação. Dá vinhos mais aromáticos com notas de maçã, pêssego e limão, embora com menos corpo que a sua rival. Porém, seus vinhos são de leves e vivazes até os refinados de ótimo sabor com notas de mel. Tem a virtude de envelhecer bem.
ROUSSANNE – Uva branca do vale do Rhône usada na elaboração dos belos vinhos Hermitage, Crozes-Hermitage, St-Joseph e Chateauneuf. Ótima textura e aromas fortes e diferenciados de frutas e notas de mel, quandoem composição com a marsanne – igualmente do Rhône.
SANGIOVESE – Uva tinta da TFoscana e região noroeste da Itália considerada uma das grandes uvas para vinho tinto do mundo, mas fora do seu habitat tocanês produz vinhos de pouca expressão. Os vinhos da Toscana mais conhecidos produzidos pela sangiovese são:  Chianti e Brunello de Montalcino. São vinhos leves de frutados ou ainda vinhos com maior corpo e que podem envelhecer bem.
SAUVIGNON BLANC – Uva branca clara, citríca e aromática, de acidez vibrante, do Loire (França) onde produz vinhos como o Sancerre e o  Polly-Fumé , entre outros. Pode produzir vinhos secos e encorpados em Bordeaux e também os famosos vinhos doces de Sauternes e Barsac.
SAUVIGNON GRIS – Uva branca similar a sauvignon blanc com coloração mais escura na casca e produz vinhos menos intensos em sabor do que a sua “parente” Blanc.
SÉMILLON – Uva branca de Bordeaux, que fornece a base para vários vinhos secos de mesa da região.  Compõe bem com a sauvignon blanc na produção do Sauternes – famoso vinho licoroso do sudoeste da França.
SHIRAZ (syrah) – uva do vale do Rhône conhecida mais com syrah e que produz tintos espessos, frutados e com sabor apreciável. São longevos, envelhecem bem de 10 a 20 anos e sua alta adstringência vai se aplacando com o tempo, desenvolvendo aromas e sabores mais sutis.
TANNAT – Uva tinta originária do sudoeste francês, adaptou-se bem no Uruguai. É hoje a grande uva do Uruguai. Produz vinhos aromáticos de alta complexidade, taninos vigorosos e seu sabor é consistente, graças a sua acidez controlada,  com notas de groselha e framboesa.
TEMPRANILLO – Uma tinta marcante das regiões da Rioja e Ribera Del Duero na Espanha. Rebatizada de Tinta de Toro; anteriormente chamada de Tinta del País. Seus vinhos chegam a apresentar 15% de álcool. Em Portugal é conhecida como Tinta Roriz no norte e Aragonês no sul. Na Argentina começa a ter êxito agora. Essa tinta pode produzir desde vinhos jovens e frutados até tintos potentes, encorpados, ricos e bem amadurecidos na vinícola, além de vinhos de corpo médio semelhante aos da variedades cabernet sauvignon e Merlot de Bordeaux. Cor violácea , com notas herbáreas e terrosas influenciando-se dos efeitos dos barris de carvalho durante o amadurecimento.
TORRONTES – Uva branca, floral e potente, começa a se destacar na Argentina.
TOURIGA FRANCA – Uva tinta bem cultivada no vale do Douro em Portugal. Compõe com outras variedades para a elaboração do vinho do Porto e para outros vinhos secos de mesa.
TREBBIANO – Uva branca muita plantada na Itália, e com o nome de Ugni Blanc é a mais cultivada na França. Entra na composição do Chianti clássico mas pode produzir vinho varietal.
TRINCADEIRA – Uva tinta do Alentejo – Portugal – que produz vinhos rústicos.
VIOGNIER – Uva branca exótica e aromática do norte do Rio Rhône, na área de Condrieu, produz vinhos claros e leves, de aromas hebáceos e florais, até vinhos encorpados, com notas de mel, e vinhos finos e caros como o Condrieu.
ZINFANDEL – Uva tinta  cultivada na Califórnia há 150 anos, produz vinhos leves, frescos e frutados, e vinhos com teor alcoólico de 15% quando cultivada em áreas quentes.

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A uva Tannat

Origem da uva

O berço nativo da Tannat é Madiran, no centro da região sudoeste da França.
Uma uva tinta de forte carga tânica encravada na melhor região produtora de brancos do sudoeste Francês, Pau e Jurançon. Mas, nesta região, entre as tintas, reina absoluta a Tannat. 
A mesma que faz estrondoso sucesso no Uruguai e, hoje, na Campanha gaúcha, também desperta um novo e promissor terroir para vinhos brasileiros.
Trazida pelos bascos espanhóis e franceses para terras charruas a uva, por estes lados, produz vinhos bem diferentes dos seus parentes franceses.

Características dos vinhos

Junto com a Baga, originária da Bairrada, Portugal, são uvas de alta carga de taninos.
Os vinhos elaborados com esta casta, enquanto jovens são muito tânicos, ácidos e rústicos. Mas lembrem-se que é uma uva com vocação para envelhecer com saúde. Assim como a Tannat sul-americana, os vinhos de Madiran podem e devem esperar algum tempo para aflorarem suas qualidades, passando de vinhos rústicos e duros para vinhos aromáticos, gordos, algo fumado, agradáveis de longo retrogosto.
A Tannat é uma das uvas com maior presença de taninos
A Tannat é uma das uvas com maior presença de taninos (Foto: winefolly.com)

Antes desprezada, até mesmo em seu berço, como uma casta possível para se fazer um bom varietal, a Tannat, produz por estes lados um vinho saboroso de cor vermelho escuro, aromas de baunilha, coco (em razão das barricas que estagia), ameixa, geleia de framboesa e morango. Na boca todo o seu esplendor, taninos agradáveis, volumoso e agradável. O tipo do vinho que quando se percebe lá se foi a garrafa. Além de ser um excelente “tira preconceito”.

Curiosidades

A Tannat, após sérios estudos médicos foi confirmada como um uva com excelente quantidade de resveratrol, um polifenol que age como anti oxidante, agindo contra o câncer e como redutor do mal colesterol. Além de outros benefícios à saúde.
Há pessoas que associam a Tannat a vinhos duros e ácidos, o que de certa forma estão certas, pois os que não passam por madeira e não têm o cuidado necessário, desde a videira, são assim mesmo. Agora, o contrário é verdadeiro, os que bem cuidados, desde as vinhas, passando por barricas e com os taninos perfeitamente associados a esta. Geram fermantados redondos e com grande estrutura, podendo ser guardado por mais de uma década para harmonizar os pratos de inverno.
Lembrando que um bom vinho nasce de bons vinhedos e para tanto há que se estudar o terroirna qual estão inseridos.

Harmonização

Os vinhos feitos com a Tannat são bons sozinhos. Agora bem acompanhado, em todos os sentidos, ele torna-se insuperável.
Aqui o segredo é a forte carga tânica que esta uva traz consigo. Os taninos combinam com gordura. Portanto, mais um item que aproxima a Tannat da culinária típica de inverno, como o tradicional churrasco, carnes assadas, pratos baseados na carne de ovelha e outros bastante encorpados e condimentados. 
Os feitos com a Tannat são ideais para combinar sua estrutura com a culinário gaúcha. Uma casta que faz frente com galhardia e só vem a somar.



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 Moringa oleiferaNome Científico: Moringa oleifera

Sinonímia: Moringa moringa, Moringa pterygosperma, Guilandina moringa, Moringa zeylanica, Hyperanthera moringa

Nomes Populares: Acácia-branca, Moringa, Morangue, Muringueiro, Árvore-rabanete-de-cavalo, Cedro, Moringueiro, Quiabo-de-quina, Morango, Árvore-dos-milagres

Família: Moringaceae

Categoria: Arbustos, Arbustos Tropicais, Árvores, Árvores Ornamentais, Folhas e Flores, Frutas e Legumes, Medicinal, Plantas Hortícolas, Raízes e Rizomas
Clima: Equatorial, Mediterrâneo, Semi-árido, Subtropical, Tropical
Origem: Ásia, Himalaia, Índia
Altura: 4.7 a 6.0 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene

A acácia-branca ou moringa, como também é conhecida, é uma árvore de pequeno a médio porte, decídua, florífera e de muitas utilidades. Ela é originária dos Himalaias, e espalhou-se por diversas regiões tropicais e subtropicais do planeta devido às inúmeras qualidades que possui, principalmente como planta medicinal e alimentar. Apresenta tronco único e ereto, com diâmetro de 20 a 45 cm, com casca espessa, de cor cinza esbranquiçada. Apresenta uma copa aberta, com ramos pendentes, hirsutos e delicados, que resultam num formato de sombrinha. As folhas são tripinadas, com folíolos elípticos a obovados, de cor verde clara, dando ao conjunto das folhas um aspecto plumoso. Floresce durante o ano inteiro, despontando cachos de flores pequenas, hermafroditas, perfumadas, de cor branca-creme. Os frutos que se seguem são longas vagens pêndulas, que se abrem em três valvas quando maduros, liberando as numerosas sementes leves, papiráceas e aladas.

A moringa é cultivada principalmente por seu valor alimentar e medicinal, sendo considerada uma planta milagrosa. Ela é riquíssima em nutrientes, de proteínas a vitaminas, e tem contribuído enormemente no combate à desnutrição em países subdesenvolvidos. Ela ainda é uma aliada poderosa dos vegetarianos, por seu alto teor de aminoácidos essenciais. Folhas, frutos, sementes, flores e raízes podem ser consumidos de diversas formas, desde cruas, em sucos, vitaminas, saladas, até em preparações cozidas em sopas, bolinhos, etc. A farinha das folhas também é aproveitada como suplemento alimentar. O pó das sementes produz um efeito semelhante à floculação no tratamento da água, purificando, aglutinando e eliminando impurezas e microorganimos, que decantam rapidamente para o fundo do recipiente. Veja o quadro abaixo para informações sobre utilizações medicinais.

Seu uso paisagístico ainda é discreto, mas tem grande potencial, devido ao tronco engrossado, de aspecto muitas vezes barrigudo, que confere um certo exotismo ao jardim. Fornece uma sombra clara, de cerca de 50%, próprio para o cultivo de epífitas e forrações de meia sombra na base. Além disso floresce o ano todo. Em alguns países, também é utilizada como planta envasada, com o calibroso e escultural caudex evidenciado, da mesmo forma que a Rosa-do-deserto (Adenium obesum).

Deve ser cultivada em solo preferencialmente fértil, profundo, drenável, neutro a levemente ácido, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano de implantação. Ainda assim, ela é capaz de vegetar em diversos tipos de solo, evitando-se os muito secos e os excessivamente pesados e argilosos, sujeitos a encharcamentos. Depois de bem estabelecida, ela torna-se tolerante à períodos de estiagem. Resiste à geadas leves, mas vegeta melhor sob o calor tropical. Responde bem à fertilização e irrigação suplementar, produzindo mais folhas e vagens. Multiplica-se por sementes frescas e estaquia de ramos lenhosos ou semi-lenhosos.


Medicinal:

Indicações: Desnutrição, Arteriosclerose, Hipercolesterolemia, Hipovitaminose, Fraqueza, Febre, Doenças infecciosas, Cólicas, Diabetes, Verminoses, Doenças do fígado e vesícula biliar, Prostatite, Câncer, Tumores, Viroses, Epilepsia, Fadiga, Glaucoma, Hipertensão, Hepatite, Lupus, Artrite

Propriedades: Anti-diarréica, vermífuga, afrodisíaca, antiinflamatória, abortiva, contraceptiva, nutriente, analgésica, antimicrobiana, antiespasmódica, diurética, vermífuga, anticonvulsivante, antiedêmico, antieplético, antifúngico, antioxidante, antipirético, antisséptico, antitumoral, antiviral, aperiente, broncodilatador, cardiodepressor, cardiotônico, carminativo, cicatrizante, colagogo, colerético, calmante, depurativo, embólico, emenagogo, emético, estimulante, estomáquico, expectorante, hipoglicemiante, hipotensivo, imunoestimulante, imunossupressor, lactagogo, laxativo, litolítico, mutagênico, rubefasciente, sedativo e vasoconstritor

Partes Utilizadas: Flores, folhas, frutos, sementes, casca e raízes

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Gengibre você pode cultivar em casagengibre é uma raiz tradicionalmente cultivada no Oriente como condimento e erva medicinal. Na medicina oriental tradicional, o gengibre é usado para o alívio de sintomas respiratórios, menstruais, dores musculares e articulares e até para o tratamento de queimaduras. É uma erva quente, que traz calor ao corpo, sendo eficiente como escalda pés, compressas e chás. Como condimento, é muito agradável em raspas finas, em saladas cruas, doces e biscoitos, assim como, no tempero de carnes e peixes.
Como é de sabor muito ativo, recomenda-se usar em pouca quantidade. Para o seu uso medicinal, recomenda-se cuidado na dosagem pois, a sua ingestão excessiva poderá provocar, em algumas pessoas, incômodos estomacais e, em outras, elevação da pressão arterial. Cada pessoa é diferente, cada caso é único, então, teste sua sensibilidade antes de abusar do gengibre.
O seu cultivo em casa é muito fácil e vale a pena ter sempre gengibre à mão. Confira, a seguir, no passo a passo, as dicas que facilitarão seu cultivo e manutenção.
1. O gengibre se multiplica facilmente pelo rebrote da raiz, rizoma. Escolha um rizoma saudável, nem mole, nem velho ou enrugado e, se já tiver brotos verdes, melhor. O rizoma já brotado basta você dividir, deixando um brote por vaso, acima da terra.
Gengibre você pode cultivar em casa
2. Se o seu gengibre comprado ainda não tiver brotos verdes, deixe ele de molho por uma noite em água morna. Os brotos aparecerão.
3. Num vaso grande (o gengibre cresce horizontalmente), forre o fundo com pedras para fazer a drenagem e uma mistura de terra orgânica e adubo ou composto bem curtido, com uma parte de areia de rio. O importante é que você tenha um substrato rico em matéria orgânica e bem drenado, para não acumular água e apodrecer os rizomas.
Gengibre você pode cultivar em casa
4. Os rizomas brotados devem ser colocados neste vaso com os brotos para cima, aparecendo a pontinha.
5. Regue abundantemente com água de poço (o cloro das águas tratadas não são boas então, se você só tiver água tratada, deixe em repouso, em recipiente aberto, por 24 horas).
Gengibre você pode cultivar em casa
6. Ponha seu vaso de gengibre em local sombreado, quente (vai muito bem dentro de casa, perto de uma janela mas, não ao sol direto). Mantenha o solo úmido. Regue com frequência, especialmente depois dos botões aparecerem mas, não deixe a terra do vaso ficar encharcada. Em poucas semanas você já verá as folhas surgirem e, em 3 a 4 meses, já poderá colher seus rizomas para uso, sem estragar a planta. Para isso você deve revirar, com a mão, a terra, para encontrar os rizomas maduros. Só corte a quantidade que vai precisar e cubra de novo com a terra, o que fica.